18.9.07

Nuno Silva, Licenciado em Gestão, Dublin. Irlanda


Novembro de 2005, foi a data em que cheguei a Dublin e para variar era um dia de chuva....
Na memória perduram os pequenos momentos da viagem: aeroporto de Lisboa, quantidade de malas, a incerteza do futuro mas a certeza da mudança.
Volvidos 2 anos de experiência internacional, alguns momentos mais difíceis, mas no geral uma experiência positiva e única. O descobrir novas culturas, novas formas de estar e agir, mas também o reconhecer o que Portugal tem de melhor: a luminosidade dos dias, praias, comida....
Dublin também conhecida como a capital dos Tigres Celtas, é uma cidade em prosperidade (pelo menos aparente...), multicultural, acolhedora e muito jovem. Como aspectos negativos, impera a falta de intervenção do Estado: infraestruturas, segurança, limpeza, saúde, inflação galopante... e a principal desvantagem inerente à localização da Irlanda: o clima. De facto, é deprimente viver 1 ano com apenas 2 estações: Inverno e Primavera.

As razões de emigrar prendem-se com o facto de alargar horizontes e provar o nosso real valor, fora do País dos pequeninos, que é Portugal onde infelizmente reina a influência, "cunha" e o caciquismo. De facto considero que, enquanto antigamente se emigrava essencialmente em busca de melhores salários, actualmente procura-se essencialmente realização profissional e pessoal. A seguir a mim, vários colegas próximos, decidiram "navegar" e trabalhar por essa Europa fora....sempre à procura dos valores de igualdade de oportunidades, reconhecimento, aventura, descoberta...
Em relação ao futuro, continua cada vez mais incerto o regresso para Portugal "um dia voltarei, só não sei quando"!

Como dizia Saint Exupery "Navegar é
preciso....."

1 comment:

Li said...

NAVEGAR É PRECISO, Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.