<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730</id><updated>2012-01-30T03:56:58.774-08:00</updated><title type='text'>mind this gap</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-9171832581129506456</id><published>2011-04-07T01:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T01:27:45.981-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;span lang="PT"&gt;Cristiana, Tradutora. Leeds, Inglaterra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois de uma licenciatura e uma pós-graduação na FLUP, tive a sorte de encontrar logo um estágio (não remunerado, claro) na minha área que, seis meses mais tarde, passou a contrato e se revelou uma boa experiência em todos os sentidos. Fiquei nessa empresa um ano e meio, enquanto continuava a viver em casa dos meus pais porque o salário não dava para grandes (nem pequenos) voos. Em 2008, mudei-me para Lisboa, a seguir o coração… e um novo emprego.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É verdade que em Lisboa não estávamos muito mal. Tínhamos empregos de que gostávamos e recebíamos sempre no final do mês, algo que mais parece um luxo hoje em dia. Mas “não estar muito mal” nunca foi propriamente o meu sonho e por que é que havíamos de nos contentar com isso...?! Por um lado, queria sentir-me mais valorizada e recompensada, queria ver o meu trabalho e o meu esforço reconhecidos a todos os níveis. Por outro, queria ver mais coisas, conhecer outras pessoas e culturas, sair do típico “cá estamos, vai-se andando”. Queríamos muito viajar e, em Portugal, não era nada fácil…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Viver noutros países também foi algo que eu sempre quis fazer, mas a oportunidade parecia não surgir. Erasmus ficou fora de questão porque os meus pais não tinham possibilidades para isso e depois... As coisas foram acontecendo e quase parecia heresia abrir mão da estabilidade que já tinha, quando a maior parte dos meus colegas de curso ainda continuava à procura de uma oportunidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em finais de 2009, vi um anúncio de uma empresa inglesa e resolvi candidatar-me. Acho que, como acontece com muita gente, não o fiz com grandes expectativas até que… Recebi um e-mail. E depois de uns telefonemas e alguns testes, convidaram-me para uma entrevista em Leeds. Como não tinha nada a perder e a viagem e a estadia de três dias até eram pagas, lá me meti num avião depois do Natal (e vi neve pela primeira vez!). Sem pensar muito, em Fevereiro já cá estava definitivamente e, passado meio ano, o meu namorado juntou-se a mim. Vimo-nos livres de carro, casa, móveis e afins, mandámos os livros para a garagem dos meus pais, e viemos com duas malas de roupa. Como disse o meu pai, “Se correr mal, é só voltar”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mais  de um ano depois, não podia estar mais satisfeita com esta decisão. Não foi fácil  deixar a família, o namorado e os amigos, e vir sozinha para uma cidade onde  não conhecia ninguém. E as saudades do sol, da comida, do nosso poder de desenrascanço, etc.  conseguem ser terríveis… Mas a vida não pode ser perfeita e, até agora, o balanço é  que, sem dúvida, valeu a pena correr o risco. Posso estar sempre ansiosa por ir a Portugal mas, depois de lá estar dois dias, já só quero voltar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por cá não gosto do céu constantemente cinzento nem do consumo desenfreado de álcool e de muitas outras coisas! Mas são coisas que vão acabando por perder importância quando se olha para o panorama geral. Gosto muito de trabalhar 7,5 horas por dia e não ter de fazer horas extra nem ir trabalhar para casa para ganhar mais uns trocos. Gosto de poder viajar com alguma facilidade, de ter um apartamento razoável no centro da cidade, onde já posso receber pessoal do couchsurfing. Gosto das aulas de pilates no escritório, de não haver “engenheiros” nem “doutores”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Claro que isto não é de todo um conto de fadas, como muitas vezes ingenuamente se pensa, mas em geral a vida aqui é mais fácil. Acho que se vive, em vez de se sobreviver. E a experiência pessoal está a ser preciosa. Não conheço outros portugueses em Leeds mas convivo diariamente com pessoas de todos os cantos do mundo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Continuo a referir-me ao Porto como “casa” e acho que isso nunca vai mudar. Portugal não é nenhum paraíso (muito menos nesta altura...), mas certamente que nenhum outro país o será! Conhecer outras realidades tem-me mostrado que podíamos estar/ser muito melhores mas também me tem ajudado a dar valor ao muito que somos e temos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não fazemos planos a longo prazo mas não pensamos voltar tão cedo. Quando nos perguntam quanto tempo cá vamos ficar, costumamos responder que ficamos enquanto “as coisas correrem bem”. Se deixar de assim ser, outro sítio qualquer haveremos de encontrar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" lang="PT"&gt;&lt;a href="mailto:cristiana.reis@gmail.com" target="_blank"&gt;cristiana.reis@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-9171832581129506456?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/9171832581129506456/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=9171832581129506456&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9171832581129506456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9171832581129506456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2011/04/cristiana-tradutora.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1899594807181925543</id><published>2010-12-21T02:08:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T02:11:58.879-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;continuação &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://mindthisgap.blogspot.com/2009/06/sandra-ramalho-engenheira-civil.html#links"&gt;deste&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; post...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Sandra Ramalho, Engenheira Civil. Holanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois de mais de um ano e meio desde o meu último e único post &lt;span&gt; &lt;/span&gt;o meu percurso pessoal/profissional&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;desenrolou-se de forma surpreendente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Devo explicar que o facto de ter acabado esse post&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;com “Mas...depois veio a crise!” não foi para criar suspense mas o que se passou de verdade foi&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;que sem querer &lt;span&gt; &lt;/span&gt;“cliquei” na tecla enviar e-mail nesse momento... mas a história segue assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Essa multinacional para a qual trabalhava decidiu despedir a 30% do pessoal e eu fui uma das despedidas. Lamentável...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estive  desempregada 6 meses e a receber 1000 euros do fundo de desemprego. Em  Espanha essa é a quantia máxima que dão (e não me estou a queixar).  Tinha direito a esse subsídio durante 11 meses. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nesses  6 meses enviei CVs para centenas de empresas de toda a Espanha. Fui  chamada unicamente para uma entrevista numa empresa de Madrid que  posteriormente me propôs trabalho, o qual aceitei (com unhas e dentes,  claro!). Mas a situação em Espanha está tão mal que os empresários  aproveitam-se e pagam salários miseráveis.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Por isso, a  quem quiser sair de Portugal aconselho que nem pensem em ir para lá,  pelo menos por agora e pelo menos na área de engenharia  civil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Embora  pagassem mal, gostei muito de trabalhar nessa empresa de Madrid pelo  facto de ser uma consultora na área de engenharia civil com projectos  internacionais e porque o ambiente do escritório era completamente  diferente ao vivido nas obras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas  a verdade é que quando chegava a casa sentia um vazio muito grande  porque estava a trabalhar para sobreviver, não tinha vida social e muito  menos familiar. Pensei bem, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;e tendo em conta o dinheiro que tinha poupado desde que comecei a trabalhar, decidi deixar Espanha e ir para a Holanda. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fui  muito influenciada por amigos que trabalhavam e trabalham na Holanda.  Diziam-me que ia ser muito fácil encontrar trabalho e que neste país só é  preciso falar inglês. MENTIRA!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estive 7 meses à procura! Gastei quase todas as minhas poupanças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Felizmente  encontrei um trabalho muito gratificante em todos os sentidos (sou  Engenheira de Projecto + salário de acordo com a minha experiência + benefícios fiscais por ser profissional estrangeira qualificada). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para encontrar trabalho na Holanda é preciso:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;1)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-size:7pt;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Falar Holandês (imprescindível ou então é quase missão impossível encontrar trabalho)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;2)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-size:7pt;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Falar Inglês (pelo menos além do Holandês)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;3)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-size:7pt;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ter  dinheiro poupado. A vida aqui é muito cara.. comida, renda de casa, telemóvel...o aluguer da minha casa custa 1500 euros/mês, o que me  corresponde pagar de renda 750 eur. (com agua, luz, gás, electricidade e  internet incluídos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;4)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-size:7pt;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na Holanda não existe Segurança Social. É preciso pagar um seguro médico mensalmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt 36pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;5)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;font-size:7pt;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não  existe nenhum serviço estatal (pelo menos que eu saiba) que oriente os  estrangeiros na procura de trabalho. Existem as agências de trabalho  privadas. Foi através de uma agência que consegui emprego. (Se alguém  estiver interessado em trabalhar na Holanda, posso fornecer uma lista de  agências que contactei assim como outro tipo de informação que facilite  a procura de emprego).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Todas  estas experiências que tenho vivido são enriquecedoras e não trocaria  este percurso por outro. Espero algum dia estabelecer-me definitivamente  em algum país...não sei se Holanda, Portugal..ou outro...mas já não  sinto receio de mover-me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1899594807181925543?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1899594807181925543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1899594807181925543&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1899594807181925543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1899594807181925543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2010/12/continuacao-deste-post.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4648465193126615785</id><published>2010-05-18T11:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T11:32:06.425-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Luis Silva, Engenheiro Informático, Estados Unidos da America.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Embora só tenha terminado o meu curso em 2008 (comecei em 2000 ou 2001, já nem me recordo), investi imenso no meu percurso profissional (e essa foi a razão pela qual demorei tanto a terminar o curso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Depressa percebi que, no nosso país, se quisermos ganhar dinheiro temos de nos desdobrar, trabalhando em vários sítios ao mesmo tempo (e foi por essa via que optei, trabalhando por conta de outrem e a recibos verdes com contratos de prestação de serviços com disponibilidade total e sem horários de trabalho).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Tenho muita sorte por ter conseguido muito boas oportunidades mas...faltava algo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Faltava, em especial, o reconhecimento pelo trabalho, quer a nível monetário, quer a nível pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; Não e que me pudesse queixar a nível monetário pelo valor total que auferia mas sim pelo facto de ter de me matar a trabalhar para 5 sítios diferentes para ganhar o que achava que merecia...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Um dia, ao fazer uma auditoria de segurança informática, descobri um problema num software de uma empresa Americana e decidi contacta-los para os avisar do problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Esse contacto permitiu-me abrir as portas para a entrada nos Estados Unidos e, mais tarde, ofereci-me para trabalhar para o escritório deles no UK durante as minhas ferias de Verão, usando o trabalho que faria como o meu projecto de final de curso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Isso fez com que me fizessem uma oferta para trabalhar a meio tempo a partir de Portugal, sem quaisquer horários rígidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Quando terminei o curso passei a trabalhar a full time para eles e pedi para vir para os Estados Unidos porque amo este pais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Se tivesse de enumerar as razões pelas quais decidi sair de Portugal, teria de referir algumas que já foram faladas em outros relatos do blog:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;- a informalidade: estavam-se pouco marimbando para saber se eu era Engenheiro, Doutor ou se tinha um curso superior sequer. Estavam mais interessados em saber que fazia o trabalho bem feito;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;- altamente bem recompensado;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;- a "palmada nas costas" quando faço um bom trabalho (coisa que NUNCA tive em Portugal);&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;- a preocupação com o meu bem estar: os donos da empresa preocuparem-se comigo e com a minha família e quererem saber como estou (e quererem ajudar-me a integrar);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;- o facto de saber que neste país podemos fazer uma diferença: se formos trabalhadores podemos conseguir TUDO o que quisermos;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;- ver as coisas mexerem e uma excelente organização (face ao que estava habituado em Portugal).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Embora só esteja cá a viver há cerca de 7 meses, já cá tinha estado algumas vezes por períodos de um mês (de cada vez) e posso dizer que este e o melhor país do mundo. Espero nunca ter de sair e um dia ter o privilégio de me tornar cidadão Norte Americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Gostava de terminar por dizer que fiz a opção não por estar mal em Portugal (como disse, estava a trabalhar para eles a partir de casa, sem horários e ainda podia trabalhar para outras empresas Portuguesas pelo que conseguia ganhar bastante mais dinheiro) mas sim porque me identifico completamente com este país, com o patriotismo e produtividade destas pessoas e porque não aguentava ver a miséria que vai no meu próprio país...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Eu sei que pode não parecer bem dizer isto mas não me sinto bem rodeado de pessoas com dificuldades (não porque não quero saber delas mas sim porque me preocupo e me mata não poder fazer nada para as ajudar)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Há muitos egoístas que dizem que não há problemas em Portugal porque estão com duas palas nos olhos e acham que falamos mal porque e "chique" e "simples" mas não tem nada a ver...nada mais me dava orgulho do que ver o meu país prosperar mas como não acredito que isso aconteça quero que os USA se tornem o meu país (e dos meus filhos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Que raiva que me da ver pessoas dizer "crise? qual crise? eu estou bem". Não tem olhos na cara? Não vêem como as pessoas andam deprimidas? Como desistiram de lutar? Como apenas põem 5 euros de gasolina de cada vez porque não tem dinheiro para mais? Como vão a um café e se sentam sem consumir porque não tem dinheiro? Como as famílias discutem nos super mercados porque o conjugue comprou algo de uma marca mais cara e isso estraga o orçamento?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Em uma palavra: MISÉRIA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4648465193126615785?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4648465193126615785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4648465193126615785&amp;isPopup=true' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4648465193126615785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4648465193126615785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2010/05/luis-silva-engenheiro-informatico.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2875347063253311947</id><published>2009-11-19T02:23:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T02:31:04.554-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  id=":51" class="ii gt" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Catarina Rodrigues, Product Developer, Utrecht, Holanda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Foi por acaso que encontrei este site:  estava à procura de informações sobre portugueses na Holanda, uma maneira de melhorar a minha vida social por aqui. Nos últimos meses tenho andado a ler testemunhos sobre pessoas que, de uma maneira ou outra, tiveram um percurso semelhante ao meu, identifiquei-me com diferentes aspectos dos vários posts que li (reconheci pessoas conhecidas) e resolvi deixar a minha história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Aquilo que me fez sair de Portugal não foi tanto a insatisfação com o que lá tinha, mas sim a necessidade de ter, ver, conhecer mais... crescer, abrir os olhos para o mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt; A oportunidade surgiu pouco antes de acabar o curso de Eng. Química em Coimbra. Uma professora falou-me no programa Leonardo da Vinci: um programa europeu que coloca jovens licenciados há menos de 1 ano em universidades ou empresas das mais diversas áreas.  Candidatei-me e fui aceite numa empresa de aromas e fragrâncias situada perto de Amesterdão. Comecei o meu estágio de onze meses em Janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Uma das coisas que me surpreendeu imediatamente foi a falta de formalismos: “trata-me por tu” disse-me o meu mentor. Na altura achei muito estranho que uma pessoa com o doutoramento não esperasse ser tratada por Senhor, Mister, Doutor ou Professor. Notei que aqui as hierarquias são muitos menos realçadas e as relações menos formais embora se mantenha sempre o respeito pelo outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Durante este tempo estive em contacto com pessoas das mais variadas nacionalidades, com as mais diferentes e espantosas histórias de vida e de facto os meus olhos abriram-se para outras maneiras de pensar, de viver, de trabalhar até.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;No inicio não tinha intensão de ficar mais tempo que o planeado, mas a minha maneira de ver as coisas mudou. Depois de umas curtas e instáveis férias de Natal em Portugal voltei para a Holanda para tentar encontrar um emprego na área que me tinha fascinado durante o meu estágio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Sair a segunda vez foi provavelmente uma das coisas mais difíceis que fiz, senti que estava a abandonar toda a gente, a falhar e a desiludir a minha família, mas por mais difícil que tenha sido na altura ainda não me arrependi e até agora tenho conseguido manter os dois lados equilibrados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Passei 3 meses a tentar encontrar um emprego que me motivasse, admito que fui muito picuinhas nesse aspecto mas para mim não valia a pena ficar na Holanda a fazer algo que não me deixasse realizada. Finalmente a minha oportunidade chegou e consegui o emprego que queria na área que queria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Depois de quase 3 anos a viver aqui (ou por aqui) sinto-me bastante crítica a mentalidades de ambos os lados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Considero os holandeses muito práticos, organizados, directos e frontais. Gosto da mentalidade de trabalho mas depois do deslumbre inicial aprendi a reconhecer também os defeitos:  vejo diariamente situações que roçam o limite e muitas vezes dou por mim a considera-los muito rígidos, mecânicos e tipicamente poupados (forretas!). Para um pais que é visto com sendo muito liberal há muitas coisas em que são demasiado "narrow-minded".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt; &lt;p&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Por outro lado em conversas com colegas e amigos vejo-me a desejar ver implementadas algumas características holandesas (e medidas governamentais)  em Portugal. A falta de oportunidades, as longas horas de trabalho e o desequilibrio que parece existir entre a vida profissional e pessoal são coisas que me deixam bastante desiludida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Posso dizer que tem sido uma experiência enriquecedora mas não imagino viver aqui o resto da minha vida porque há coisas às quais não me consigo habituar: a falta de sol, calor e mar, a sobrepopulaçao deste pais. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Além disso, há um mundo muito grande para ver e conhecer e quando surgir uma boa oportunidade estarei pronta para a agarrar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Não excluo de modo algum a possibilidade de voltar a Portugal porque acho que devo a mim mesma tentar ser feliz no meu país. Embora saiba perfeitamente que nunca terei o mesmo tipo de vida que tenho aqui e apesar das óbvias desvantagens ainda consigo ver um ou outro beneficio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"  style="font-size:9pt;"&gt;Mas se não ficar bem em Portugal é fácil: mudo de novo! Acho que essa é uma vantagens de sair do pais de origem: deixamos certas restrições para trás e aprendemos a adaptar-nos muito mais facilmente a novas situações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2875347063253311947?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2875347063253311947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2875347063253311947&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2875347063253311947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2875347063253311947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/11/catarina-rodrigues-product-developer.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2605887200226178551</id><published>2009-08-01T11:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T11:03:26.189-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cláudio Coelho, Licenciado em Informática, de Itália e Alemanha para Portugal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu licenciei-me em Informática na Universidade Nova de Lisboa em 2005. A primeira experiência que tive lá fora foi na Alemanha onde fiz o estágio em Inteligência Artificial na Agência Espacial Europeia (ESA). Esse estágio abriu-me naturalmente muitas portas, primeiro uma oportunidade  de ser consultor num centro de investigação em Portugal e depois a possiblidade de voltar ao estrangeiro, desta vez Itália, novamente para a ESA, onde viria a ficar 15 meses como engenheiro de segmento de terra. Contudo, quando ainda estava em Itália, consegui a oportunidade de começar a trabalhar para projectos da ESA como freelancer no país que quisesse e decidi voltar a Portugal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Qualquer experiência de viver no estrangeiro (principalmente se for no contexto laboral e não só Erasmus) dá-nos uma perspectiva importante sobre o nosso país de origem. Percebemos que Portugal realmente tem muitas desvantagens, mas também que a frase de "lá fora não é assim" muitas vezes não se aplica e que há coisas em Portugal que são muito vantajosas, nomeadamente a  qualidade de vida. Adorei viver e trabalhar fora de Portugal, tanto pelo que me acrescentou a nível profissional, como pelo que me acrescentou a nivel pessoal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Na Alemanha gostei do facto de que tudo, desde transportes até serviços de saúde, funcionava bastante melhor, mas não gostei do frio, da mentalidade fria de distante das pessoas, da comida e da lingua. Em Itália gostei das pessoas quentes, da comida, do tempo (não tão bom como o do Algarve, mas ainda assim bastante agradável), mas o caos que encontrei foi tal que deixei de pensar que os Portugueses não sabiam o que era civísmo, além de que me incomodou também o facto de ser uma sociedade onde valores superficiais são tão valorizados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Por sua vez, uns tempos depois de voltar a Portugal, realmente me senti incomodado pela falta de muitas coisas a que me habituei no estrangeiro. Ainda me incomoda a actual situação política, tanto do lado dos políticos, como do lado dos próprios portugueses, a maioria dos quais ainda parece preso a uma mentalidade algo retrograda produto certamente dos esforços do anterior regime. Os portugueses metem facilmente a culpa neste ou naquele político, mas no fundo, os culpados somos nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Digo também que este regresso a Portugal ocorreu muito antes do que esperava, mas no fundo, conseguindo as vantagens financeiras de trabalhar para outros países da Europa, apraz-me bastante estar em Portugal pelos benefícios que me oferece em termos de qualidade de vida. É verdade que em Portugal, principalmente no Algarve, não há o andamento cultural que tinha em Frankfurt ou Roma, mas para quem aprecia um ritmo de vida mais pacífico, muita praia e outros pequenos prazeres, Portugal revela-se um um país de residência muito agradável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se algum dia deixar de ter a posição profissional vantajosa que tenho, provavelmente experimentarei outro voo lá fora, mas caso contrário acredito que fique por cá enquanto alimento a minha paixão por outras culturas através de muitas viagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2605887200226178551?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2605887200226178551/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2605887200226178551&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2605887200226178551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2605887200226178551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/08/claudio-coelho-licenciado-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8030130080715565791</id><published>2009-07-25T12:45:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T12:46:24.186-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bruno Manso, licenciado em engenharia biotecnológica, Liverpool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi. Um amigo apontou-me a direcção deste espaço, desafiando-me a mim e mais algum do pessoal que também está cá por fora a escrever qualquer coisinha. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem, no meu caso a coisa passou-se um bocado diferente do que na maior parte do que li até agora. Quando comecei o curso (na Universidade do Algarve) nunca tinha realmente pensado em sair de Portugal. Quanto muito, tinha considerado mudar-me de Faro para Lisboa e lá fazer investigação em genética ou algo parecido. No entanto, algures durante a licenciatura, apercebi-me de que o meio é ideal para sair e conhecer outros sítios e outras culturas. E porque não? De modo geral, um projecto de investigação dura qualquer coisa entre um e três anos e, depois disso um gajo é livre para ir para outro lado e conhecer outros países, novas gentes. E se por acaso me fartasse, haveria sempre a possibilidade de regressar. Parecia-me uma maneira bem interessante de viver os próximos anos. Resolvi estagiar, durante um programa Erasmus, na Universidade de Leicester, no Reino Unido, para fazer currículo e depois de acabar o raio da licenciatura concorri a tudo quanto era de projecto fora de Portugal. Ainda andei a penar, durante qualquer coisa como um ano, mas em Setembro de 2007, quando tinha arranjado um emprego uma pequena companhia de análise de águas a fazer controle de qualidade, recebi a resposta a uma candidatura que tinha feito dois meses antes, perguntando se ainda estava interessado. Preparei a mala e desde então que estou em Liverpool, a trabalhar em virologia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A verdade é que um gajo é sempre um bocado ingénuo quando pensa nisto e faz planos, e tudo parece cor de rosa. De vez em quando lá bate a saudade de casa, da mini e do tremoço e isto tudo parece um bocado estranho. Mas, e se calhar tive sorte nisso, o grupo de trabalho com que me deparei aqui é bem fixe e há sempre portugueses em todo lado, pelo que um gajo fala um bocadinho tuguês, faz um bacalhauzinho ou bebe um moscatel (contrabando!!), e a coisa fica um bocadinho melhor nesses momentos. Neste momento acho que realmente fiz a escolha certa, e sei que quando acabar este projecto, algures para 2011, vou concorrer a outra coisa, noutro lado. Tenho estado a pensar na Suécia. Ou os Estados Unidos. Qualquer coisa assim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Daqui a 7 ou 8 anos, quando me fartar de andar a correr de um lado para o outro e conhecer meio mundo (ou  talvez só a Europa), a ideia é voltar para casa. A ver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isto tenho a dizer. Depois de estar cá um ano e mais que meio, aquela ideia que se tem de Portugal, de como somos pequeninos e capazes apenas de conversa de café, de criticar sem fazer nada, de como somos atrasados e estamos na cauda da Europa em tudo desaparece. Por completo. Acho que tudo isso é mais condição humana que tuga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8030130080715565791?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8030130080715565791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8030130080715565791&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8030130080715565791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8030130080715565791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/07/bruno-manso-licenciado-em-engenharia.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7920881287387111803</id><published>2009-07-24T08:37:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T08:39:04.320-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;Orlando Correia, licenciado em Gestão e Administração Publica, Gibraltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou licenciado em Gestão e Administração Publica, pelo ISCSP, Universidade Técnica de Lisboa. Depois de ter acabado o curso, em 1997, voltei a Madeira, onde depois de enviar muitos CV's por fim lá consegui arranjar um trabalho. Após 3 anos de empregos que não me satisfaziam pessoal, profissional e financeiramente, decidi abandonar o pais em 2001.&lt;br /&gt;Rumei a Londres, onde tinha um amigo que me ajudou na mudança. O inicio não foi fácil, e vi-me forcado a ter de começar a trabalhar no McDonald's. Passado algum tempo, finalmente consegui arranjar trabalho na minha área de especialização.&lt;br /&gt;Foi em Londres que me senti valorizado profissionalmente, e foi Londres que me abriu as portas para o mundo. Passados 3 anos, e depois de uma experiência fantástica, decidi que era tempo de rumar para o Sul, em busca do sol. Fui seleccionado para o posto de "Financial Administrator", em Gibraltar, e mudei-me de armas e bagagens para este pequeno território Britânico. Já cá estou há 2 anos, e admito que apesar de Gibraltar não ser um Paraíso (fiscal), tenho o estilo de vida que sempre desejei.&lt;br /&gt;Mantenho-me sempre informado sobre o que se passa no nosso pais, e apesar de me sentir orgulhoso de ser Português, creio que &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;voltar a Portugal está fora de hipótese neste momento.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7920881287387111803?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7920881287387111803/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7920881287387111803&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7920881287387111803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7920881287387111803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/07/orlando-correia-licenciado-em-gestao-e.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3464573776124074190</id><published>2009-06-23T02:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T02:42:21.221-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sandra Ramalho, Engenheira Civil. Alicante, Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Li alguns posts e percebi que afinal tudo o que senti até agora, provavelmente, estava a passar em simultâneo com outras pessoas noutra parte do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nasci em Vila do Conde e estudei em Viana do Castelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia a seguir à apresentação do projecto de final do curso, fui tomar café com a minha irmã, e enquanto esperava por ela abri o jornal de noticias, na secção de classificados, e aí estava: "Engenheiro (a) Civil para trabalhar em Espanha". Corri para casa para fazer o meu currículo e peguei no carro do meu irmão e fui até Famalicão entregar o currículo em mão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma semana depois telefonaram-me para uma entrevista e disseram-me que já estava decidido e que o lugar era meu. Era uma pequena empresa portuguesa e disseram-me também que precisavam de algum tempo para organizar a minha ida. Isto foi em Julho de 2005 e só em Novembro do mesmo ano se decidiram a mandar-me para uma "terreola" perto de Valência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem, a experiência foi tão má que seis meses depois despedi-me! Aquela empresa era um desastre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dos arquitectos das obras que eu dirigia perguntou-me se eu não gostava de estar em Espanha, ou se me ia embora porque nao gostava de trabalhar nessa empresa. Eu respondi que gostava muito de continuar em Espanha, mas não podia continuar naquela empresa. Foi então que ele me deu o nome e a direcção de uma empresa e fez-me prometer que ia entregar o meu currículo. Foi o que fiz. Apresentei-me nas instalações da Ferrovial em Valência e pedi uma entrevista com o responsável dos recursos humanos que depois de meia hora de conversa diz-me: "Sinto muito, mas neste momento não temos nenhum trabalho para ti".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem, voltei à terreola onde vivia (a 30 minutos de Valência) com a ideia de fazer a mala e voltar para Portugal nesse mesmo dia. Mas no momento em que mesmo estacionava o carro recebo um telefonema da secretária do Delegado de Valência da Ferrovial Agroman S.A., porque ele queria falar comigo. Voltei para trás, a uma velocidade de cometa. Estavam uns 30 graus, e o meu carro não tinha ar condicionado.Tinha o cabelo pegado à testa, a maquilhagem derretida e conduzia com o pé direito descalço porque inchou com o calor e não cabia no meu sapato de tacão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conversei mais de uma hora com o Delegado da Ferrovial. Pediu-me que na segunda-feira seguinte fosse a Madrid para outra entrevista nas instalações da Ferrovial em Madrid. Decidi voltar para Portugal nessa segunda feira e de caminho parei em Madrid, fiz os testes psicotécnicos e segui para Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma semana depois mandaram-me um e-mail a dizer que tinha sido seleccionada para trabalhar em Alicante e que me apresentasse ao trabalho dentro de 3 dias. Foi uma loucura! Outra vez para trás...Enchi o meu Polo com os meus "tarecos" e cá estou eu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas...veio a CRISE!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3464573776124074190?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3464573776124074190/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3464573776124074190&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3464573776124074190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3464573776124074190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/06/sandra-ramalho-engenheira-civil.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4548812917825995905</id><published>2009-06-05T04:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T04:34:14.781-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hugo Marinho, Contabilista, Macau&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olá a todos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em 2004 terminei a licenciatura em Contabilidade e Administração no I..S.C.A.L  e começei por trabalhar em Portugal durante uns tempos em empresas desta área.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Certo dia, vejo um anúncio no Expresso Emprego a pedir um Contabilista para Timor Leste e resolvo concorrer, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;pelo gosto da aventura e do des&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;conhecido, sem grandes esperanças de ser seleccionado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para meu espanto, fui eu o escolhido e em Janeiro de 2005 l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;á rumei a Dili.Escusado será dizer que  fui encontrar uma realidade totalmente oposta à que estava habituado, mas que me foi conquistando aos poucos, pelo estilo de vida descontraído e relaxado que ali se praticava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Razões de diversa ordem fizeram-me voltar a Portugal em Abril de 2006, mas o bichinho de viver noutro país continuou bem vivo. Entretanto voltei a encontrar um novo trabalho em Portugal e por lá continuei durante quase 2 anos, tendo pelo meio feito uma estupenda viagem pela Ásia para matar as saudades daquele continente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eis que algures em Novembro de 2007, vejo um anúncio novamente no Expresso Emprego &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a recrutar um Contabilista para Macau. No meio de 300 candidatos fui o escolhido e no dia 29 de Abril de 2008 aqui cheguei, curioso para saber como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;seria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;esta aventura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A experiência por estas bandas tem sido positiva, embora Macau seja um sítio muito pequeno e por vezes uma pessoa se sinta saturada com as mesmas caras e os mesmos locais. Nada que uma viagem pelos países vizinhos não resolva...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quanto ao futuro, gostaria de ter uma nova experiência de vida em África antes de voltar a Portugal no sentido de contribuir p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ara o desenvolvimento do nosso p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;aís, por vezes tão maltratado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; neste blogue.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Considero Portugal um óptimo país para se viver e  estes anos que fui vivendo no exterior reforçaram o meu orgulho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;em ser Português.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para os que estão renitentes em abraçar uma aventura no estrangeiro, aconselho-vos a seguirem em frente, pois acreditem que só terão a ganhar com o conhecimento de novas culturas e estilos de vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se quiserem podem dar uma olhadela em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://hotelmacau.wordpress.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#0000ff;"&gt;&lt;u&gt;http://hotelmacau.wordpress.&lt;wbr&gt;com/&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4548812917825995905?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4548812917825995905/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4548812917825995905&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4548812917825995905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4548812917825995905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/06/hugo-marinho-contabilista-macau-ola.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5527542393038002779</id><published>2009-05-10T09:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T09:14:17.276-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lénia Fernandes, Conservadora-Restauradora de Fotografia, dos Estados Unidos para a Madeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há algum tempo que sigo este blog, e tenho estado à espera de que mais alguém publicasse novos comentários. Fartei-me de esperar, e porque não, decidi que ia eu partilhar um pouco da minha história. Pode ser que tenha algum interesse, ainda que talvez seja muito prematura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando li este blog primeira vez, identifiquei-me logo com o testemunho da Joana Pedroso, que está na mesma área que eu, e acabou por parecer um foco de esperança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Estive nos últimos 5 anos a tirar o curso em Conservação e Restauro em Portugal, e acabei (wuhu!) no passado mês de Outubro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Devido a muitas razões, entre as quais o não estar em sintonia com a mentalidade das pessoas mais directamente relacionados com a organização do meu curso, acabei por sempre tentar fazer o possível para me afastar da universidade o mais rápido possível. A mentalidade que prevalece não é propriamente muito cooperativa e positiva, pelo contrário. Não estava interessada em estar num ambiente onde regra geral não interessa educar, interessa fazer o que privilegia o indivíduo. Já quando comecei a ter aulas práticas de restauro quis fazê-lo fora da faculdade, ainda que com pessoas sempre a ela ligadas, mas era um pequeno passo em frente para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; O último ano do meu curso é para estágio, o qual os alunos devem "arranjar", mais ainda aqueles que não estão propriamente interessados em pegar numa das áreas de interesse da faculdade, as tais generalistas de que a Joana já falava. No meu caso, quis pegar mais em fotografia. E queria outro ambiente. Contactei várias instituições, ainda pensei em Erasmus, mas acabei por desistir da ideia. As instituições que tinham acordo com a minha Faculdade não pareceram ter interesse em que eu para lá fosse, e isso ia acabar por ser o mesmo que ficar em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Falei com pessoas com mais conhecimentos que eu na área de Conservação de Fotografia, abordei outras instituições, e esperei por algo positivo. Por fim fui aceite no num laboratório nos Estados Unidos. Não deixava de ser num ambiente universitário, nem sem ser direccionado para a investigação, mas havia ali mais qualquer coisa de apelativo. Não, não sabia onde me ia meter, em que ambiente, que condições, mas fui à mesma, depois de tratar de imensa burocracia para obter o visto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E fui. A diferença ao nível de ambiente era completamente abismal. Primeiro que tudo, trabalhei com pessoas que são referências na área, que tratava pelo primeiro nome, ao contrário da idiotice que prevalece em Portugal do "senhor doutor". Muitos não merecem sequer o título mas exigem-no. De facto o profissionalismo prevalece, não o fingimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; É muito cómico pensar que um dia tive uma dúvida num livro que estava a ler, e acabei por ir perguntar ao autor cara a cara, com alguma vergonha, pensando que talvez fosse eu que estivesse a interpretar mal o que lá estava escrito. A inibição foi completamente desnecessária, ou ele não teria dito: "De facto enganei-me aí. Vamos procurar a referência certa". Se fazia algum trabalho e pedia opinião, era bem visto e elogiada de imediato. Para mim isso não era comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Quando é que este tipo de humildade apareceria num contexto académico em Portugal? Talvez eu tenha muito más referências, mas penso que não será muito comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cumpri e desfrutei do meu trabalho, aprendendo muito mais do que alguma vez antecipava. Percebi algo que já devia ser óbvio: promovendo a educação das pessoas é que se consegue fomentar o interesse na cultura. Conheci tanta coisa que pensei que só veria nos filmes, muitas que adoraria rever. Criei laços com imensas pessoas, não fosse o ambiente familiar que havia no laboratório. Aperfeiçoei o meu Inglês, e fiquei muito orgulhosa de para algumas pessoas eu até já ter sotaque no Midwest.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Também passei imenso tempo sozinha, dava por mim a querer falar em Português mas não tinha com quem o fazer (a não ser quando usando o Skype). Cheguei a expor-me a -16ºC (que saudades de sentir o calor do sol...). Passei horas sem fim em transportes públicos (que deixam muito a desejar na frequência). Vi que por muito que a América queira ser um local de igualdade, o racismo e a divisão de classes existe. O sistema de saúde acaba por parecer primário, quando nem quem tem seguro está livre de pagar rios de dinheiro para cuidar de si. Ao nível de educação, há mais prestígio em entrar numa universidade privada do que numa pública, e paga-se (e muito) para isso, o que exclui automaticamente aqueles com menos posses. Sim, o sentimento de competição e consumismo são impressionantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No fim, quando voltei, em Maio de 2008, nunca pensei que me custasse tanto. As pessoas significavam mais para mim do que aquilo que eu quis admitir. Tinha agido de modo independente por algum tempo, a tomar as decisões sobre a minha vida, e não queria regredir. Voltar a Portugal ia pôr termo a isso. E pôr os pés na faculdade foi um autêntico massacre. Voltei ao ambiente de que tinha fugido, mas tinha de ser. Como disse, acabei o curso, e é isso que interessa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não é novidade nenhuma que as oportunidades de emprego estão a diminuir. Farto-me de pensar que ter acabado o curso agora foi uma altura péssima, mas melhor do que a alternativa de continuar a pagar propinas sem destino. Já não é fácil arranjar emprego quando se trata de trabalhar com cultura, agora ainda pior. Mas claro, não sou de todo a única nesta situação. O que não deve faltar são pessoas a contar os tostões todos, ou simplesmente à procura deles. Questiono-me se tem interesse ficar num local onde não parece haver interesse no que posso fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Provavelmente por ter tido uma experiência positiva acho que o meu futuro não está em ficar, mas sim em partir; acho que é o denominador comum de quem saiu e sentiu que valeu a pena correr riscos. Quando fazemos isso tornamo-nos mais competitivos, e daí mais produtivos, o que justifica a fama dos portugueses que trabalham no estrangeiro em oposição aos que se mantêm no país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Tenho feito por arranjar oportunidades, agora falta-me aceitação. Veremos. Com sorte daqui a uns tempos tenho algo novo para escrever, numa nova perspectiva. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que interessa é manter a força. Vai chegar a minha vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5527542393038002779?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5527542393038002779/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5527542393038002779&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5527542393038002779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5527542393038002779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/05/lenia-fernandes-conservadora.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4653656449883429401</id><published>2009-03-08T03:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T03:25:13.617-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nuno Pires Costa, Eng. Eletrotecnica (Telecomunicacoes), Praga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Com 4 ou 5 anos de experiência na área, na PT trabalhava num segmento muito especifico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A progressao era bloqueada pela estrutura em si. Dinossauros tecnológicamente desactualizados que me diziam que “a idade ainda e’ um posto”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;De uma equipa de 12 pessoas, as 3 tecnicamente melhor preparadas tinhamos entre 25 e 35 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O meu salario bruto era de aproximadamente 1000 euros (Agosto 2008).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sempre acompanhei a dinamica internacional do mercado em que trabalho, e lia regularmente publicacoes online, opinando quando achava que assim devia fazer. Em Maio de 2008 recebi um convite de um dos principias fabricantes de equipamentos da area, para ir para Baltimore. Oferta: 3.000 USD.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Recusei a oferta, pois a pesar de ser um aumento para mais do dobro, nao queria ir para Baltimore. A 30 mins de WashingtonDC, e 2 horas de NY, pareceu-me um suburbio feito cidade. Seria como ir para Torres Vedras… a meia hora de Lisboa, e a duas do Porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Continuei na minha rotina da PT.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No ultimo dia de Julho de 2008, depois de deixar o “bichinho” roer-me uns meses, achei que deveria sair. Nao so da PT, mas do pais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ainda sem nada a nao ser a decisao e a motivacao, anunciei na PT a minha saida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na PT tentaram “renegocviar” a minha situacao, mas a oferta era ridicula, comparada com os numeros da Europa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Após 3 semanas, uma centena de CVs enviados, e algumas centenas de anúncios lidos, tinha 6 propostas reais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;1 para Dublin, 3 para Londres, 2 para Praga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dublin nao me atraiu muito. Londres e’ cidade que visito regolarmente ha’ algum tempo, e nao me apetecia specialmente ir trabalhar para la, pois sabia quei a morar num suburbio qualquer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dia 2 de Setembro escolhi Praga e assinei para um ordenado quase quatro vezes maior que o da PT.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dia 25 de Setembro comecei, e sem ter feito 5 meses de casa, tive o meu primeiro aumento. 10%. Nada mau, para os tempos de crise global em que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Foi a decisao ideal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Estou a 150 euros de Lisboa, em 3 horas de voo, logo tenho amigos a visitarem-me regularmente, e vou a Lisboa passar um fim-de-semana quando entendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A comunidade portuguesa local esta dividida entre os que ca trabalham, e os que ca estudam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tudo boa gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Foi a melhor decisao que tomei nos ultimos tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Estou muito contente e acho que vim na altura ideal da carreira e da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Com 30 anos e 5 anos de telecomunicacoes, represento uma mais-valia real para a minha entidade empregadora, e tenho a maturidade que nao tinha quando deixei a faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não me parece que volte. Alem do resto, sinto-me reconhecido, finalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para esclarecimentos ou informacoes: nuno.pires.costa@sapo.pt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4653656449883429401?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4653656449883429401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4653656449883429401&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4653656449883429401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4653656449883429401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/03/nuno-pires-costa-eng.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1662816689675339258</id><published>2009-02-08T08:37:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T08:41:25.643-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Carla Neves, Engenheira biotecnológica, Haia, Holanda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;A minha saída de Portugal começou primeiro pelo desejo de estagiar por 6 meses num ambiente novo, segundo por encontrar neste novo pa&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;s gente simpática, com excelente espírito de trabalho e camaradagem e consolidou-se numa mudança definitiva para a Holanda por causa do namorado holandês que, para além de ser um companheiro excelente e incomparável, ainda se esforça por tentar falar português com a minha mãe o que a faz muito feliz mesmo tendo a filha longe. A história que me trouxe à Holanda: pais de realização pessoal e profissional...já que cada uma destas vertentes da vida é tão importante como a outra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;No últimos anos dos meus estudos (Engenharia biotecnológica na Universidade do Algarve), quando se começa a pensar no que virá mais para a frente, comecei a planear/ desejar fazer o meu estágio no estrangeiro. Se me calhasse a sorte de receber a famosa bolsa Erasmus, de que se ouvia falar cada vez mais e que se tornou muito popular, a possibilidade do estágio no estrangeiro seria mais facilitada porque a pressão económica sairia um pouco dos ombros dos meus pais. Sem saber ainda para onde ir, ou se iria de todo, comecei por fazer um curso de Castelhano porque na altura a Espanha parecia-me um dos possíveis países de uma lista incompleta e bastante dinâmica de escolhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;No ano em que me pude candidatar (embora ainda com o projecto final de curso para fazer e que viria a ser concluído depois do meu estágio) candidatei-me à bolsa de Erasmus (eu e mais umas 20 pessoas) e não fui imediatamente contemplada mas após uma redistribuição do dinheiro dispon&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;vel para as bolsas (que não tinha sido aplicado nas outras faculdades por falta de candidatos) acabei por receber cerca de 1000 euros que chegou exactamente para pagar o alojamento durante os 6 meses e meio do meu estágio na Holanda, Universidade de Wageningen, no Departamento de engenharia alimentar e de bioprocessos (sendo as viagens, alimentação e afins patrocinado pelos pais). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;A escolha do local foi primeiro uma escolha pelo país (os mais interessantes devido à área de investigação eram na altura a Bélgica e a Holanda) mas alertada por um dos professores que, na Bélgica, a partir do momento que percebessem que eu sabia um pouco de francês nunca mais falariam em inglês escolhi então a Holanda. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;Acabado o estágio voltei para Portugal para me enterrar na biblioteca da Universidade com as minhas colegas até acabar o projecto final de curso. A conclusão da minha licenciatura coincidiu também com o fim do curso do meu namorado que entretanto estagiou nos EUA. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;Era agora altura de escolher onde arranjar poiso, juntos, e de maneira a que ambos pudessemos trabalhar. A 1ª hipótese de ficar nos EUA, onde lhe ofereceram um doutoramento, foi descartada, porque eu não tinha nada em vista e não é fácil arranjar emprego sem ter visto de permanência. A 2ª hipótese de ficar em Portugal, já que ele também recebeu a proposta para um doutoramento no IST por parte de um professor português que estava de sabática nos EUA, também foi descartada porque arranjava ele trabalho e ficava eu no desemprego. A 3ª hipótese de ficar na Holanda pareceu então a mais prudente já que o meu CV apresentava alguma mais valia para concorrer a empregos cá. Mudei-em então, em 2006, de bagagens e...canudo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;Passado 2 meses à procura de emprego e quase a dar em maluca por não ter nada para fazer aceitei um emprego fora da minha área (suporte de vendas) que me valeu uma valente lesão no pulso mas alguma genica em contactar pessoas e ganhar à vontade em entrevistas. Acabei por descobrir que quase tudo e todos que têm a ver com Biotecnologia na Holanda passaram por Wageningen e isso acabou por jogar a meu favor. Entretanto arranjei emprego na minha área onde rapidamente progredi, quer em função quer em salário: após um ano como assistente de investigação passei a engenheira (junior) de bioprocessos e, 6 meses mais tarde, a engenheira de bioprocessos. E ele está agora prestes a finalizar o doutoramento cá (à 3ª foi de vez).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;Sinto que ainda tenho muito que aprender mas que me encontro no ambiente ideal para isso e ao mesmo tempo sinto-me valorizada ao contribuir para a resolução dos problemas que se nos deparam ao longo dos projectos em que estou envolvida. Dá-me também algum gosto pessoal saber que depois de mim contratam outros portugueses (já que, verdade seja dita, se eu não tivesse um desempenho que agrada á gerência isso não aconteceria). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;Só posso comparar a minha experiência aos meus amigos mais próximos que ficaram em Portugal, onde tiveram de largar mão da Biotecnologia ou então são tratados no emprego como se tivessem de dizer obrigado por poderem trabalhar e são mal pagos, e à outra parte (MAIORIA) que emigrou para fazer doutoramentos (4 no reino Unido, 1 na Alemanha, 3 na Holanda) ou para trabalharem em empresas: existem mais empresas de Biotecnologia na Holanda mas menos estudantes do que em Portugal e as bolsas de investigação cá são mais que suficientes para se ter uma vida desafogada por isso pergunto-me quando é que esta situação vai ser corrigida em Portugal (quer pelo incentivo á criação de empresas de perfil científico/ tecnológico ou pelo menos por um planear mais inteligente dos cursos que abrem todos os anos e que só servem para o desemprego ou para a fuga de cérebros para o estrangeiro). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;Estar longe da família é compensado com os telefonemas e as conversas no messenger, com a minha mãe a tentar aprender inglês aos 65 anos para poder falar com o meu namorado e com as viagens de avião que compradas com alguma antecedência não pesam na carteira (ou com os pais a virem de Portugal de carro de propósito para trazerem o enxoval!). Estar longe dos amigos cada vez se aplica menos: porque muitos caem por aqui como moscas no mel, e os outros encontro-os nos jantares anuais quando todo o grupo de emigrados chega a Portugal para a férias de Natal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Trebuchet;font-size:11;color:black;"    lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; O curso de espanhol foi muito divertido, mas já esqueci tudo o que aprendi e lembro-me apenas o que sabia de ver televisão espanhola nas férias de verão. O foco passou agora para os cursos de holandês que vou tendo (hobbie caro) e que dão frutos devagarinho (à velocidade da lesma) mas que espero que se consolidem com o tempo e a prática. Com o doutoramento dele finalizado pensamos passar um ou dois anos noutro país para ambos podermos ter a experiência de viver e trabalhar no estrangeiro (EUA ou Suiça, se a crise financeira não atrapalhar os planos)  mas definitivamente voltaremos à Holanda. Entretanto sonhos de voltar a Portugal...talvez na idade de reforma para apanhar sol no Algarve!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1662816689675339258?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1662816689675339258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1662816689675339258&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1662816689675339258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1662816689675339258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/02/carla-neves-engenheira-biotecnologica.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4395493549609829417</id><published>2009-01-31T03:28:00.001-08:00</published><updated>2009-01-31T03:31:11.787-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sofia Santos, Neurocientista e Psicóloga, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O meu testemunho vai deixar muita informação de fora, porque senão seria um testamento e não um testemunho. A minha decisão de sair do país prendeu-se mais na busca de conhecimento. Talvez tenha tido azar, mas considero os cursos de psicologia em Portugal muito atrasados, agarrados literalmente a bases do inicio do século passado, ou limitados em termos de conhecimentos científicos, e durante o meu curso senti-me frequentemente "revoltada" com o que nos era incutido. Nunca fui carneiro de seguir manadas e desconfiava seriamente (a internet ainda estava no inicio) do que nos era transmitido em grande parte das aulas. Discutia abertamente com os colegas sobre isso, mas a maioria "comia e calava" que é como quem diz não questionava. Quando acabei o curso, sem cunhas a busca de emprego foi muito complicada (muito), mas não queria por nada desistir de exercer o que tinha estudado. Durante algum tempo trabalhei fora da área e estagiei voluntariamente na minha área para construir currículo. Admito que tenho persistência, algo que nem toda a gente tem, nem tem que ter, é apenas uma característica. Entrei num mestrado, fiz estágio voluntário desse mestrado e tive a sorte da abertura de concurso para a instituição onde estava a estagiar. Entre muitos candidatos, fiquei. Só foram considerados candidatos que tivessem estagiado na instituição, informação que devia ser mais clara, na minha opinião, e poupar o tempo (e a esperança) a muitas pessoas. Uma questão de respeito. Por ser uma instituição do estado tinha um emprego, e não o trabalho pago a recibos verdes (o cancro de Portugal). Iniciei mais cursos de formação, abri consultório. Enfim, tinha a carreira em ascensão, mas isto depois de vários anos de muito, muito esforço e, quero acrescentar, muita angustia. Presenciei muita coisa injusta em Portugal, muita cunha, muitas situacoes que, se contadas aqui na Alemanha as pessoas têm dificuldade em acreditar. Desde colegas saidinhos do curso e, passando à frente de pessoas que estagiavam voluntariamente durante três anos (!!!), obtinham posicoes imediatas através de concursos (do estado) abertos de propósito para os colocar (e não, não foi pelas notas) até pessoas que conheço com média insuficiente que conseguiram entrar na faculdade empurrando para fora os últimos "oficialmente" colocados. Tudo isto se passava em Portugal antes de eu sair, não tenho razoes para acreditar que tenha mudado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Queria estudar fora e esse pensamento continuava na minha cabeça, cheguei a ir a Inglaterra a uma entrevista. Na altura fiquei impressionada com o que vi. As instalacoes psiquiátricas (e o tratamento das pessoas com doenças do foro psíquico) eram anos de luz das nossas. Resolvi informar-me de bolsas de estudo, andei de embaixada em embaixada (na altura eram poucas as informacoes na net) e acabei por obter informacoes de mestrados em inglês na Alemanha. Candidatei-me e ao mesmo tempo candidatei-me a uma bolsa alemã (DAAD). Pensei "se conseguir é sinal para ir". Consegui e pensei "bolas, agora tenho mesmo que ir" ;-) Lembro-me perfeitamente do meu pai me dizer "então deixa cá ver se entendo, vais despedir-te do teu emprego, largar o consultório, para ires estudar cérebros num país em que não falas a língua com uma bolsa dum ano, é isso?". errr...sim, era isso. Ninguém que eu conheça teria feito o que fiz. Mas eu pensei "ou vou agora ou nunca mais vou", porque entretanto criam-se responsabilidades, e as oportunidades para estudar perdem o seu timing.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O curso no Max-Planck na Alemanha foi talvez o período mais difícil da minha vida. A exigência e a competição não têm paralelo a nada que conheça em Portugal. Durante dois anos não se respira, não se tem actividades extras, poucos "cafézinhos" com amigos (que são os colegas de curso, porque vivemos numa espécie de ambiente big brother, todos juntos a estudar), mas muito café (o café aqui...sem comentários). O dia era ocupado com aulas teóricas de manha (inicio às 08h) e aulas prácticas e lab rotations de tarde, depois tinha-se tempo para comprar comida e estudar para o dia seguinte. A vida era passada nos institutos, nas aulas ou a estudar na biblioteca caso tivesse alguma hora vaga. Aprendi mais nesses anos sobre a vida e o mundo do que em toda a minha vida em Portugal e finalmente aprendi muito sobre o meu país. O bom e o mau. Não há nada como sair do nosso país para aprendermos acerca do lugar de onde viemos. Continuei os meus estudos, viajei muito, conheci muitas culturas, religiões e pessoas diferentes. Confirmei o que sempre desconfiei, o atraso da educação em Portugal é hoje em dia, para mim e na minha área, assustador.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Encontro-me novamente numa encruzilhada, a finalizar um doutoramento e a ter que decidir o meu rumo. Sempre fui uma sonhadora (acho que se nota he he) e alimentava o desejo de um dia voltar e poder transmitir o meu conhecimento aos jovens, empurrar a psicologia e a investigação para a frente. Pô-los a pensar criticamente, a abrirem a mente para as recentes descobertas cientificas que se fazem pelo mundo fora, dinamizá-los e motivá-los, acima de tudo valorizá-los, porque sinto (e senti na pele em Portugal) que isso é uma falha grave que caracteriza o país, por muita boa vontade que se tenha a pensar que não. Não creio que volte, embora vá ponderar a hipótese devido às saudades. As possibilidades fora do país são, em geral, melhores, mais justas e sem cunhas*, o que pesa muito nas decisões (é uma balança dificil de equilibrar).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para quem pense na Alemanha para estudar ou trabalhar, gostaria só de avisar que o ambiente de trabalho é muito competitivo e individualista, mais do que em Portugal. Isso não é nada fácil para nós portugueses. Os chefes são como em todo o lado, há os bons e os maus, exploradores e autoritários. Independentemente disso, na Alemanha valoriza-se o talento e à partida acredita-se no talento. Assim como nos EUA, onde também trabalhei pouco tempo. Aqui há hierarquia e utiliza-se o "você" para situacoes formais, algo que é uma grande desvantagem em relacao aos países de lingua inglesa. No entanto, doutores só quem tem doutoramento. O meu supervisor é professor universitario, tem dois doutoramentos (!!!) e todos o tratamos por tu e pelo primeiro nome, e foi assim em quase todos os departamentos onde trabalhei (mas nao quer dizer que o seja em todo o lado e em todas as áreas). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais uma nota, a adaptação à cultura do norte da Europa leva um tempo, e não é um ano que serve para dizer que nos adaptámos, levam anos. Isto se não tiverem apoio familiar, como era o meu caso. Quem vier com amigos ou família as coisas tornam-se muitíssimo mais fáceis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Isto já é um testamento! Qualquer questão que queiram colocar, façam-no pelo mail (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:neurosss@yahoo.com.br" target="_blank"&gt;neurosss@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;). Boa sorte para os vossos sonhos :-) Sofia Santos, neurocientista e psicóloga, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; * quanto a cunhas, há cunhas em todo o lado, obviamente. Mas aqui são raras (não faz parte da mentalidade), eu nunca as vi, pois normalmente as pessoas são escolhidas pelas competências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4395493549609829417?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4395493549609829417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4395493549609829417&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4395493549609829417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4395493549609829417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/01/sofia-santos-neurocientista-e-psicologa.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3677269279359886830</id><published>2009-01-29T14:55:00.000-08:00</published><updated>2009-01-31T03:27:09.560-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Ana Couto, Engenheira Civil. Hamburgo, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;  Como diria o "outro", "a verdade é que me fartei!". Foi isso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Nunca tive intenções de sair do meu país, para trabalhar, viver. Mas o meu namorado, na altura já me tinha dado a entender que gostaria de voltar à cidade onde tinha feito um estágio, integrado no programa Leonardo da Vinci. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; Um dia, quando regressava a casa lá para as 21h, quase dois anos depois a trabalhar como Directora de Obra numa pequena construtora, telefonei ao meu namorado e disse: "Estou farta disto! Vou contigo para a Alemanha quando quiseres!".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; E foi nesse dia que tomei a decisão. A verdade é que não foi uma decisão muito difícil, pois o meu patrão nisso, só me facilitou a vida! Fiquei com pena de deixar os trabalhadores e o pessoal do escritório. Claro que agradeço ao meu ex-patrão por me ter dado a oportunidade que muitas outras empresas não me quiseram dar. Porém, eu cheguei mesmo a dizer-lhe: "uma pessoa tem de sentir o reconhecimento do seu trabalho, seja monetariamente, com promoções, com bónus, ou pelo menos com a palavra de apreço do patrão. E eu não tenho nenhuma destas coisas nesta empresa." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt; Desde o dia em que disse ao meu patrão que me vinha embora até fazer as malas, ainda foram uns 10 meses. Eu "servia tão pouco" para trabalhar (tal como os restantes 20 trabalhadores da empresa :) ), e mesmo assim o meu ex-patrao não aproveitou logo a oportunidade para me substituir. Esperou 10 meses e mesmo depois do meu contrato finalmente acabar, ainda me ligou para saber se podia ir resolver uns problemas a algumas obras. Enfim...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já cantava António Variações:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; "Muda de vida se tu não vives satisfeito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Muda de vida, não deves viver contrafeito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Muda de vida, se tens a vida em ti a latejar!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Percebi que Portugal era pequeno demais, nao apenas geograficamente :), para poder realizar-me profissionalmente. Em Portugal somos tantos engenheiros, que se quiseres fazer algo mais apenas porque sabes que consegues, apercebes-te que ser-se "normal" nao é suficiente. Tens de ser "dos melhores" para conseguir uma oportunidade. E mesmo esses, arrumam as trouxas e fazem-se à estrada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; O meu caminho foi bem mais longo do que os caminhos dos que aqui já escreveram. Eu vim sem trabalho para a Alemanha, agarrada ao namorado que tinha conseguido emprego, e tive de começar quase do zero. Tinha apenas o meu curso universitário em engenharia civil e 2,5 anos de experiência em obra. Não sabia falar uma palavra de alemão. Vim ao sabor da aventura sem ter a noção do que me esperava. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Escrevo neste blogue porque sei que muitos o consultam para obter informações de como sair de Portugal para trabalhar no estrangeiro. Pois bem aqui ficam umas dicas para essas pessoas:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; 1. Informa-te bem sobre o país onde queres trabalhar sobre os teus direitos e deveres como imigrante desse país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; 2. Esquece as informações que te dão nos postos da Loja do Cidadão, sobre Trabalhar no Estrangeiro. Pesquisa por ti, na Internet, sobre pessoas que o fizeram e não te acanhes a perguntar como fizeram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; 3. Atenção a assistência médica. Sendo cidadão da UE, tens ainda 6 meses de assistência médica a partir do dia em que deixas de trabalhar. Ou seja, tens 6 meses para arranjar emprego para voltares a poder ser assistido num hospital público (a não ser que tenhas capacidade financeira para pagar seguro privado...).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; 4. Tenta arranjar emprego ainda em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; 5. Nao te metas à estrada sem nada na mão, e com os tostoes contados...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Ano e meio depois de muita perseverân&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt;a, muito trabalho, e muita auto-estima, encontrei exactamente o que procurava: um emprego numa grande empresa, disposta a reconhecer o meu trabalho a vários níveis, num projecto a nível europeu deveras interessante. Finalmente, "a cereja no topo do bolo". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Quem quiser mais informações, pode contactar-me: &lt;a href="mailto:lemos.filipa@gmail.com" target="_blank"&gt;lemos.filipa@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Quem quiser apenas acompanhar a minha história, pode fazer através do blogue que acabei de criar &lt;a href="http://ainda-vou-a-tempo.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://ainda-vou-a-tempo.&lt;wbr&gt;blogspot.com/&lt;/a&gt;, mesmo com o intuito de informar aqueles que estão dispostos a dar "o salto". Neste blogue podem encontrar algumas informações de como me adaptei a este país, e ter também alguma nocão de quanto dinheiro foi sendo preciso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span lang="PT"&gt; Sabem? A nossa vida, somos nós que a conduzimos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3677269279359886830?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3677269279359886830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3677269279359886830&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3677269279359886830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3677269279359886830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/01/ana-couto-engenheira-civil.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3556478974005423611</id><published>2009-01-21T02:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T02:06:30.522-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nuno Oliveira, Eng. Mecânico. Genève, Suíça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenho vindo a acompanhar este blog já há alguns meses, mal soube que iria ser mais um de vós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tirei o curso que sempre quis, Engenharia Mecânica, na Universidade de Aveiro. Terminei em 2007 e passado 1 achei achei que seria boa altura para ir ter uma experiência no estrangeiro. Daí ter concorrido a um estágio no CERN. Entre concorrer e saber que tinha sido seleccionado passaram bastantes semanas de alguma ansiedade, mas estava bastante confiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Estou cá desde fins de Outubro, melhor altura não podia ter escolhido. Parece que toda a gente sabe o que é o CERN devido às notícias sobre o novo acelerador de partículas LHC! A adaptação penso que foi normal, o começo custa sempre, mais quem nunca saiu de casa dos pais, nem na faculdade. Ou seja, não sabia fazer nada no que respeita a ter uma casa por minha conta, ou pelo menos parte dela. Como não queria morar sozinho combinei com mais dois colegas partilhar um apartamento. Notar que não nos conhecíamos de lado nenhum, foi tudo combinado por e-mail. Felizmente temos um óptimo ambiente em casa o que ajuda bastante naqueles momentos de mais saudades ou que algo corre mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;A decisão de procurar algo no estrangeiro era simples, queria vir conhecer a realidade cá fora mesmo para saber o que temos em Portugal. Achei o CERN uma maneira fácil de o fazer, que me daria uma boa adaptação e que seria uma óptima experiência tendo em conta o ambiente totalmente internacional, onde vemos pessoas de todos os cantos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Ainda estou cá há pouco tempo, por isso não posso falar muito do futuro. Depende como correr o trabalho por cá e também do que aparecer "lá fora". Tenho bastante vontade de voltar a Portugal, pois é lá que tenho a família, namorada e amigos, já para não falar do sol, que tanto sinto falta! Mas essa decisão será tomada na devida altura e com a devida consciência, só penso voltar quando vir que me estão a valorizar e que dei um passo em frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;As pessoas têm tendência a falar sempre mal de Portugal, mas para mim não há país melhor para viver. Temos de dar valor ao que é nosso, quando lá vão colegas nossos estrangeiros só dizem maravilhas, acho que nos falta um pouco de publicidade, a começar por nós mesmo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Quem quiser conhecer mais sobre esta minha aventura pode ler em:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://air-at-geneva.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://air-at-geneva.blogspot.&lt;wbr&gt;com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3556478974005423611?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3556478974005423611/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3556478974005423611&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3556478974005423611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3556478974005423611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/01/nuno-oliveira-eng.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7212350626604941796</id><published>2009-01-18T08:44:00.001-08:00</published><updated>2009-01-18T08:44:57.993-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Carla Teixeira, Licenciada em Ciência de Computadores, Dublin, Irlanda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tirei o curso de Ciência de Computadores na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, curso esse que acabei em 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não foi a minha primeira escolha mas devido ao sistema de educação Português fraco e injusto não consegui, por 2 décimas, entrar no curso de Medicina que tanto ansiava. Isto devido essencialmente a médias inflacionadas pelo "pagar" de notas que tanto na moda estava nessa altura (em 2001) em Portugal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Foi nessa altura que tomei a decisão de que o meu objectivo de vida seria procurar melhores coisas fora de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sei que era demasiado nova para tomar uma decisão tão drástica mas tendo vindo de uma família de pessoas maioritariamente inteligentes, cultas e com padrões morais e profissionais muito elevados, sabia exactamente o que era ser ostracizada numa sociedade de pessoas mesquinhas, tacanhas e ignorantes. Claro que falo na generalidade já que fiz alguns bons amigos nessa sociedade. Por isso decidi prosseguir os estudos na Faculdade de Ciências, desanimada e desmotivada mas com um objectivo fixo: sair de Portugal e usar o meu grau para isso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Deparei-me na faculdade com o mesmo tipo de mentalidade que havia encontrado no secundário: professores que davam as notas a quem lhes dava "graxa" (e só muito raramente a quem realmente merecia), as bolsas eram atríbuidas a pessoas que estavam há 11 anos no curso só porque tinham uma média superior em menos de 1 valor a uma pessoa que estava a fazer o curso nos anos certos (este caso é real e eu conheci ambas as pessoas), os professores tratavam os alunos com "baixa prestação académica" ou com sentido crítico (que invariavelmente levava a baixa prestação académica) como lixo, os (verdadeiros) trabalhadores-estudantes eram tratados como burlistas  já que mais de 50% das pessoas que pediam o estatuto eram na realidade trabalhadores ficticios nas empresas dos pais, etc. etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Mas nem tudo foi mau. O curso era excelente. Os assuntos de estudo eram muito interessantes. Consegui uma bolsa para trabalhar em França durante um mês numa coisa que gostava bastante (o que contribuiu para aumentar o meu desejo de sair do país). E acima de tudo conheci mentes brilhantes e inovadoras (professores e alunos) que ainda hoje admiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Se entrei na faculdade desanimada saí deprimida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Passei uns meses a tentar arranjar emprego porque queria continuar os estudos e tirar um mestrado ou doutoramento. E num país em que se fomenta a "desqualificação" da mão de obra por ser mais rentável para os patrões (já que o salário fica mais baixo) não foi tarefa nada fácil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Para exemplificar, ponho em baixo alguns diálogos (absurdos) que tive em entrevistas e e-mails de empregadores nessa altura:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Diálogo 1:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Empregador: "E quer tirar mestrado é?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu: "Sim. Pretendo estudar até ao doutoramento."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Empregador: "Ah, então não quer trabalhar!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Diálogo 2:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Empregador: "A menina tem licenciatura e quer tirar mestrado, é isso?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu: "exacto."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Empregador: "Pois então acho que terá qualificações a mais para este trabalho"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; (O trabalho referido seria desenvolvimento de software numa dada área pioneira e inovadora em Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fazendo fast-forward para quando finalmente consegui trabalho, numa das empresas o patrão pagava tarde e a más horas (quando eu não tinha que pressionar para ter o salário), enganava os clientes, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Noutra das empresas as pessoas eram exploradas, trabalhando fins de semana e horas extra sem serem recompensadas por isso e sendo-lhes dito que a profissão de informático era mesmo assim e que deviam dar graças a Deus por lhes terem dado trabalho. Para além de serem dispensadas pessoas com 10 ou mais anos de casa só por criticarem a gestão da empresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Enfim, apenas uma empresa me ficou no "coração" por me abrir horizontes e por ter um trabalho com qualidade e seriedade como não acontece frequentemente em Portugal. E foi essa que me custou mais deixar. Mas essa trabalhava para clientes maioritariamente estrangeiros, o que me permitiu comparar os padrões de exigência e seriedade entre as empresas Portuguesas e Estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E assim, após ter encontrado uma alma gémea que se dispôs a seguir-me até à Irlanda, consegui ter um pé-de-meia para alcançar o meu sonho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E adoro estar cá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;As pessoas são tudo o que os Portugueses não são: cultas, educadas, trabalhadoras, sérias (não há o culto do xico-espertismo), cívicas, tolerantes. Nunca sofri xenofobia ou descriminação como sofri em Portugal (sentir descriminação de compatriotas dói muito mais que o sentir de estrangeiros).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; O trabalho é sério, exigente e com qualidade. Os prazos são para ser cumpridos mas são estimados com perspectivas realistas porque as pessoas que o fazem são competentes. O meu desejo de fazer mestrado foi acolhido com entusiasmo e ser-me-á dado um financiamento para o fazer se eu assim o quiser. O meu mérito é reconhecido ao ponto de receber emails de superiores a dizer "Obrigado pelo trabalho bem feito". O salário é o dobro do que tinha em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A cidade é bonita apesar do tempo chuvoso e com muito planeamento urbano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Enfim, sou feliz agora. Sinto falta da família e dos amigos (muito poucos) mas só o voltar pelo Natal deixa-me deprimida novamente ao ver que nada mudou no País.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Não conto voltar. Se me fartar daqui vou para outro país que não Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais informações sobre a minha aventura e contactos em:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://ccatdublin.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://ccatdublin.blogspot.&lt;wbr&gt;com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7212350626604941796?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7212350626604941796/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7212350626604941796&amp;isPopup=true' title='58 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7212350626604941796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7212350626604941796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/01/carla-teixeira-licenciada-em-cincia-de.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>58</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1686980196314105598</id><published>2009-01-15T04:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T04:49:40.438-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teresa Carona, Acessora de Gestão. Durham, EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço este blog desde os seus primeiros dias, e mais uma vez deixo os meus parabéns pela iniciativa!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde que me foi pedido estive relutante em contar a minha historia, por que os motivos que me levaram a sair de Portugal (do Porto) não foram profissionais.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou a viver nos Estados Unidos desde Setembro de 2005 e sai de Portugal por Amor. Literalmente. O meu marido, esse sim, saiu para fazer investigação e terminar o seu doutoramento. E agora terminado, trabalha como pos-doc no Departamento de Neurologia da Universidade de Duke. Onde, por acaso,também eu acabei a trabalhar.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao contrario de alguns, ou de muitos, não me posso queixar da minha experiência profissional em Portugal. Licenciei-me em Assessoria de Gestão e sempre tive bons empregos com bons salários e excelentes condições. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando cheguei aqui, a Durham, Carolina do Norte, EUA, comecei a trabalhar nos Serviços de Assistência Social como tradutora de espanhol. As condições não eram fantásticas, mas valorizo cada dia do trabalho que tinha porque me deu a conhecer a verdadeira América. E claro, todos achamos que sabemos falar inglês ate sermos confrontados com o profundo inglês da 'southern america'. Foi uma experiência única. Mas porque melhores condições me foram oferecidas na Universidade de Duke, estou desde Agosto de 2006 a a trabalhar como Research Technician num dos laboratórios de Neurologia. Confesso que não era a minha especialidade profissional, mas tudo se aprende, e hoje em dia faço dos ratos e ratinhos o meu dia-a-dia. E agora, que a volta para Portugal se avizinha, nem sei bem o que escolher entre uma secretaria ou uma bancada... Logo se verá!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E porque acho que em algumas questões Portugal acaba sempre injustiçado, só me resta dizer que os portugueses tem que valorizar muito o pais que somos. Não só a nossa gente, mas as condições que com mais ou menos barulho e luta os nossos governos nos tem oferecido! Nem tudo e' bom, mas comparado com a experiência que tenho tido aqui, e' excelente! Para dar alguns exemplos, nos pagamos de seguro de saúde cerca de $1200 por mês! E que não nos passe pela cabeça abdicar de seguro porque seriamos recambiados para Portugal num instante! Uma simples visita a uma urgência, só pelo facto de se passar pela porta, fica no mínimo por $150, e depois virão o resto das contas!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha licenciatura ficou no total pelo valor das propinas (na altura penso que rondavam os 300$ por ano). Aqui, por exemplo na Universidade de Duke, o valor das propinas é de cerca de $40.000/ano! E numa universidade publica o valor anual das propinas não será nunca inferior a &amp;amp;10.000/ano. Em Portugal endividamo-nos para comprar casa, aqui alem desse encargo, as pessoas endividam-se (para toda uma vida) para estudar!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando tive a minha filha, tive direito, e muita sorte, a 15 dias úteis de licença de maternidade. Claro que poderia ter ficado em casa mais 4 meses, mas seriam não pagos e sem garantia da minha posição quando quisesse voltar. Quem acabou por ficar em casa, com licença de paternidade, foi o meu marido, com licença paga pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Não posso deixar de dizer que achei isto fantástico!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E pronto, não me alongo mais... foi por amor e assim será quando tiver que ser. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos os dias me lembro do Porto, do mar e das pedras da minha rua. Tenho muitas saudades de Portugal e não penso em não voltar. Aqui esta-se muito bem, e temos uma qualidade de vida que ai seria difícil, mas não me esqueço nunca de que se está bem em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1686980196314105598?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1686980196314105598/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1686980196314105598&amp;isPopup=true' title='19 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1686980196314105598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1686980196314105598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2009/01/teresa-carona-acessora-de-gesto.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7206469394987014791</id><published>2008-12-10T07:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T08:44:02.652-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;A pedido do Nuno Camacho, o GAP divulga e pede a vossa participação no seguinte estudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu (&lt;/span&gt;Nuno Camacho)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e o Luís Carvalho, ambos investigadores da Faculdade de Economia da Universidade Erasmus de Roterdão, estamos a desenvolver um estudo em que tentamos perceber as percepções dos talentos Portugueses sobre as condições de vida e trabalho em Portugal e/ou no país onde se encontram a residir ou trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Desta forma, vimos pedir a vossa colaboração. Quando tiverem 15 minutos disponíveis, seria fantástico se respondessem ao inquérito que preparamos para este estudo. O objectivo do nosso estudo é sugerir estratégias e acções para um melhor aproveitamento do talento e capital humano português (tanto o que temos em Portugal, como o que se encontra espalhado pelo mundo). A vossa ajuda é preciosa para levarmos este estudo a bom porto. Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Se trabalha/estuda em Portugal, p.f. utilize o link: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://www.surveygizmo.com/s/77090/inqpt" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.surveygizmo.com/s/&lt;wbr&gt;77090/inqpt&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Se trabalha/estuda fora de Portugal, p.f. utilize o link: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://www.surveygizmo.com/s/77861/inqxpt" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.surveygizmo.com/s/&lt;wbr&gt;77861/inqxpt&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;PS - Qualquer informação adicional ou comentário pode ser obtido através do envio de um e-mail para &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" href="mailto:braingain.pt@gmail.com" target="_blank"&gt;braingain.pt@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7206469394987014791?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7206469394987014791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7206469394987014791&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7206469394987014791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7206469394987014791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/12/pedido-do-nuno-camacho-o-gap-divulga-e.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8102063028274823432</id><published>2008-11-25T08:46:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T08:51:42.078-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hugo, Licenciado em Sistemas de Informação para a Gestão. Toronto, Canada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O meu nome e' Hugo, sou natural de Barcelos e formei-me no Instituto Politécnico do Cavado e do Ave em Sistemas de Informação para a Gestão. Actualmente moro em Toronto, Ontário, Canada e há um ano que faço Quality Assurance (para facilitar um bocado as coisas, digamos que testo software, apesar de que ser QA envolve muito mais do que isso) num dos maiores bancos do Canada.&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mudei-me para aqui, como podia ter-me mudado para outro lado qualquer. Casei-me com uma canadiana e meti os pés ao caminho. Mas a minha ideia passava sempre por sair de Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ideia que tenho do nosso pais e' que há muita gente que se queixa de muita coisa, mas não sabem realmente o que fazer para mudar isso. Entretanto, formamos jovens as carradas para os inserir num mercado de trabalho que não existe nacionalmente. Acabamos por fim a ver licenciados em, por exemplo, engenharia química a trabalhar em balcões dos bancos. Não e' que haja nada de errado nisso, mas será que quando um jovem escolhe um determinado curso de química, esta a pensar em ir trabalhar para um banco? Quanto muito escolhia um de economia ou de gestão e depois tentava subir nos quadros. Mas adiante...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava a ler o blog Norteamos e dei de caras com mais uma estoria de alguém que teve de sair de Portugal para poder ser alguém. E lembrei-me imediatamente do tal artigo que deu inicio a este blog. O link? Guardo-o religiosamente: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://dn.sapo.pt/2005/10/28/tema/20_licenciados_fogem_portugal.html" target="_blank"&gt;http://dn.sapo.pt/2005/10/28/&lt;wbr&gt;tema/20_licenciados_fogem_&lt;wbr&gt;portugal.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E' uma reportagem que não me sai da cabeça nunca, especialmente porque decidi sair do meu pais temendo já aquilo que me iria acontecer, como acontecem aos muitos dos meus colegas licenciados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Digo já que não guardo amores nenhuns ao meu "querido" pais natal, que sempre me tratou de uma forma medíocre. Aqui tenho toda a liberdade para fazer o que quero e o meu trabalho e' muito apreciado e muito bem visto. E confesso desde já que havia uma desconfiança inicial em relação a mim devido 'a minha nacionalidade. Gostei imenso de provar que nos os portugueses somos capazes de fazer coisas muito boas, mas colocam-nos entraves no nosso próprio pais. Desde medicina 'a informática, os recém-licenciados não tem hipótese nenhuma de se impor e fazer um real uso do seu valor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para terminar e demonstrar como Portugal só tem a perder com este 'êxodo de cabecinhas pensadoras', fui distinguido recentemente com o prémio de excelência para 2008 (2008 (nome do banco) Award of Excellence) e conseguir isto, no primeiro ano que estou a trabalhar no banco e sendo eu ainda considerado júnior, e' um feito de um tamanho que nem eu consegui perceber ainda... Não duvido nadinha, que tal como eu, existem muitos outros a quem o trabalho e' devidamente reconhecido e recompensado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De Portugal... tenho saudades dos meus pais e dos meus amigos. A vida aqui seria um paraiso se os tivesse ca', mas a vida nao pode ser como a gente quer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8102063028274823432?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8102063028274823432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8102063028274823432&amp;isPopup=true' title='28 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8102063028274823432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8102063028274823432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/11/hugo-licenciado-em-sistemas-de-informao.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1256673270089051757</id><published>2008-11-21T08:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T08:48:40.139-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Gustavo Martins, Licenciado em Informática e Gestão de Empresas. Haia, Holanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A minha historia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O meu nome e' Gustavo Martins e sou Software Engineer na Holanda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Trabalho com tecnologias Microsoft para a implementação de aplicações web.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Trabalhei em Portugal durante algum tempo, numa empresa relativamente pequena, ate ao momento em que decidi mudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Escolhi para meu segundo empregador uma consultora com escritórios em vários países, já a pensar que um dia poderia aproveitar o facto para uma experiência internacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Passados quase 2 anos nessa consultora decidi que estava na altura de experimentar o estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Pressionei o meu manager a arranjar-me um projecto internacional. Da pressão 'a execução demorou algum tempo porque quando estamos a ser facturados existe uma inercia natural em quem tem pessoas paradas por oposição a um caprichoso que só quer sair do pais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; No final tudo se proporcionou e fui trabalhar para Haia, na Holanda. Sucederam-se os projectos e um ano e meio depois de ter chegado, decidi sair da empresa e assinar contrato com uma empresa holandesa, onde estou actualmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A experiência tem sido muito boa, recomendo sempre a qualquer pessoa que se sente acomodada ou que tem vontade de mudar. Abre-nos os horizontes, torna-nos pessoas mais vividas e com uma maior capacidade de tolerar a mudança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Apesar de tudo também tem os seus pontos negativos. O pior que tenho sentido e' a barreira da língua. O holandês não e' fácil e, em situações profissionais expostas a ambientes exclusivamente holandeses, pode ser um passo atrás na carreira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Escolhi um pais que:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- tem uma óptima qualidade de vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- esta bem localizado para quem quer viajar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- tem empresas que se preocupam genuinamente com os seus trabalhadores e que lhes providenciam as condições necessárias para executarem o seu trabalho e para evoluírem dentro ou fora das suas funções&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; - tem uma diversidade cultural enorme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- e' tolerante em todos os sentidos possíveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- tem a melhor rede de transportes do mundo o que torna acessória a necessidade de ter carro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não sei se o futuro passa pela Holanda, mas por Portugal não passa com toda a certeza. Ha um mundo inteiro para descobrir!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se alguém ler isto e estiver a considerar embarcar numa experiência internacional... não hesite!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Seja para a Holanda ou para outro pais, vale sempre a pena. Se não correr bem, pelo menos tentou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Alguma pergunta que queiram fazer sobre a minha experiência ou sobre um eventual saída de Portugal, não hesitem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Email: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:gustavo.martins.lnh@gmail.com" target="_blank"&gt;gustavo.martins.lnh@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Blog: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://caporfora.blogspot.com/" target="_blank"&gt;CaPorFora.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1256673270089051757?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1256673270089051757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1256673270089051757&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1256673270089051757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1256673270089051757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/11/gustavo-martins-licenciado-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8594303499101193504</id><published>2008-11-16T16:52:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T16:57:13.119-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pedro, Engenheiro Informático. Haia, Holanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que bela surpresa tive hoje em ter encontrado este blog. E' sempre revigorante ler experiencias de pessoas que tal como eu decidiram viver uma aventura fora de Portugal. Uns de forma definitiva outros como um folego momentaneo mas todos com historias e testemunhos muito interessantes e que podem ajudar a clarificar as duvidas dos mais indecisos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Penso que a minha aventura e' das mais recentes aqui relatadas mas quero mandar tambem a minha pedra neste charco de experiencias de lusitanos que equacionaram e decidiram dar uma escapadela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde muito cedo comecei a trabalhar na minha area de formacao, Informatica. A partir dos 18 anos comecei com alguns trabalhos em part-time para arranjar uns trocos para os fins de semana mas porque queria atingir rapidamente a minha independencia os 3 ultimos anos do meu curso trabalhei em full-time na mesma empresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nao que tivesse razoes de queixa em viver em casa dos meus pais ou que me sentisse mal no meio social envolvente mas tinha algo a remoer em mim, uma sensacao de que queria algo diferente daquele ambiente controlado, previsivel e confortavel. Apos ter conseguido, com bastante sofrimento, terminar o meu curso de Engenharia Informatica pelo Instituto Politecnico Engenharia do Porto em 2006 senti mais uma vez o bichinho a remoer. Eu nao estava mal, mas queria mais! Tinha um ordenado que dava para viver confortavelmente mas queria comecar a tracar um novo trilho. Sentia que a passagem pela faculdade pouco ou nada tinha alterado a minha rotina diaria e as responsalidades no meu emprego. Estava irrequieto e desanimado. Na altura nunca me passou pela cabeca uma aventura fora de portugal pois largar familia, amigos de sempre e namorada era um passo demasiado grande e arriscado e que por isso nunca o coloquei em consideracao.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apos uma pesquisa de empregos por todo o pais reparei que a zona com uma melhor e maior diversidade de propostas de trabalho e' Lisboa. Tive algumas propostas e decidi-me por uma empresa que na altura estava a comecar. Era uma empresa de consultoria e diferente do que ate entao estava habituado. Muitas pessoa a receber o ordenado da mesma entidade patronal, mas todos espalhados pelos clientes e apenas com dois pontos de contactos anuais com os colegas: jantar de natal e aniversario da empresa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Comecei com o peito cheio de ar, entusiasmado e motivado com as condicoes que me eram oferecidas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ja ouvi boas e mas experiencias em consultoria. Temos que ter sorte no projecto onde calhamos e com um pouco sorte podemos escolher o que mais se adequa 'a carreira profissional que aspiramos. Infelizmente nao aconteceu comigo e durante 7 meses tive nessa empresa num projecto nada aliciante e onde sentia-me a vegetar. Estando em lisboa nao por necessidade mas como uma aposta que estava a fazer em mim, a ter gastos com casa e viagens todos os fds para Santa Maria da Feira decidi que tinha que fazer alguma coisa. Falei com o meu manager na altura e apos algumas promessas falhadas cheguei a conclusao eu estava a ser um bom negocio para a minha empresa mas nao para mim. Senti que estava num negocio de carnes onde os consultores eram colocados por tempo indeterminado em clientes independentemente o trilho profissional que auspirem ter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Decidi por procurar outro desafio. Nesta altura ja tinha equacionado a saida de portugal mas foquei a procura dentro de portas. Arranjei um projecto bastante interessance e desafiante numa empresa de producao de software na margem sul de Lisboa e com isso tive mais uma mudanca na minha vida. Arranjar novo espaco para morar, mudar a minha rotina e travar novas amizades. Admito que gosto ritual. Talvez porque sou novo e nao tenho encargos (filhos, casa) decidi dar outro passo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Passado um mes tive a chamada de um amigo para ir para a Holanda. A empresa estava a contratar e estavam a precisar de pessoas com o meu perfil. Ele ja me tinha abordado a alguns meses atras mas porque estava ainda em periodo de experiencia na actual empresa e ainda nao tinha muitas responsabilidades decidi dar continuidade ao pedido de informacao. A entrevista telefonica correu bem e apos uma entrevista em que fui 'a Holanda, fizeram-me uma proposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Regressei a Portugal e nesses dois dias equacionei todas as variaveis da minha vida. Estava numa boa empresa a ter o tipo de trabalho que andava a' procura, num bom ambiente e integrado numa boa cultura empresarial. Conversei com as pessoas que me conheciam melhor, pedi opinioes e tentei dar resposta as perguntas: o que quero, o que tenho a perder, o que tenho a ganhar. Conclui que senao aceitasse mais tarde ia-me arrepender pois dificilmente iria ter uma oportunidade como esta. Tinha um emprego com boas perspectivas de me realizar profissionalmente, um apartamento a minha espera e um peito cheio de ar para encarar as previsiveis dificuldades. Se corresse mal e nao me ambientasse era comprar um bilhete para Portugal. Assim foi e sai com o objectivo de estar um ano e agora faz 5 mes que estou em Haia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem ate agora duas perspectivas: pessoal (social) e profissional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como e' a minha primeira experiencia fora de portugal estou a ter uma infinidade de primeiras experiencias que ainda estao a ser sentidas e compreendidas. Existe uma grande comunidade portuguesa por ca e tendo a Holanda uma cultura virada para os estrangeiros nao sinto dificuldades na integracao. Admito que o primeiro mes nao foi facil pois existe muita burocracia a ser tratada e alguns choques culturais e linguisticos a serem ultrapassados mas neste momento ja estou instalado e integrado em varios grupos de amigos. Esta a ser uma excelente oportunidade de interagir com pessoas de diferentes culturas e valores e tendo o pais uma localizacao central rapidamente se acede a varios pais circundantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Profissionalmente admito que ate agora nao esta a corresponder as expectativas. Talvez coloque a fasquia alta, talvez seja exigente mas que culpa tenho em querer aquilo que me prometem?! Apos algumas dificuldades administrativas e problemas iniciais na comunicacao interna dentro da empresa neste momento estou integrado numa empresa cliente multinacional onde existe quase o mesmo numero de estrangeiros e holandeses. Estou a ter novos desafios no relacionamento inter-cultural entre pessoas, estilos de trabalho e de expectativas. Considero ate agora positivo este saldo, mas como ambicioso que sou, ainda com espaco para melhoramentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O balanco e' francamente positivo e como em quase todos os posts que tenho lido acerca deste assunto partilho a sensacao de arrependimento de nao ter dado este salto mais cedo. Nao aconteceu por falta de coragem ou por desconhecimento consciente das opcoes que existem fora de portugal. Ha sempre um risco a ser ponderado mas penso que o retorno e' sempre positivo. Nao sei qual sera a minha decisao daqui a 7 meses quando fizer um ano que estou ca. Se vou continuar nesta empresa, se continuo pela Holanda ou se vou para outro pais. Depende das motivacoes que me agarrem por ca e as oportunidades que irao aparecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; As saudades da nossa terra sao muitas e penso que nunca como agora dou tanto valor ao nosso Portugal. Em muitas coisas nao ficamos atras de muitos paises e infelizmente sinto que existe alguma mentalidade negativista que teima em comparar o nosso cantinho apenas naquilo que de nao tao bom temos. Neste momento tenho a certeza que desejo regressar a Portugal. Gosto disto, da vida da cidade, da minha vida, do ritmo, da novidade mas quero voltar as minhas raizes, 'a minha terra. Talvez regresse e me desilusa. Pode acontecer, mas se esse dia acontecer e se ele chegar vou tentando espalhar por ca o orgulho que tenho em ser portugues e aquilo em que somos bons.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vim 'a procura de uma nova aventura, saborear novas experiencias para regressar a Portugal com outras perspectivas. Talvez aconteca daqui a um, cinco ou dez anos mas com optimismo digo que chegarei com mais bagagem do que quando sai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:pedrotx@gmail.com" target="_blank"&gt;pedrotx@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://terminal19.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://terminal19.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8594303499101193504?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8594303499101193504/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8594303499101193504&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8594303499101193504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8594303499101193504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/11/pedro-licenciado-em-engenharia.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7758866439241194541</id><published>2008-10-12T12:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T12:57:13.361-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;José Gabadinho, Engenheiro Informático. Brugg, Suiça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Olá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A minha saída de Portugal pode resumir-se numa palavra:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; fartei-me. Fartei-me da falta de planeamento urbano obrigando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; a utilização de carros e o consequente trânsito caótico, a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; falta de respeito generalizada (das empresas aos seus trabalhadores,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; das cidades aos seus munícipes, etc.), da falta de coragem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; política para mudar o que não funciona, enfim, a lista é longa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; E tinha uma questão pessoal a responder: tem que haver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; algo melhor que isto lá fora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando me recompus do choque que foi ver a empresa onde trabalhava,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; de renome na área da informática, ir quase à falência devido a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; erros de gestão, e que ordenados em atraso não acontecem apenas em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; fábricas, decidi arriscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Saí há já 5 anos com uma bolsa da FCT para um estágio no CERN&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; pela ADI, pois considerei essa a maneira mais simples de o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; fazer. Além disso queria mudar o mais possível, no meu caso do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; sector privado em Portugal para a área de investigação no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estrangeiro. Passado um ano mudei-me para a França onde&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estive quase 4, e este verão voltei para a Suiça, ainda na&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; área de investigação, agora no maior instituto federal suiço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Até hoje não tive intenções de sair da Europa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E o que descobri quando saí? Que tinha vivido enganado! Povo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; latino, quente e acolhedor? Tretas! As pessoas por essa Europa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; fora são muito mais despreocupadas, educadas, responsáveis e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; sobretudo muito menos mesquinhas. No emprego trabalha-se, não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; se passa o tempo, e como todos assim o fazem as coisas funcionam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; e o stress é muito menor. E na sociedade as regras que existem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; são pensadas e feitas para melhorar a qualidade de vida, logo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; não estorvam. Muito maior mobilidade, é tão fácil mudar de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; emprego, cidade, apartamento, que às vezes até assusta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Quando os meus colegas sabem que sou português normalmente ficam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; curiosos pois no meio onde me movimento não existem muitos,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; normalmente apenas estudantes/estagiários e não como staff dos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; institutos. Nunca tive problemas de discriminação, mas é verdade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; que não falar a língua do país pode levar a situações no dia-a-dia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; menos agradáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Volto a Portugal regularmente para rever a família. Os meus&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; amigos por lá (aí...?) têm por vezes uma visão demasiado lírica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; da minha situação, talvez por tido a coragem de fazer o que eles&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; apenas imaginaram. E cada vez mais me perguntam como é viver no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estrangeiro, já não apenas como curiosidade mas para tentar perceber&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; se funcionaria para eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É lógico que é difícil sair, largar (ou levar) família e amigos;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; se emigrar vale a pena é uma pergunta que não se pode responder&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; pelos outros. Se se vive melhor no estrangeiro também depende: a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; resposta é sim para quem precisa de trabalhar para viver (e no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; caso particular da Suiça mesmo os trabalhos mais básicos são bem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; remunerados e não existe tanto estigma). Para outros Portugal pode&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; ser um paraíso. Pessoalmente não saí pelo dinheiro, nem ganho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; assim tanto comparado com o que poderia ganhar em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Se vou voltar? Não sei. Na realidade procuro trabalho em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; projectos interessantes, e se encontrar um em Portugal não existe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; nenhuma razão para não o aceitar, mas se voltar sei o que me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; espera (e também o que existe cá fora): volto de olhos abertos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; O meu único arrependimento, não ter saído mais cedo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tschüss!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:gabadinho@gmail.com" target="_blank"&gt;gabadinho@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7758866439241194541?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7758866439241194541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7758866439241194541&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7758866439241194541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7758866439241194541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/10/jos-gabadinho-engenheiro-informtico.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2124429383860490542</id><published>2008-10-01T13:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-01T14:01:26.148-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cláudia Inês Pereira, Licenciada em Microbiologia, Zurique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;span lang="PT"&gt;Concluí a minha licenciatura em Microbiologia em 2002 e enveredei quase de imediato pela Investigação. Neste momento, encontro-me no último ano do Doutoramento numa Universidade no Porto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em 2006 e devido às exigências do meu trabalho, deparei-me com a necessidade de ter de ir para Zurique, na Suíça, por alguns meses. Na altura foi como que um desafio para mim, sabia que ía ser difícil, mas ao mesmo tempo compensador. Sabia que ía passar momentos difiíceis, mas que por outro lado iria ser uma experência enriquecedora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estive de Março a Agosto e posso dizer que foram muitas as lágrimas que derramei durante o voo Zurique-Porto, quando tive de me ir embora. Jurei que havia de regressar e só consegui cumprir o prometido 2 anos depois e mais uma vez, devido a compromissos profissionais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estou novamente em Zurique, mas numa tristeza crescente a cada dia que passa, pois volto para Portugal no fim deste mês. Foram 8 meses, dos quais só tenho memórias felizes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Apaixonei-me por esta cidade, este país, esta cultura! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tenho de regressar a Portugal para concluir o meu doutoramento, mas que ninguém tenha dúvidas que é para qui que eu venho depois e definitivamente. Quer seja para fazer um Pós-doutoramento, ou para trabalhar numa empresa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://zurich-city.blogspot.com/" target="_blank"&gt;zurich-city.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2124429383860490542?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2124429383860490542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2124429383860490542&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2124429383860490542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2124429383860490542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/10/cludia-ins-pereira-licenciada-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7003857114067647160</id><published>2008-09-24T18:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T19:04:48.963-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;João Raminhos, Enfermeiro. Moutier, Suíça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Durante toda a minha vida jamais pensei ser emigrante, muito menos nestes últimos 4 anos em que tirei o curso e que em que já me via a trabalhar num hospital perto de casa!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contudo, com o curso concluído &lt;span&gt; &lt;/span&gt;e com a situação vergonhosa da Enfermagem em Portugal, as minhas esperanças de encontrar um posto de trabalho, saiam semana após semana frustradas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dia e em jeito de brincadeira, um colega de curso questionou-me o porquê de não irmos trabalhar para a Suíça. Essa possibilidade ficou a pairar sobre as nossas cabeças, e uns tempos mais tarde numa mistura de férias e de ter uma ideia de como as coisas são, viemos até cá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma vez cá, e através de conhecimentos de enfermeiros portugueses que já cá estão há mais tempo, fomos até uma agência de emprego. O curioso disto é que nem eu nem esse meu colega falávamos francês (já que estou na parte francesa), pelo que utilizamos o inglês para entregarmos os nossos currículos e explicarmos o nosso interesse em para cá vir. Da parte da agência disseram-nos para voltarmos para Portugal e aprendermos francês, que da parte deles iam-nos arranjar emprego.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Passado um mês, e depois de termos frequentado umas aulas de francês e de relembrarmos tudo aquilo que damos na escola, a dita agência contactou-nos a informar que tinha encontrado lugares para trabalhar, num hospital numa cidade que nem sabia onde ficava!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As malas foram feitas, os bilhetes comprados, as despedidas feitas e lá estávamos nós a partir rumo ao desconhecido. Coincidência ou não, poucos dias antes de vir embora foi-me oferecido um lugar no serviço e no hospital que queria, mas que recusei…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os primeiros dias, foram um bocado a apanhar do ar: falavam muito rápido, não se conhecia ninguém, rotinas diferentes, tempo frio, e todo um outro mundo a descobrir… Mas foi rápido a apanhar o ritmo, e a integração foi boa. Nunca me senti alvo de discriminação ou intolerância, antes pelo contrário sempre me ajudaram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estou cá quase há um ano, e estou bem. Tenho um contrato de trabalho a termo indeterminado (algo quase impensável em Portugal); apesar de ter mais de horas semanais (42 horas) trabalho menos; o salário é 2,5 vezes maior; a cidade onde moro é tranquila e com boas conexões aos principais centro urbanos suíços; conheço gente de muitos outros países e outras culturas; farto-me de passear e de descobrir sítios novos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Entretanto e por razões pessoais, o colega que veio comigo regressou a Portugal. Mas, como a falta de pessoal qualificado a nível de saúde é elevado, outros colegas para cá vieram e aos poucos a comunidade portuguesa vai aumentando no hospital onde trabalho. Parece anedótico, mas muitos mais podem para cá vir, ninguém se mostra é interessado!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Saudades de casa a bem dizer não sinto! Hoje em dia já ninguém espera pelo carteiro para saber notícias de família e amigos. E de avião são apenas 2.30h até Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vir para cá foi a melhor coisa que podia ter feito!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;a href="mailto:jraminhos_@hotmail.com" target="_blank"&gt;jraminhos_@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7003857114067647160?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7003857114067647160/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7003857114067647160&amp;isPopup=true' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7003857114067647160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7003857114067647160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/09/joo-raminhos-enfermeiro.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2471468933436213811</id><published>2008-09-21T11:31:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T11:39:45.017-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"  class="Ih2E3d"&gt; &lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tiago&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, Arquitecto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sócio - Gerente de Empresa de Arquitectura. Paris&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Foram 12 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;12 anos duros a trabalhar em Lisboa como Arquitecto, mas que considero um caminho e uma escola que me permitiu estar onde estou hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sempre fui, e sou, uma pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; que acaba por condicionar a vida ao trabalho e não o inverso. Sou assim e talvez por isso, por fazer aquilo que gosto e ser alguém dedicado - porque não me chateia - e que rapidamente ascendeu às metas pretendidas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Construí muita coisa, desenhei muita outra, e sonhei ainda mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;No entanto, e com o espírito aventureiro que sempre tive decidi começar a olhar la para fora, no dia em o desrespeito por aqueles que estão à nossa volta tomou proporções drásticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;….. Epa e que grande mundo se abriu de repente….&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A partir desse dia toda a realidade que me estava próxima começou-me a incomodar :&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os berros do « patrão » ; a facilidade que se descarta alguém que trabalhou anos e anos ao nosso lado – só porque « já não é rentável » ; as invejas mesquinhas dos colegas que resultavam em atitudes dantescas na relação profissional e pessoal ; …. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Creio que todos conhecem a realidade do mundo do trabalho em Portugal, e ainda mais na área da Arquitectura onde quase todos os profissionais estão a recibos verdes, ou com estatuto de trabalho precário, que resulta num quase pavor de perder o trabalho. Pois todos contra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;ím&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;os empréstimos para a compra da casa e do carro, e temos de os pagar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E « eles » os patrões a fazerem-se valer disso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Dia 3/9/2007 sai' de Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Troquei Lisboa, os amigos, uma casa grande, o meu carro, os meus copos junto ao Tejo, por Paris – uma casa minúscula, um passe para os transportes públicos, um ordenado quase igual ao que tinha, um tempo miserável, quase sempre cinzento, um francês que falo mais ou menos e que escrevo ainda pior …. mas um « emprego ».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E aqui vi e vivi aquilo que nunca pensei :&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não são os trabalhadores que têm medo dos « patrões », é o inverso; não são os trabalhadores que têm de ir horas e horas para se inscreverem na Segurança social, ou nos diversos organismos oficiais – é a empresa que faz isso tudo. Não são os trabalhadores que assumem as « dores » da empresa, são os « patrões ».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Acredito que é devido à permanente contestação social dos franceses, que os levam a ter os direitos que em Portugal « ouvimos falar ». &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Trabalha-se 35 horas por semana (façam as contas) e eventualmente, e muito bem pagas, 39 Horas. Direito a férias é mais que assumido; Direito e obrigação a formação (anualmente); Direito a subsidio para almoço, Direito a …. Direito a ….&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sim em Portugal a legislação de trabalho é talvez uma das mais duras da Europa – se fosse aplicada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Aqui hà 2 tipos de contratos ou CDD – contrato a tempo determinado (que se tem de justificar junto do trbunal do trabalho o porquê da sua aplicação) e CDI – contrato a tempo indeterminado (que para despedir là vêm as indeminizações).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tambem ha' os honoràrios ou o freelance, mas é impensavel colocar alguém dentro destes moldes a trabalhar na empresa – é que o contrôle dos serviços governamentais existe !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;(Mas como qualquer pais que tem uma viragem no sistema politico, começam a ser equacionados estes valores - &lt;span&gt; &lt;/span&gt;o Sarcozi prepara-se para mexer nestes direitos… la vêm as greves….)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E' por estas razões que o mercado aqui é muito mais rotativo do que em Lx, pois é o trabalhador que esta sempre a procura de melhor e não o inverso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Por « ironias diversas do destino » acabei como socio e Gerente da empresa, e passei de um Salariado (aquilo que vim a procura em Paris, pela estabilidade, tranquilidade, etc) a « patrão ».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Vivi e vivo essas duas realidades num pais onde os direitos e garantias estão de facto ao lado do Trabalhador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Curioso, trabalho quase o mesmo, senão um pouco menos que trabalhava em Lisboa, e ao fim de um ano jà sou socio e acabei por ficar gerente, por me ter começado a envolver no controle financeiro da empresa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E passado um ano o meu conselho é para aqueles que perguntam:&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;SIM, VALE A PENA !&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:arq-tcf@hotmail.com" target="_blank"&gt;arq-tcf@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2471468933436213811?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2471468933436213811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2471468933436213811&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2471468933436213811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2471468933436213811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/09/tiago-arquitecto-scio-gerente-de.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3664554611534441467</id><published>2008-09-03T19:46:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T16:57:11.702-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eduarda, Senior Designer, Noruega&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Comecei a trabalhar, ainda estava no ultimo ano da faculdade. Optei por começar a trabalhar antes do final do curso, não podia dar-me ao luxo de estar à espera de emprego quando terminasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Trabalhei durante 7 anos em vários sítios, até um dia, por mutuo acordo, sair. Fiquei quase 2 anos com sub. de desemprego, por opção e, também, desiludida e cansada com o sistema. Trabalhos como freelancer, mas não era o suficiente. Ao fim deste tempo, arranjei emprego, mas em termos salariais, estava muito diferente em relação ao salário que havia tido no meu ultimo. Desilusão das desilusões, aceitei, durante 1 ano, receber metade, sim, leram bem, metade do que, em tempos, eu recebia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Há muito que pensava em ir para fora, fui sempre menina para arriscar, mesmo sem certezas, mas ir para fora, seria uma decisão muito importante e isso fez-me retrair um pouco. Por saudades dos meus pais, do meu cão, da minha casa, dos meus amigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Decidi-me em Novembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · Decidir o país: Inglaterra ou Noruega?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · Enviei portfolios para os dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · Melhores prespectivas na Noruega! Optei por este!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · Melhores salários! (Bom motivo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · Respostas positivas ao meu portfolio e quase imediatas! É mesmo aqui que quero ficar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Estava indecisa entre Oslo e Arendal! Decidi-me por Arendal. O mesmo salário que me ofereciam em Oslo, cidade muito mais barata e mais pequena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; O facto de ter sido tão bem recebida, de ganhar muito mais do que no meu país, de o meu trabalho ser reconhecido e recompensado, vale todo o esforço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adaptei-me bem a esta minha nova vida, e gosto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · gosto de viver aqui;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; · gosto do meu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Tenho saudades, é claro, saudades da minha família, do meu Mooch, dos meus amigos... do cheiro da minha casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Mas aqui sou feliz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Ás vezes nem consigo acreditar que aqui estou. Sorrio de felicidade e tento acreditar que é verdade! Foi tudo tão rápido, uma mudança de vida tão rápida que nem deu para parar e pensar no que de facto aconteceu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; A primeira vez que aqui vim, em Dezembro, à entrevista, senti aquele friozinho na barriga e ao mesmo tempo uma sensação de descoberta e deslumbramento. Nunca tinha ouvido em tal nome, Arendal, e muito menos onde ficava. (Como um amigo meu disse e muito bem: "Parece nome do Senhor dos Aneis")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Nem imaginam a minha euforia, chegar a Oslo por 4 dias apenas, e pensar que só iria ter entrevistas lá, e de repente recebo um email em como me queriam conhecer em Arendal. Faziam questão, nem que fosse no fim de semana. E agora?!?! (pensava eu). Uma cidade a 300 Kms a Sul de Oslo, e sem saber bem como ir. Mas com os horários do bus e muita vontade, lá fui eu... 4 horas para "baixo" e mais 4 para "cima". E qual não foi o meu espanto, fui recebida como uma verdadeira princesa, com tudo a que tenho direito :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma calorosa recepção, uma cidade "cozy", um almoço divino ao som do piano e uma entrevista que foi decisiva "... and you have one year childbirth license." O quê?!?! - pensei eu - Estou a ter a primeira entrevista, e eles já me estão a dizer que tenho 1 ano de licença de parto?!?! Incrível, não é? Se algum dia em Portugal isto acontece!?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:magalhaes.eduarda@gmail.com" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://eduarda-na-noruega.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://eduarda-na-noruega.&lt;wbr&gt;blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3664554611534441467?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3664554611534441467/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3664554611534441467&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3664554611534441467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3664554611534441467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/09/eduarda-senior-designer-noruega-comecei.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-6167303924545140259</id><published>2008-07-19T07:22:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T07:30:26.712-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mónica Silva,Advogada, Lausanne, Suíça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ora bem como muitas outras histórias aqui contadas também a minha se enquadra dentro do mesmo universo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Apesar de ter nascido em França desde os 2 anos que vivi no Porto.Depois de já ter pensamentos próprios sempre aspirei estudar no estrangeiro. Felizmente, tive essa oportunidade e ainda por cima na cidade fantástica de Paris. Estudei na Universidade de Nanterre, mais uma vantagem: Faculdade com bastante tradição, que "carrega" em si o peso de ter dado o mote para o Maio de 68.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Voltada desta experiência inolvidável e única da minha vida acabei o curso e, de seguida, iniciei o percurso na OA. Depois de um estágio de 18 meses (que na prática foram 2 anos)finalmente podia dizer: sou Advogada!!Concretizei assim no final de 2006 aquilo que sempre desejei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Bom depois começou o envio de CV's e algumas entrevistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Em Janeiro de 2007 fui trabalhar para uma empresa (receber 600€), em Maio já estava a trabalhar noutra (aqui a exercer funções no departamento jurídico e a ganhar 700€). Entretanto, no mês de Julho fui operada a um ombro e eis que me surge a oportunidade da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Como estava de baixa em razão da cirurgia efectuada pude estar presente no Campeonato do Mundo de Juniores de Polo Aquático como oficial de mesa (sou jogadora e árbitra). E no último dia da competição uma pessoa veio falar comigo e perguntou-me qual era a minha profissão. Disse que era advogada e por ali ficamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Para meu espanto no dia seguinte essa pessoa liga-me e era só o Director Executivo da FINA (Federação Internacional de Natação)a convidar-me para integrar o departamento jurídico deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Sem mais demoras, enviei CV, no fim de Agosto vim a uma entrevista e no dia 1 de Outubro comecei a trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Foi de loucos e também preciso muita coragem.Deixei família,amigos, namorado e toda uma vida em Portugal.Confesso que me custou e ainda custa mas como costumo dizer:"não se pode ter tudo na vida".E esta oportunidade eu não podia perdê-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Como atrás referi custou-me e custa-me estar longe de tudo e todos e,portanto, ao contrários dos muitos testemunhos que aqui li posso dizer que quero voltar. Mas vou voltar com a certeza de que poderei concretizar todos os meus projectos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Acho que todos os jovens deviam experimentar algo fora de Portugal para não ficarem restringidos àquele "Mundinho". Mas depois regressem para levaram o vosso conhecimento aos pobres de espírito que se julgam muito bons e não passam de uns incapazes de fazer seja o que for para o País evoluir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Os meus cumprimentos a todos os que saíram e também aos que ambicionam voltar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;(monica_silva20@yahoo.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-6167303924545140259?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/6167303924545140259/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=6167303924545140259&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6167303924545140259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6167303924545140259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/07/ora-bem-como-muitas-outras-histrias.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-115024689845576197</id><published>2008-06-27T11:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T06:52:52.905-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="PT"&gt;Alexandra, Psicóloga social e das organizações, Luxemburgo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="PT"&gt;Sou licenciada &lt;st1:personname productid="em Psicologia Social" st="on"&gt;em Psicologia Social&lt;/st1:PersonName&gt; e das Organizações, pelo ISCTE (geração 1998-2002) e trabalho no Luxemburgo, no departamento de formação de uma multinacional de auditoria. Descobri este blog e resolvi partilhar a minha história também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="PT"&gt;Ainda na faculdade apaixonei-me pelo meu actual marido, e decidimos passar o resto da vida juntos. Quando acabámos os cursos, no mesmo ano, sentámo-nos a pensar: o que é que vamos fazer na/da nossa vida? E fizemos as seguintes escolhas:&lt;br /&gt;1. Trabalhar na área da nossa preferência, no meu caso RH/formação, no caso dele gestão.&lt;br /&gt;2. Ter 4 filhos, e estar presentes na educação deles&lt;br /&gt;3. Ter uma casa grande (não enorme, mas para 4 filhos, estão a ver...)&lt;br /&gt;4. Quando os putos estiverem criados e emancipados, trabalhar em fundações de desenvolvimento, ou (no meu caso) abrir um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estabelecemos metas temporais para estes objectivos, e definimos o que seria preciso para as atingir. Fizemos as clássicas análises swot e planeamentos a 5, 10 e 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta análise, tornou-se evidente que este país não servia - temos um dos piores desenvolvimentos económicos da Europa, salários muito abaixo da média europeia, um sistema administrativo, fiscal, de saúde e de educação muito mau, pouquíssimos apoios à família e à maternidade e um custo de vida elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então pensámos, "onde é que vamos encontrar a antítese disto? Onde é que será fácil realizar estes objectivos ambiciosos?". Com o bendito espaço Schengen, a Europa é o nosso país!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voilá, no Luxemburgo, que tem os salários mais elevados da Europa, uma máquina administrativa simples e eficaz, um bom sistema público de saúde, enfim, resumindo, todos aqueles pontos atrás mencionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que chegamos lá? Pois, seria boa ideia arranjar emprego numa multinacional onde pudéssemos pedir transferência interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o que fizémos. E cá estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ressalvar que quando saímos de Portugal tínhamos ambos uma situação profissional muito boa, comprámos casa, estávamos bem integrados socialmente, não estávamos desempregados nem com a corda na garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queríamos mais e melhor, e por isso fomos para o Luxemburgo. Aqui vivemos melhor, com salários muito confortáveis e uma qualidade de vida sem comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, é isto. Acho que o que faz confusão às pessoas é o facto de a nossa cultura nacional ser tão avessa ao planeamento e à definição e prossecução de objectivos que até custa a crer numa história destas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;" lang="PT"&gt;&lt;a href="mailto:aphneves@gmail.com" target="_blank"&gt;aphneves@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-115024689845576197?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/115024689845576197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=115024689845576197&amp;isPopup=true' title='29 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/115024689845576197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/115024689845576197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/06/alexandra-psicloga-social-e-das.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-6299556105290263014</id><published>2008-06-02T17:50:00.001-07:00</published><updated>2008-06-02T17:51:53.980-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Guilherme Silva, Engenheiro Informático, Waterford, Irlanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tirava o curso, na FEUP, nunca pensei muito em ir para o estrangeiro, não sei bem porquê. Por isso, nunca tive vontade de concorrer às vagas de Erasmus. Entretanto, fiz o estágio de final de curso numa empresa no Porto, e por lá continuei depois de formado (2005). No total, cerca dois anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Não me podia queixar do emprego. Estava relativamente bem. Mas começou a surgir uma vontade de sair de Portugal. Para onde, não sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um ano depois de amigos meus terem ido para a Agência Espacial Europeia, na Alemanha, através de um programa da ADI (Agência de Inovação), finalmente me decidi a tentar uma aventura lá fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Abril de 2007, estava em Frascati, Itália, perto de Roma. Não tendo feito Erasmus, acabei por ter ali uma experiência não muito diferente. Como trainee na ESA, conheci muitos outros numa situação semelhante. As pessoas que conheci, os sítios por onde passei, e a experiência em si contribuiram para que fosse um dos melhores anos da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com a possibilidade de ficar por mais um ano optei, no entanto, por experimentar algo novo. Depois de várias pesquisas, e de ler vários testemunhos, muitos dos quais neste blog, fiquei com vontade de conhecer a Irlanda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Depois de várias candidaturas, a primeira possibilidade concreta foi Waterford, no sudeste. Uma cidade pequena, mas que me pareceu um bom ponto de partida para descobrir o país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vim para cá no final de Abril de 2008. Ainda estou para descobrir se há mais algum português por aqui, já que a maior parte deve estar em cidades maiores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por quanto tempo cá ficarei, ou para onde irei a seguir, não faço ideia. Embora considere a possibilidade de voltar a Portugal, penso que nos próximos tempos estarei mais inclinado para continuar a aventurar-me cá fora. Não por pensar que não tenho lugar no meu país. Talvez esteja ainda à procura do meu lugar neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://eusouumdiospiro.blogspot.com/" target="_blank"&gt;eusouumdiospiro.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-6299556105290263014?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/6299556105290263014/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=6299556105290263014&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6299556105290263014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6299556105290263014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/06/guilherme-silva-engenheiro-informtico.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5844538524597434577</id><published>2008-05-24T10:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T10:18:17.122-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Romana, Licenciatura em Assessoria de Administração e pós-graduação em Gestão internacional, Dublin &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                                                                                          &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Desde que decidi de mudar para a Irlanda, já me perguntaram uma centena de vezes o que me trouxe por cá. Nunca consegui dar uma resposta directa…. Começava sempre "Pois…. Várias razões…. A experiência de viver noutro país, melhores condições de trabalho, abrir o meu mundo a novas realidades, …"&lt;br /&gt;A verdade é que foram tantas as razões que me levaram a este passo que é difícil dar uma resposta concreta. &lt;br /&gt;Desde que me lembro como pessoa que tenho um insaciável desejo de viajar, mas nunca tive oportunidade (ou nunca fiz por ter!). Os pais não podiam e os trabalhos de verão eram para ajudar nas despesas da escola.&lt;br /&gt;Quis fazer erasmus, mas não pude por razões financeiras e concorri ao INOV Jovem mas não fui aceite.&lt;br /&gt;Terminei a licenciatura em Dezembro de 2003. Voltei para a casa dos meus pais e comecei a procurar trabalho. Entre muitos CV's enviados para a minha área, tentei também um trabalho como Au pair, mas não gostei das condições, tentei trabalhar em cruzeiros mas não tinha experiência. A ideia de sair de Portugal, de poder finalmente viajar era algo que não me saia da cabeça.&lt;br /&gt;Comecei a trabalhar em Fevereiro de 2004  a ganhar uns míseros 500€ com contratos mensais. Apesar da miséria de ordenado poupei dinheiro para finalmente fazer a minha primeira viagem. Tinha 23 anos. Depois desta viagem percebi quanto tempo tinha perdido… não queria parar.&lt;br /&gt;Entretanto, por ingenuidade achei que seria boa ideia fazer uma pós-graduação em gestão internacional no ISCTE. Achei que me iria abrir novas portas no mundo do trabalho.&lt;br /&gt;Custou-me os olhos da cara, mas não me arrependo. Apesar de não me ter proporcionado grandes mais valias a nível profissional (e de deixar muito a desejar considerando o custo) foi o empurrão que precisava para mudar a minha vida.&lt;br /&gt;Vivi pela primeira vez num ambiente multicultural e fiquei fascinada! Tive professores desde a Alemanha ao Japão e colegas de todos os pontos do mundo.&lt;br /&gt;Ter conhecido estas pessoas abriu-me os olhos… vi que existe outra realidade fora do meu "mundinho".&lt;br /&gt;O meu ordenado e a minha situação no trabalho melhorou ligieramente, mas continuava com um ordenado que não me permitia sequer sair da casa dos meus pais. Sentia-me a sufocar… precisava de uma mudança!&lt;br /&gt;Comecei então a sondar a oferta de trabalho no Reino Unido e na Irlanda. Depois de muito pesquisar percebi que a Irlanda – Dublin - seria melhor opção&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;por ser um país acolhedor, muita oferta de trabalhos, cidade pequena, menor taxa de desemprego da EU (era, certamente a situação já se alterou), grande abertura a estrangeiros, entre outros.&lt;br /&gt;Em Setembro de 2006 decidi: Vou viver para a Irlanda!! Enviei vários CV's, recebi muitas respostas, mas todos me aconselhavam a mudar para cá pois seria mais fácil para a deslocação a entrevistas.&lt;br /&gt;Felizmente tive o apoio de todos os amigos e família, mas as perguntas repetiam-se entre estes e também entre os curiosos:&lt;br /&gt;"Mas tens trabalho?" Não!&lt;br /&gt;"E tens casa?" Não!&lt;br /&gt;"E tens quem te ajude?" Não!&lt;br /&gt;"E vais assim?" Vou!&lt;br /&gt;Não, não tinha nada, para além de umas poupanças para recomeçar a minha vida e um hostel marcado para uma noite.&lt;br /&gt;Não me queria transformar numa conformista. Frases como: "pois é assim a vida", "é o país que temos", "sempre quis fazer isto ou aquilo, mas nunca fiz porque…" deixavam-me a pensar "não, definitivamente não quero passar o resto da vida a queixar-me sem fazer nada para mudar a minha situação. Ou adapto-me ou mudo!". Resolvi mudar.&lt;br /&gt;Conseguimos sempre arranjar desculpas e justificações para não fazermos o que queremos, quando a realidade é que somos comodistas e temos medo de mudanças e dos "e se's" – "e se não corre bem?", "E se não me consigo adaptar?", "E se não arranjo trabalho?!"&lt;br /&gt;Eu já tinha adiado tempo demais!&lt;br /&gt;No dia 1 de Janeiro de 2007 parti para a Irlanda. Ano novo, vida nova!&lt;br /&gt;Comecei por trabalhar num pequeno escritório de contabilidade no centro de Dublin. Não gostei! Mas fiquei feliz porque consegui este trabalho ao fim de uma semana e meia, só precisava de algo para começar.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Apesar de ter conseguido com bastante rapidez, recebi um mail de Portugal ao fim de uma semana a perguntar "Afinal não é assim tão fácil arranjar trabalho como tinhas pensado?" HUMMM???? Não vim para cá à espera de ter todos os empregadores à minha espera no aeroporto com cartazes com o meu nome!!!!!!&lt;br /&gt;Casa arranjei ao fim de dois dias. Muito simples, partilhada com irlandeses e era que precisava para por as minhas coisas e ter uma morada para tratar de conta bancária e PPS.&lt;br /&gt;Dois meses mais tarde mudei de casa e devo ter arranjado o apartamento mais barato do centro da cidade (tendo em conta as boas condições).&lt;br /&gt;A casa trazia um brinde &lt;/span&gt;&lt;span&gt;:-)&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Conheci nesta casa aquele que será o meu marido no próximo ano.&lt;br /&gt;Seis meses depois mudei de trabalho. Estou agora numa multinacional a trabalhar como account manager, onde existe uma grande variedade cultural.&lt;br /&gt;Tenho um ordenado com que nunca sonhei em Portugal. No primeiro ano consegui viajar todos os meses (algumas viagens de trabalho), enquanto que em Portugal só o conseguía uma vez por ano.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Neste momento estamos em regime de poupanças porque eu e o meu namorado decidimos casar no próximo ano e fazer um gap year para viajar pelo mundo de malas às costas. Aqui consigo poupar um montante superior ao que era o meu ultimo ordenado em Portugal.&lt;br /&gt;Estou feliz aqui, mas tal como em Portugal não me queixo muito. Sim, como todos, tive muitas dificuldades de adaptação a alguns hábitos estranhos dos irlandeses e claro, ao tempo!&lt;br /&gt;Mas mais uma vez disse a mim mesma "ou adaptas-te ou mudas". Resolvi adaptar-me.&lt;br /&gt;Da comida nem me queixo! É verdade que não consigo encontrar bacalhau salgado, nem pastéis de nata e tenho que pagar mais de 2.50€ por um café, mas sempre comi do bom e do melhor da cozinha italiana e portuguesa. &lt;br /&gt;Um dia, um casal de italianos disse que não tinham gostado de Portugal porque não tinham encontrado boa pasta. Fiquei chocada!! Como é que eles podiam ir para Portugal à procura de pasta??&lt;br /&gt;Desde que ouvi este comentário, percebi que estava a fazer o mesmo… como é que posso vir para aqui e dizer que não gosto porque não há pastéis de nata?&lt;br /&gt;As saudades… essas sim… doem… mas estamos perto. Há telefones e Internet! Quando a minha mãe me disse "filha, vais para tão longe" eu respondi "nem tudo o que parece é. O tempo que demoro da Irlanda para Portugal é o mesmo tempo que demorava para chegar a casa quando estudava em Portalegre."&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Estou satisfeita com o que tenho aqui! Estou muito feliz ter mudado a minha vida e muito ansiosa com as mudanças que ainda estão para vir. &lt;br /&gt;Portugal? Talvez seja optimista, talvez seja ingénua, mas acredito que as coisas vão melhorar. Talvez seja a nossa geração, a tal que é rasca, que terá o poder de revolucionar os velhos hábitos que minam a cultura portuguesa.&lt;br /&gt;PS: Pensava que éramos uma espécie rara em Dublin, mas parece que há muitos portugueses por cá. Onde andam escondidos? Visitem &lt;a href="http://www.lusosinireland.eu/" target="_blank"&gt;http://www.lusosinireland.eu/&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.thepimbas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;span&gt;&lt;a href="http://www.thepimbas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;www.thepimbas.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5844538524597434577?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5844538524597434577/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5844538524597434577&amp;isPopup=true' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5844538524597434577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5844538524597434577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/05/romana-licenciatura-em-assessoria-de.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2712364476845845466</id><published>2008-05-14T19:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T19:10:18.011-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Ana F., Bióloga, Holanda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Uns chamam-nos Geração Rasca. Outros chamam-nos Geração À Rasca. Eu prefiro ter uma abordagem mais optimista e pensar que somos a Geração Erasmus/Inter Rail.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;A nossa Europa não é a mesma que a dos nossos pais. É mais fresca, mais aberta, mais curiosa. Tenho consciência que muita gente em Portugal não teve a possibilidade e a boa fortuna de gozar de nenhum dos programas de estímulo ao intercâmbio acima mencionados por razões económicas, mas também é preciso reconhecer que hoje em dia são muitos mais os jovens que têm a oportunidade de viajar e explorar – indubitavelmente mais que os da geração dos nossos pais...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Eu serei 100% fruto desta nova Geração. Fui uma das afortunadas que teve a possibilidade de gozar da Europa sem Fronteiras no seu pleno! Ainda na Escola Secundária eu e os meus colegas de turma tivemos a oportunidade incrivel de realizar um intercâmbio com  uma turma do País de Gales. Suponho que tenha sido então que o bichinho das viagens começou a crescer dentro de mim... As três semanas que passámos ora lá, ora em Portugal, abriram-me os olhos para as pluralidades do Mundo, dos pensamentos e das Culturas. Já durante Universidade (à custa de muitos tostões contados ao longo de cada ano) acumulei na bagagem das minhas viagens um total de três Inter Rails durante os meses de Verão, e finalmente acabei por me aventurar num estágio de 9 meses, ao abrigo do programa Erasmus, em Amsterdão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;A minha experiência em Amsterdão foi reveladora em tantos e tantos aspectos... Cheguei lá fresquinha, curiosa, esperançosa e defrontei-me talvez pela primeira vez na minha vida com o peso de preconceitos e julgamentos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="font-family: trebuchet ms;"&gt;a priori&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt; – sendo do “Sul” nunca seria tão boa como eles e sempre teria de fazer três vezes mais que os holandeses para me provar de igual valor. Foi como um soco no estômago que, durante os meus primeiros meses, me deixou zonza e desorientada... mas à medida que o tempo passava fui-me encontrando outra vez mais forte e por fim vi um lado muito positivo de toda esta minha experiência – tornei-me uma cidadã do Mundo. Longe da minha familia, dos meus amigos e de tudo o que me era familiar vi-me obrigada a reinventar-me e nas adversidades encontrei-me mais moldável. Cresci imensamente como pessoa. Vivi e conheci pessoas de inúmeros países e culturas e aprendi em 9 meses tudo aquilo que não se aprende nas escolas e nos livros sobre os mundos no Mundo. Hoje olho para trás como um dos períodos mais criativos da minha vida. Mesmo os “socos” que apanhei fortaleceram as minhas convicções, a minha determinação e curiosidade e ensinaram-me a fintar este e outros tipos de perconceitos com graça. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Amsterdão marcou-me assim de forma indelével e fortaleceu irreversivelmente o bichinho das viagens e da aventura. Apesar de ter voltado para Portugal após o meu Erasmus, onde realizei um segundo estágio, sabia que não iria por lá ficar muito tempo... As razões eram muitas. Para começar, sendo cientista as perspectivas e oportuninades em Portugal são mais escassas – não inexistentes, mas certamente mais limitadas. Por outro lado, certos aspectos da sociedade portuguesa faziam-me agora muito mais comichão. A sociedade holandesa é das mais tolerantes e abertas (ainda que seja preconceituosa também), e a minha experiência em Amsterdão já não me permitia fazer orelhas moucas a algumas das injustiças que testemunhamos em Portugal com a mesma facilidade com que fazia antes. Ainda assim, estes eram obstáculos contornáveis e não seria justo da minha parte deixar de admitir que o que realmente me impulsionou e me empurrou para uma vida de emigrante foi a minha insaciável curiosidade pelo Mundo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Assim, aqui me encontro novamente na Holanda. Estou a realizar o meu doutoramento desde há três anos. À partida não teria escolhido viver novamente aqui. Apesar do saldo global da minha experiência em Amsterdão ter sido positivo, em termos profissionais foi um desastre! Fui desrespeitada, as minhas capacidades profissionais e intelectuais desaproveitadas, fui explorada exercendo trabalho de técnica de laboratório durante 9 meses ao invés de aprender e de me desenvolver como cientista. Como veêm, não há só relatos de abuso em Portugal... Justiça seja feita, foi o meu estágio em Portugal que realmente me deu a formação e me permitiu dar o salto qualitativo que fez de mim “PhD material”. No entanto, tive a oportunidade irrecusável de realizar o meu doutoramento num dos melhores laboratórios europeus e decidi que deveria dar uma segunda oportunidade ao país, porque afinal um caso não são casos. Felizmente ainda não me arrependi. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Confesso que razões do coração também tiveram o seu peso nesta minha decisão... O meu namorado também é português e, tal como eu, encontrou melhores condições e mais estimulos aqui na Holanda. No caso dele as diferenças em relação a Portugal são ainda mais gritantes, uma vez que ele é músico. O investimento na Ciência e na Cultura na Holanda simplesmente não é comparavel! Mas não será justo tentar traçar parelelismos com Portugal, dado que os niveis de riqueza destes dois paises tambem não são comparáveis...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Considero que nos países do Norte da Europa, regra geral, faz-se mais política com uma maior consciência social e, como consequência, há maior qualidade de vida. Talvez lhes seja mais fácil dado que são países mais ricos. De toda a forma, as pessoas levam uma vida melhor, mais saudável, com mais dinheiro, com menos preocupações, com melhor sistema de saúde, com melhores reformas. Não sou eu quem o diz. Basta sair à rua e olhar quem passa. No entanto penso que são sociedades mais individualistas, que pecam por falta de sentido de comunidade e que por vezes lhes falta o sentido de solidariedade como algo mais do que um mero conceito intelectual mais ou menos abstracto. Dá a impressão que por terem tão boas redes sociais, cada indivíduo pode escusar-se de ser mais solidário no seu dia-a-dia. Em suma, não há Sociedades perfeitas. Todas têm falhas e todas têm qualidades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Considero que viver uma temporada fora do país de origem uma experiência essencial, que nos desafia e nos obriga a sair da nossa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="font-family: trebuchet ms;"&gt;comfort zone&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;. No que me diz respeito, a mais valia que estes anos de experiência fora de Portugal me deram foi uma maior compreensão do Mundo e uma melhor formação humana. Hoje conheço e aceito melhor os meus limites, os limites dos outros e os do meio que me rodeia e isso permite-me ser mais tolerante e mais feliz. Penso conseguir ver com objectividade os lados bons e maus das sociedades portuguesa e holandesa e é-me impossível rotular uma de boa e outra de má. Estes adjectivos simplesmente não se aplicam! Tudo dependerá do que cada um valoriza, das suas aspirações, oportunidades, etc. Posso apenas dizer que tendo em conta o que eu procuro na vida e o que eu valorizo neste momento, sinto-me melhor e sei que estou mais próxima de alcancar os meus objectivos estando aqui na Holanda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Não voltei costas a Portugal, nem Portugal me voltou as costas a mim. Simplesmente precisava de algo diferente. Nunca procurei emprego em Portugal, por isso não posso falar de experiência própria acerca do desemprego e dificuldades que lá se vivem. Mas não é possivel negar que, em comparação com o resto da Europa, a situação é mais dificil para quem decide ficar. A minha familia, como bons portugueses que são na sua veia para o dramatismo e fado, dizem-me “Ai filha, não voltes que não vale a pena...”. De facto não penso voltar. Ainda não estou preparada para voltar, nem sei se alguma vez estarei. Mas também não penso ficar por aqui. Quando a minha jornada acabar, faço malas e parto à descoberta de outras realidades.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2712364476845845466?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2712364476845845466/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2712364476845845466&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2712364476845845466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2712364476845845466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/05/ana-f.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-9154064568258118223</id><published>2008-05-10T15:12:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T15:50:49.936-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Ana Casimiro, Licenciada em Ciências Farmacêuticas, Irlanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Terminei o meu curso em 1994 em Coimbra e voltei para o Alentejo, donde sou originária. Estive a trabalhar como Directora Técnica duma Farmácia durante 10 anos em Campo Maior. Nunca me senti reconhecida pelo meu trabalho. Pelo contrário, senti sempre uma espécie de repulsa. Eles quase preferiam que não fosse sequer á farmácia. A minha presença parecia perturba-los e eu, pouco a pouco, fui-me afastando. Considero que nesses 10 anos regredi na minha profissão, em vez de progredir. Não tinha poder de decisão sobre coisa nenhuma, e andei 10 anos a pedir a informatização da farmácia, o que nunca aconteceu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O meu marido trabalhava na TMN, e estava francamente farto do trabalho. As oportunidades de trabalho no Alentejo sao muito poucas e ele sentia-se preso, sem qualquer hipótese de sair dum emprego que alem de não o satisfazer profissionalmente, economicamente também era mau. Em Agosto de 2005 todos os empregados da empresa tiveram aumento menos 3, entre eles o meu marido. Foi a gota de água e ele começou a procurar na internet trabalho em Espanha, pois vivíamos mesmo na fronteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; No meio desta pesquisas ele abriu as propostas internacionais e começam a surgir empregos para farmacêuticos todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Como a minha situação também não era a melhor, disse-lhe para por o meu CV. Nessa mesma semana começaram os telefonemas de empresas espanholas que se encarregam de procurar farmacêuticos para trabalhar no reino Unido e na Irlanda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um deles perguntou-me se estaria interessada na Irlanda, que havia bastante falta de farmacêuticos e que pagavam mais 20000 por ano que no Reino Unido. Respondi que não me importava. No fim de Setembro de 2005 fui a uma entrevista a Barcelona com o dono de 3 farmácias numa pequena cidade no oeste da Irlanda e passado uma semana recebo um telefonema a pedir-me que viesse a Castlebar para ver a cidade, e para decidir se queria mesmo vir. Ele estava um pouco preocupado com o facto de eu "arrastar" comigo o meu marido e 2 filhos,de 4 e 2 anos nessa altura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Vim no dia 5 de Outubro, achei a cidade pequena e colorida e as pessoas simpáticas, acolhedoras e muito amigáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Despedi-me do meu emprego e no dia 8 de Dezembro estava a trabalhar em Castlebar. Depois de 2 semanas de formação, passei ao cargo de Directora Técnica de 1 das 3 farmácias do grupo. Posso garantir que evolui mais em 2 meses aqui que em 10 anos em Portugal. O meu chefe está satisfeito com o trabalho que faco, sou reconhecida pelo meu trabalho, e estão sempre preocupados com o meu bem-estar e o da minha família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os meus filhos, que não falavam uma palavra de inglês, estão na escola, são fluentes, tem amigos. O meu marido trabalha em part-time e ganha o dobro do que ganhava em Portugal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Considero que a mudança para a Irlanda só pecou por tardia! É claro que nem tudo é fácil, fazem-nos falta muitas coisas de Portugal como o sol, o céu azul, a comida. Mas no geral foi uma escolha acertada. Estou feliz aqui, profissionalmente dei um salto enorme e não tenho planos de voltar para Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-9154064568258118223?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/9154064568258118223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=9154064568258118223&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9154064568258118223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9154064568258118223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/05/ana-casimiro-licenciada-em-cincias.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1060641223682412185</id><published>2008-04-28T16:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-28T16:31:13.091-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id="1eue" class="ArwC7c ckChnd"&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;João Fiuza, Eng. Informático, Nice, Franca&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Após tirar o curso e uma pequena experiência de trabalho, comecei a trabalhar como consultor, num projecto para uma agência de noticias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tive la 2 anos, estava a ser mal pago, mas como o projecto e as pessoas eram bastante interessantes decidi permanecer ali ate acabar o projecto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fui de ferias de natal e quando volto. BAM! O projecto foi cancelado!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-"Voltem por favor ao vossa empresa mãe" disse um dos directores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora farto disto pensei: "Ano Novo, vida nova!.Vou experimentar uma experiência no estrangeiro. Nao tenho casa para pagar, ninguém depende de mim… a faze-lo, esta é a altura ideal.".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sempre me senti esta vontade de entrar em contacto com outras culturas. De saber se o "lá for é que é" se mesmo verdade ou não. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pus o meu CV num site internacional e esperei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 meses depois estava em Nice a trabalhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nunca na vida tinha pensado ir para Nice (quando me telefonaram nem sabia aonde era). Mas o desafio e o convite de uma empresa internacional seduziu-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E o que vos posso dizer é que todos os preconceito que eu tinha de uma experiência no pais do queijo foram drasticamente alterados:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1- A nível de organização não devemos nada aos Franceses. Mas ao mesmo tempo creio que nos dão mais responsabilidades aqui em Franca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2- Passado um ano o projecto onde estava foi anulado (o mesmo que tinha acontecido em portugal).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3- Tem mais orgulho em eles mesmos que os portugueses...mas ao mesmo tempo contratam pessoas de todo o lado. Em portugal nunca vi uma empresa contratar pessoas que não soubessem português.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;4- Trabalham menos horas que nos e tem mes e meio de Ferias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;5-Queixam-se do mesmo que nós: "Lá na Escandinávia é que é"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fora do trabalho eis o que verifiquei:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1- O Franceses tomam duche todos os dias&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2- Chove menos em Nice que em Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3- Começo a falar como um emigrante. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tudo isto para dizer que nem tudo é mau em Portugal como também nem mau no estrangeiro. É apenas diferente...a cada um de depois se adaptar a essas diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1060641223682412185?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1060641223682412185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1060641223682412185&amp;isPopup=true' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1060641223682412185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1060641223682412185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/04/joo-fiuza-eng.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2221554892145302407</id><published>2008-04-27T17:18:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T17:20:59.082-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ana Borges, Ex-toxicodependente, Eng.ª. Química, Itália, Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A minha história tem um percurso um pouco atribulado mas não é, afinal, muito diferente de muitas que li neste blog.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Comecei uma licenciatura em gestão de empresas quando tinha 18 anos. Acabadinha de sair do 12º ano, no princípio dos anos &lt;st1:metricconverter productid="90 a" st="on"&gt;90  a&lt;/st1:metricconverter&gt; minha família dizia-me que o importante era o dinheiro e a gestão de empresas estava muito na moda na altura. Eu era apenas uma adolescente e fui. Apesar de sempre ter gostado de ciências todos me diziam que era uma licenciatura para o desemprego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Num curso que detestava, numa crise de identidade e de futuro negro, conheci umas pessoas “menos recomendáveis” e depressa caí no mundo da droga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os supostos melhores anos da minha juventude (dos 23 aos 28) desperdicei-os casada com a heroína e a minha vida estava descambada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois de muitas atribulações, parti para a Sardenha, Itália com o intuito de curar a minha toxicodependência. Ao fim de 4 anos na Sardenha (que tem praias espectaculares) mas onde a mentalidade das pessoas é tão fechada e tão pouco tolerante a estrangeiros, vivia num mundo rural numa relação amorosa já condenada há muito tempo atrás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Curada definitivamente da minha dependência, resolvi virar o rumo à minha vida e voltar a Portugal que pensava, dada a experiência que tive em Itália, ser a terra das oportunidades. Voltei a casa da mãe (que foi muito duro, estava já habituada à minha independência) e arranjei trabalho num armazém de tratamento de documentos da vodafone. Resolvida a refazer a minha vida e ser “normal” decidi voltar a estudar e tirar o curso superior (desta vez mais a meu gosto) de engenharia química. Tirei o curso como trabalhador-estudante, sem nunca chumbar a nenhuma cadeira e com as melhores notas das turmas todas, inclusive as diurnas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Acabado o curso, com mais de 30 anos, a procura de emprego foi uma frustração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os poucos anúncios que existiam para a área exigiam menos de 30 anos ou se tivesse mais deveria possuir uma experiência profissional de 5 anos. Passei um ano, continuando a trabalhar no armazém, a mandar currículos para todo o país, e nada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Inscrevi-me no programa do Inov-Jovem, onde se faz um estágio de 9 meses remunerado numa empresa que se adeqúe às nossas qualificações como recém-licenciados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Saí de Lisboa e rumei, cheia de esperança no futuro, para Santa Maria da Feira. Gastei todo o dinheiro que recebi da minha saída do armazém para me instalar no norte. Tive 3 meses de formação lá (dos melhores que já passei até agora), ao fim deste tempo o programa incluía então o nosso tão esperado estágio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fui colocada numa empresa em Alcobaça, tive mais uma vez de me mudar e gastar as poucas economias que me sobravam. Nesta empresa, o pouco estágio que fiz, foi desastroso!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A empresa estava à beira da falência, salários em atraso aos trabalhadores, dívidas à segurança social e às finanças e a quase todos os fornecedores. O meu futuro ali era nulo e, além do mais, a actividade da empresa nada tinha a ver com a minha formação. Empresas familiares que vivem à custa de estagiários pagos pelo estado, sem mais nada para oferecer. Não aumentei em nada a minha experiência, não me deram espaço para ter iniciativa e tratavam-me como uma pessoa “fora da família”. Os patrões orgulhavam-se de dizer que eles é que eram “as cabeças pensantes” da empresa (por isso estavam na falência…). Queixei-me ao meu supervisor de estágio da situação ao que ele me respondeu “pois é… mas tem de se adaptar”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nunca fui pessoa de me adaptar a situações ridículas como esta mas no entanto encontrava-me agora com 34 anos de idade e as minhas perspectivas eram zero!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A procura no “expressoemprego” não era uma opção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tinha os meus sonhos destroçados e não me sobrava alternativa. Dentro de 6 meses estaria no desemprego pois aquela empresa não me iria oferecer nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Resolvi antecipar-me e saí do estágio a meio. Por ter saído a meio o estado ainda me exigiu que lhes pagasse 4000 euros por não ter completado o tempo. Com advogados metidos pelo meio consegui escapar a pagar o dinheiro mas não me escapei à humilhação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Queria e quero desenvolver actividade profissional em Portugal mas tomei a decisão de ir para fora mais uma vez e investir (mais uma vez também) no meu futuro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com algumas horas de Internet encontrei a possibilidade de fazer um doutoramento em Inglaterra remunerado (1000 libras por mês). Nem hesitei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Deixei a casa em Alcobaça, o meu namorado ficou em Lisboa e parti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vivo num campus universitário. As condições de investigação aqui, apesar de não serem as ideais, pelo menos existem e continuo a ser uma sonhadora e achar que um dia, com um doutoramento na mão, posso arranjar um emprego normal em Portugal, que reflicta as minhas capacidades e potencialidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não posso dizer se estou arrependida ou não de ter saído de Portugal. Não foi uma opção que tomei, foi apenas a única saída.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Detesto o clima inglês e não me identifico com a mentalidade “fria” inglesa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas ao menos aqui talvez consiga fazer com que alguém me dê uma palmadinha no ombro, me diga “Good Job” e reconheça o meu trabalho e esforço para me manter à tona de água.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2221554892145302407?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2221554892145302407/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2221554892145302407&amp;isPopup=true' title='16 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2221554892145302407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2221554892145302407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/04/ana-borges-ex-toxicodependente-eng.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8602547239385149127</id><published>2008-04-06T18:43:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T18:45:17.889-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Joana Pedroso, Conservadora-Restauradora de Papel. Haarlem, Holanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Então aqui fica mais uma história de uma imigrante da nova geração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Acabada de fazer o curso sentia-me super insegura em relação ao que ao fim de cinco anos aprendi. A educação em conservação e restauro em Portugal é bastante mais generalista que no resto da Europa e para quem, como eu, deseja a especialização na área de papel, a educação em Portugal roça o ridículo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fiz o estágio de final de curso num museu na Holanda (Haarlem), confirmei o que já suspeitava em relação ao meu curso e apercebi-me das diferenças abismais a nível de profissionalismo e produtividade quando comparando os dois países. Dando um exemplo bem explícito: os conservadores restauradores de papel da área de Amesterdão e Haarlem reúnem-se de 4 em 4 meses para partilhar experiências, dar a conhecer novos materiais e técnicas que descobriram, e também para contar os "erros" e os "desastres" que aconteceram. Em Portugal reina o segredo, é ainda uma profissão de mezinhas e receitas secretas (claro que há excepções! e espero que os meus colegas que ficaram possam pouco a pouco mudar este panorama).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Decidi então tentar ficar, o meu plano era melhorar enquanto profissional para ter mais hipóteses de me empregar em Portugal quando voltasse. Ainda durante o estágio enviei currículos a pedir estágios profissionais (não remunerados) em regime de &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: trebuchet ms;"&gt;part time &lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;com o plano de depois arranjar outro emprego para suportar os custos. Assim o fiz e arranjei um emprego e o estágio no mesmo atelier, ou seja, trabalho cinco dias por semana e apenas recebo três. Para o único holandês que conheço fora do trabalho a minha situação é ridícula, pois não percebe como me posso submeter a estas condições, trabalhar de graça dois dias por semana. Sim, talvez esteja a ser explorada mas na verdade o que estou a aprender e todas as experiências que até agora o atelier me proporcionou (trabalhamos com os museus mais conceituados da Holanda e não é raro passar um dia a tratar de um Rembrandt ou de um van Gogh) justificam este sacrifício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mesmo apenas recebendo 3 dias por semana, recebo mais de qualquer um dos meus colegas que recebem os 5 dias por semana em Portugal. Partilho um apartamento com duas outras expatriadas (uma búlgara e uma alemã), não preciso de contar os tostões quando vou ao supermercado, saio quase todos os fins-de-semana, dou-me a alguns (poucos) luxos, mas não poupo nada no fim do mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Após quase um ano e meio fora já não penso em voltar tão cedo. Tenho saudades do meu país, tenho saudades da minha língua, da família e amigos e claro, do clima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No futuro pretendo sair da Holanda, o clima e a minha vida social pouco estimulante são as causas. Ainda não sei para onde e quando, mas Portugal não aparece nas opções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É preciso alguma coragem para mudar de país sem conhecer ninguém e sem conhecer a língua (apesar de todos falarem inglês aqui, falar holandês é um passo muito importante para a integração). Ficar por outro lado é mais fácil, a rotina rapidamente tomou conta de mim e saber o que me espera em Portugal torna o retorno pouco aliciante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não posso aconselhar ficar ou sair de Portugal porque depende de cada um, do que desejam e do que precisam para se sentirem felizes. No fundo é isso que todos procuramos, a felicidade, em Portugal ou no resto do Mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8602547239385149127?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8602547239385149127/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8602547239385149127&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8602547239385149127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8602547239385149127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/04/joana-pedroso-conservadora-restauradora.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3727358181380438430</id><published>2008-03-30T16:38:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T16:39:49.188-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Alex Tomás, Licenciado em Informática de Gestao (UM).Madrid, Espanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Porque saí do pais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Porque quando terminei o meu curso (com estágio incluido), houve uma multinacional que colocou no mercado portugues a oportunidade para trabalhar na Alemanha em SAP durante 2 anos, com salários de 70 contos além de pagar hotel e viagens a Portugal todos os meses. Nós (sim, eramos 10) talvez pela vontade de trabalhar, arriscamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; No meu caso (apesar de a minha mae ser contra), apenas o justificava da seguinte forma: "Eu vou para lá e vejo como é aquilo. Se nao correr bem, tenho cartao de credito e compro um bilhete de aviao e venho embora".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Leiam apenas esta: encontrei os outros 9 no Aeroporto Sá Carneiro e uma das colegas perguntou-me: "entao estavas desempregado?". Ao que eu respondi: "nao, nao consegui foi arranjar trabalho".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A única coisa que me atrofiava a cabeca era o facto do pais destino ser Alemanha. O meu ingles era muito, muito fraco e nao sabia nem uma palavra de alemao.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A vontade de comecar a trabalhar alem de querer aprender ingles, sobrepôs-se ao receio de emigrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A partir desse dia nunca mais parei. Houve colegas que regressaram antes dos 2 anos, houve outros que desistiram e os restantes sairam quase todos da empresa ao fim do contracto. As nossas condicoes económicas melhoraram passado 6 meses, passando dos tais 70 contos para um salário variável que podia atingir valores muito aceitáveis, além de termos "living-allowances" (julgo que o medo da empresa em perder-nos (depois do investimento inicial) levou-os a abrir os cordoes a bolsa. O facto de sermos 10 tb ajudava porque eramos como um mini-lobby).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Nesses 2 anos de contracto, trabalhei 1 ano em Estugarda e 1 ano em Eindhoven (Holanda) com uma pequena passagem pelo Pais de Gales.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois disso trabalhei em Portugal durante 1 ano a recibos verdes (Lisboa e Figueira da Foz). Foi uma óptima experiencia e trabalhei com pessoas muito uteis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; No entanto deu já para perceber que a mentalidade portuguesa em questoes de trabalho é muito mesquinha. Enquanto existir isso de "Sr. Eng°" ou "Sr. Dr." em vez de chamar as pessoas pelo nome ou por tu, sendo elas o dono da empresa ou o teu chefe directo, nao acredito que Portugal avance muito. Outra coisa é o facto de o pessoal sem ter contacto directo com clientes ou publico, ter de vestir fato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Mas a conclusao é óbvia (como eu costumo dizer sobre os Portugueses): "pequeninhos mas orgulhosos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois mudei-me para Espanha - Málaga (espectacular) onde tinha trabalho e boa vida (ainda é a minha cidade favorita para viver fora de Portugal).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois voltei a mudar-me desta vez para Barcelona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; A seguir fui novamente para a Alemanha - Munique (deve ser a cidade menos alema da Alemanha). Uma cidade cuja qualidade de vida deve ser das melhores do mundo. Só o tempo nao acompanha mas de resto é espectacular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Estive por ali pouco mais de 1 ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois voltei a Espanha - Málaga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois fui mais uma vez para Portugal onde estive em Lisboa mais 9 meses. Gostei bastante ja que a empresa é uma multinacional onde essas etiquetas portuguesas nao sao muito seguidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Mais uma vez dei de frosques, desta vez rumo a Belgica - Bruxelas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois mudei-me para Italia - Milao (Italia como pais é fantástico - Milao é uma cidade a evitar para aqueles que desejam fazer turismo - cidade escura e feia. Apenas tem a Duomo, o La Scala (comprem bilhetes com muita antecedência porque apesar de custarem mais de 100 Eur estao quase sempre esgotados) e pouco mais tem que ver).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Depois de Milao, fui mais uma vez para a Holanda - Haia (capital mundial da paz e da justica). Foi por pouco tempo mas Holanda é dos paises que mais gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Actualmente estou em Espanha - Madrid e já estou aqui há mais de ano e meio. Gosto bastante de estar aqui mas está próxima a data de validade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Falo fluentemente Inglês, Espanhol, Italiano e Frances. Alemao entendo muitas coisas mas falar ainda nao me foi possivel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Como todos, gostaria agora de voltar a Portugal e ficar por lá... mas cada vez que lá vou nao vejo nada para mim. A mentalidade continua a mesma, os anos passam e as pessoas cada vez sao menos (pelo menos nas cidades onde vou). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Sinceramente estou num momento de indecisao na minha vida: nao sei se quero continuar com esta vida de nomada e se quero continuar a trabalhar naquilo para que estudei. Comeco a estar um pouco farto e dai pensar que poderia dar o meu contributo ao pais... mas a pergunta mantem-se: "alguem me pediu ajuda?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Quem quiser pode escrever-me para o email: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:alex_tomas_bi@hotmail.com" target="_blank"&gt;alex_tomas_bi@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3727358181380438430?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3727358181380438430/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3727358181380438430&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3727358181380438430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3727358181380438430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/03/alex-toms-licenciado-em-informtica-de.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3237982097683332311</id><published>2008-03-28T16:26:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T16:28:28.388-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Rita Burnay, Arquitecta. Madrid&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitas pessoas têm escrito os motivos para sair de Portugal nem sempre são os mais dignificantes, muitas vezes, somos atirados para uma situação em que a única saída é sair... Sair de Portugal, abandonar as pessoas e os lugares de que gostamos, com um sorriso na cara e a fingir que o que nos move são a vontade de experimentar culturas e lugares novos.&lt;br /&gt;É preciso ter coragem para embarcar nesta aventura e se deixamos o nosso país um pouco tristes e contrariados acabamos, muitas vezes, por voltar contentes e transformados.&lt;br /&gt;Os portugueses têm no sangue a sua raça de descobridores e por isso temos esta tendência de ir procurar o que queremos.&lt;br /&gt;Eu encontrei tudo o que queria em Madrid. Sou arquitecta e como tantos outros arquitectos descobri que não havia trabalho para mim em Portugal. O meu namorado, na altura, também arquitecto já se tinha feito à estrada e isso deu-me a coragem que precisava para reagir. Casámos e começámos uma nova vida em Madrid onde estamos os dois cheios de trabalho e onde temos uma qualidade de vida invejável.&lt;br /&gt;A melhor sensação é descobrir que podemos fazer da nossa vida aquilo que queremos.&lt;br /&gt;Não temos que viver num sítio porque foi aí que nascemos, a nossa nacionalidade ninguém nos tira e por isso podemos levá-la para onde queremos. Eu sou Portuguesa mas o meu lugar é onde eu quiser estar.&lt;br /&gt;Agora estou muito mais rica tenho duas cidades, aquela onde nasci e aquela que escolhi!&lt;br /&gt;Não sei quando vou voltar mas certamente um dia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3237982097683332311?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3237982097683332311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3237982097683332311&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3237982097683332311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3237982097683332311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/03/rita-burnay-arquitecta.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5143383812875617038</id><published>2008-03-06T17:13:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T17:25:49.590-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;João Oliveira, Gestor. Da Holanda para Portugal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;A minha história é inversa de muitas que li aqui. Acho que é importante para quem parte de Portugal, para economias e sociedades mais saudáveis, deixar para trás os vícios de negativismo  e falta de auto estima que adoecem este cantinho. Acredito que devemos partir à procura das oportunidades seja em Portugal, em Londres ou na Dinamarca:  há  um Mundo inteiro onde encontrar a melhor solução para cada um de nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;Isso não excluí a Lusitânia.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;Eu agora vivo e trabalho em Portugal, mas honestamente, apenas por acaso. Safei-me por aqui, como já me tinha safado antes lá por fora, provavelmente porque regressei com tudo o que por lá aprendi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;Hoje sou gestor numa grande empresa e vivo melhor do que quando vivia na Holanda. Já conheci competentes e patetas e lambebotas de todas as nacionalidades, e cá não há nem mais nem menos do que na Holanda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;Em minha Opinião, o que é preciso é pensar Global sempre que equacionamos um novo passo na Vida. Este Blog está cheio de exemplos de quem o fez com sucesso. Isso não  deve implicar ressentimentos por Portugal não ser mais fácil: Também há quem se organizou por cá sem nunca ter emigrado e é um bocadinho limitado acreditar que o sucesso dos outros  se deve sempre a cunhas e cunhados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;Conheço quem tenha regressado com histórias bem mais tristes e menos sucedidas que as que aqui são contadas. Injustiças e atraso mental também acontecem noutras realidades. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;As histórias neste blog revelam gente com muita fibra, provavelmente mais fibra que muitos patetas que vejo por Lisboa  e outros que vocês conhecem por aí. Ao ler estas histórias percebo o valor de quem as escreve, mas encaro-os como  pessoas que procuraram as oportunidades e não propriamente como refugiados empurrados para fora daqui. São heróis por mérito próprio, e não vítimas de um país atroz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="pt"  style="font-size:100%;"&gt;Não será um vestígio de salazarismo ter que  justificar a ambição de sermos mais, o nosso direito de nos realizarmos, de querermos crescer apontando o dedo ao  país ?  Nenhum país pode oferecer todas as oportunidades a todos. É normal que as pessoas procurem empregos noutros países. Vai ser cada vez mais comum. Já ninguém mora no mesmo sítio a vida toda. So What ? Há fado na Internet todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5143383812875617038?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5143383812875617038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5143383812875617038&amp;isPopup=true' title='22 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5143383812875617038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5143383812875617038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/03/joo-oliveira-gestor.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2991290066220341478</id><published>2008-03-05T17:50:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T17:52:52.109-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A ler, a reportagem da &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;" href="http://clix.visao.pt/Actualidade/Portugal/Pages/geracaoemsaldo.aspx#"&gt;Visão&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;br /&gt;Obrigada à Leonor ;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2991290066220341478?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2991290066220341478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2991290066220341478&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2991290066220341478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2991290066220341478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/03/ler-reportagem-da-viso.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-172108194134863305</id><published>2008-03-02T09:48:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T09:50:23.719-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Rubina Vieira, Mestre em Gestão de Turismo, Londres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Antes de mais, gostaria de agradecer à mentora deste blogue, porque é realmente uma ideia muito boa, para além de reconfortante, ler as histórias dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Confesso que tinha algumas reticências em partilhar a minha história, mas porque me senti representada, e compreendida, no meio de todos estes depoimentos, aqui fica um relato simples do meu “salto”, para tentarmos perceber porque razão os jovens portugueses abandonam o país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Acabei uma licenciatura no ISCSP, em Relações Internacionais, e trabalhei na área do jornalismo durante três anos (2000-2003). Foi uma experiência fantástica, numa redacção jovem, onde tive a oportunidade de conhecer imensa gente e desenvolver-me como pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Contudo, e porque estava confinada, na altura, às politiquices da pérola do atlântico, sou madeirense, cedo me apercebi que nessa área pouco mais me restava do que relatar, 300 vezes, as queixinhas da oposição, a pujança dos líderes e uma ou outra reportagem interessante, é verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Desde que me conheço, vivo sonhando com a próxima viagem, conhecer pessoas do mundo inteiro, aprender isto e aquilo e um mestrado no estrangeiro era um sonho de adolescente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Calhou que o discurso da tanga veio no momento em que reflectia sobre o meu futuro profissional. Com o que ganhava, teria que me aguentar na casita dos papás, sem grandes desafogos, e sem perspectivas que as coisas fossem melhorar a médio prazo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Farta do país pessimista, foi duro constatar que, nessa altura, Portugal começava a afundar. Tinha dezenas de amigos, licenciados, em condições precárias ou a ficar desempregados. A minha geração, apelidada de rasca por um energúmeno, estava mais à rasca do que nunca. Foi duro ver tanta gente talentosa sem rumo. Pensei, … “Portugal não presta”! Infelizmente, ou felizmente, quatro anos passados não mudei muito de opinião. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não fui forçada a sair do país, nem estava numa situação financeira aflitiva. Foi algo que sempre quis, só não sabia bem para onde queria ir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ainda equacionei fazer mestrado na Argentina ou em São Paulo. Mas após umas férias em Londres apaixonei-me pela cidade, e para aqui me mudei, sem emprego e sem conhecer ninguém, em 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tinha e tenho bons contactos em Portugal. Mas sempre acreditei que se deve subir por mérito, em vez de entrar pela porta do cavalo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nessa altura, não sabia se havia de optar por um mestrado na área do jornalismo, ou em turismo, uma paixão recente. Estive quase um ano a trabalhar e a pensar sobre qual a opção a tomar, e acabei por fazer mestrado em gestão de Turismo, na Universidade de Westminster. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mantenho um vínculo com um órgão de comunicação social e estou a dar aulas, a futuros licenciados em turismo, numa universidade no centro de Londres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não foi um percurso fácil, não é fácil vingar num país estrangeiro. Só quatro anos passados, estou a colher os frutos de muita dedicação, e trabalho, de algumas lágrimas e espinhos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas foi num país estrangeiro que me senti, e sinto, valorizada, que gosto do que faço e sigo os meus sonhos. Portugal asfixia quem tem ambição, e valor, sobretudo os que não se associam a qualquer partido ou facção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Olho com tristeza para o meu país, para a falta de rumo e atentados à democracia e liberdade de expressão, e sinto-me afortunada por, nesta fase, trazer de Portugal só o que é bom: o tempo, o carinho e mimo da família e dos amigos, a comidinha e o descanso que usufruo quando lá vou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não sei se por aqui vou ficar, nem se regressarei a Portugal. Não gosto de fazer planos a longo prazo. Logo vejo para que lado acordo amanhã. O que interessa é termos coragem de seguir os nossos sonhos, mesmo que o percurso seja difícil, e sermos fiéis a nós próprios. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tenho conhecido pessoas interessantíssimas, viajado por países diferentes, aprendo todos os dias e quero continuar a fazê-lo sem prazos e longos planos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;www.penseiquesabia.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-172108194134863305?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/172108194134863305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=172108194134863305&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/172108194134863305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/172108194134863305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/03/rubina-vieira-mestre-em-gesto-de.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8874951619101404127</id><published>2008-02-16T13:44:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T13:50:07.899-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Branca, Arquitecta. Londres, Reuno Unido&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Como muitos dos sites que visito, descobri este por acaso, num link de algum blog por onde passei os olhos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Gosto de viajar, gosto esse que foi transmitido pelos meus pais, junto com a ideia de que se aprende muito a viajar. Concordo a 100%. Entre ferias em cursos de línguas, acampamentos e viagens de família fui conhecendo outros sítios, outras línguas e outras culturas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Em Julho de 2002 fui para a Noruega em &lt;i&gt;Erasmus&lt;/i&gt; por 11 meses, dos quais 6 semanas foram passadas na China. Ai surgiu a ideia de ir para a India fazer a prova final, a Goa para ser mais especifica - afinal parte da família e' de la' e a India sempre me atraiu. Seis meses depois de chegar da Escandinávia partia por três meses para o "terceiro mundo".&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;As coisas não correram como eu as planeara (o que me acontece frequentemente) e a razão perdeu: voltei a Goa por cinco meses durante o estagio (sem obrigação de remuneração) exigido pela OA. Regressei a Portugal e fiz os restantes sete meses num atelier em Coimbra. Morava com os meus pais mas vivia novamente entre dois fuso-horários, entre duas línguas, entre dois países a 8000km de distancia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;O fim do estagio coincidiu, entre muitas coisas, com a rescisão de emprego de quem me fez voltar a Goa. Era a única maneira de nos voltarmos a ver. Ele veio por 3 meses a Portugal e eu ia aproveitando o desemprego para estar com ele mas ia mandando currículos para onde visse anúncios.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Dois meses depois veio a noticia de que ele tinha sido aceite para mestrado em Londres. Eu ainda estava desempregada. Os ateliers aceitavam essencialmente recém licenciados, que tinham de fazer o estagio (o tal para o qual não era obrigatória remuneração) e os sítios para onde mandava candidaturas de resposta a anúncios nem se dignavam a dizer que as vagas tinham sido ocupadas. Falei com uma arquitecta que estava em Londres, numa de sondar a situação e pareceu-me haver mais oferta que procura. Arrisquei.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Dia 22 de Junho de 2006 comecei a mandar emails, maioritariamente de autoproposta, para ateliers em Londres. Imprimi 20 portfolios, fiz a mala e uma semana depois estava em Londres, com uma meta imposta por mim de um mês para arranjar emprego ou voltar para Portugal. Uns dias depois, para alem de varios e-mails de rejeição mas com votos de boa sorte na procura, tinha duas entrevistas. 4 de Julho de 2006 fui 'as duas entrevistas, por coincidência marcadas para o mesmo dia, em lados opostos da cidade. A primeira não correu bem, não era o que eles procuravam. A segunda começou pior. Um escocês! Tive de lhe pedir para repetir as frases uma data de vezes, mas quando sai de la' uma hora depois fiquei com a sensação de que ele tinha gostado. Dois dias depois recebi um telefonema a perguntar quando podia começar. 10 de Julho de 2006 foi o meu primeiro dia de trabalho em Londres. A semana que se seguiu foi o caos: abrir conta bancaria, alugar casa, tratar do NIN (tipo segurança social), conhecer as estações de metro e alternativas para não chegar tarde ao emprego nem ao jantar na residência e adaptar-me ao &lt;i&gt;modus vivendi&lt;/i&gt;. Mas claro, valeu a pena.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Passados 20 meses continuo na mesma empresa, apesar de muita gente aqui mudar frequentemente de emprego. Estou com contrato permanente, trabalho cinco dias por semana das 9h00 'as 17h30 com uma hora para almoço. Se tiver de ficar mais tempo recebo horas extraordinárias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;No Natal e no Verão temos uma actividade de escritório: uma viagem de fim de semana ou um pique-nique no parque mais próximo, a ideia e' que a malta conviva e se divirta. O escritório promove regularmente acções de formação em diversas áreas ligadas 'a arquitectura para o pessoal se manter actualizado. Há imensas pessoas de montes de sítios (nos somos 15 com 13 nacionalidades diferentes), o que nos leva a conhecer um pouco de cada cultura e concluir que não somos os único "expat". E isto não e' so' onde eu trabalho, há' muitos escritórios assim ('a parte das horas extraordinárias talvez). Para ajudar, 'a media de uma pessoa (conhecida) por mes chega gente nova 'a procura de emprego. Ou sao de Coimbra, ou estudaram em Coimbra, ou amigos de amigos. Estou farta de conhecer portugueses!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Portugal?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Já me disseram varias vezes que o meu conceito de distancia e' diferente. Talvez. Não acho que esteja assim tão longe de casa: são seis horas de porta a porta se os pilotos não se atrasarem. E há telefones, e-mails, blogues, cartas e postais. Quando vou a casa levo a mala vazia e trago-a carregada com azeite, chouriços, bacalhau, queijo do Rabaçal, licor beirão, vinho tinto, vinho do Porto, bolo de mel, Bohemias e outras iguarias dependendo da época. Acabo por falar mais com os amigos quando estou fora, nem que seja pela curiosidade: minha de saber as novidades da terra, e deles por conhecerem os sítios por onde ando.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Quando volto a casa apercebo-me que as coisas não mudaram. Bem ou mal, continua tudo na mesma.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Vou ficando por aqui. Certamente voltarei a Portugal sem ser de ferias, mas nem vale a pena fazer planos para isso, porque nada me acontece como planeado. Londres não e' de todo o paraíso e tem um clima horroroso mas, tirando isso, agrada-me. Como provavelmente me agradaria qualquer outro sitio que escolhesse para viver, porque se não me agradasse acho que não ficava la! Tendo a ser uma pessoa positiva e aproveito o melhor do que tenho em vez de idealizar o impossível. Londres tem tanto para ver, fazer e viver que e' quase impossível uma pessoa se fartar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Qualidade de vida?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Se estivesse em Portugal, ou vivia com os meus pais e manteria a qualidade de vida que sempre tive ou teria de apertar bastante o cinto para me adaptar ao modelo "600 euros/mes". Aqui tenho uma qualidade de vida que não e' como a que teria em casa dos meus pais mas e' bem melhor que a dos 600 euros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Aqui não tenho carro mas o sistema de transportes públicos e' bastante bom e os autocarros funcionam 24 horas por dia (apesar evitar os "nightbuses"). Moro numa casa com mais duas pessoas mas em Portugal teria provavelmente de fazer o mesmo, certamente sem piscina, sauna, jacuzi e ginásio. Vou menos vezes comer fora mas vou mais ao cinema e a concertos. E no fim do mês ainda passo uma parte do salário para a conta poupança.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.spaces.msn.com/brancapegado" target="_blank"&gt;www.spaces.msn.com/brancapegado&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8874951619101404127?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8874951619101404127/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8874951619101404127&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8874951619101404127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8874951619101404127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/02/branca-arquitecta.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4333604072247711288</id><published>2008-02-13T18:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-13T18:48:27.516-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pedro Martinho, Licenciado em Arquitectura. Madrid, Espanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Posso hoje dizer com algum orgulho e com alguma pena, ao mesmo tempo, que já vivi em 3 cidades, trabalhei em 5 ateliers e estou agora, mais que nunca, com a sensação de que todas as experiências (tanto em Portugal como fora) valeram a pena para chegar onde hoje estou.&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Saí do País com 23 anos para realizar um estágio obrigatório pela Universidade. Fui tentar a minha sorte para Barcelona onde residi durante um ano, trabalhando num atelier de cerca de 40 pessoas. A experiência foi extraordinária mas tinha data de validade, pois era obrigado a voltar à Universidade para terminar os estudos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim que acabei, deixei-me ficar num atelier onde já trabalhava em Lisboa e por aí fiquei quase dois anos, altura em que decidi arriscar uma vez mais, sabendo o que me esperava em Portugal na minha profissão. Queria casar-me, ter casa própria e a ganhar 250 (!) euros por mês, pago a recibos verdes era uma ilusão pensar que alguma vez ganharia o suficiente para ter uma vida própria e independente da ajuda, mais que necessária, dos meus pais. Era dinheiro, tempo para mim e para os meus trabalhos e uma certa distinção no trabalho que eu procurava e que sabia não conseguir no local onde estava: um atelier de renome, com projectos nacionais e internacionais, nomes em revistas e prémios, enfim, um sem número de razoes que não se entendia esta exploração que efectuavam, e que ainda a fazem, a cerca de 10 recém-licenciados que davam 10 horas por dia de trabalho, incluindo algumas noites e fins-de-semana, sem qualquer benefício monetário ou prático...um simples "bom trabalho" parecia não existir, e as pessoas esmorecem...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Saí em Fevereiro de 2007 rumo a Madrid. Fui a entrevistas e fiz contactos. Percorri a cidade em procura de trabalho em ateliers de arquitectura e assim foi: um dia fui chamado e nem viram o portfolio, apenas me disseram o que ia fazer, qual a minha função, quais os objectivos e expectativas que me ofereciam e que eu sonhava e escreveram o salário mensal num papel. Perguntaram-me se estava interessado e eu respondi que sim, claro!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Hoje sou casado, temos dois rendimentos razoáveis, que nos permite uma vida sem olhar todos os dias para a conta, uma casa recheada de coisas nossas e uma vida cheia de portas por abrir e perspectivas por cumprir. Hoje sou mais feliz, apesar de me custar pensar no que deixei para trás...a família, os amigos, a cidade, os costumes. Ao fim e ao cabo resta-nos fazer amigos e hábitos novos e a família está a 50 minutos de avião...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O mais normal será voltar dentro de uns anos, mas será que terá mudado alguma coisa? Será que vale a pena o esforço?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.foxa26.blogspot.com/" target="_blank"&gt;www.foxa26.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4333604072247711288?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4333604072247711288/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4333604072247711288&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4333604072247711288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4333604072247711288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/02/pedro-martinho-licenciado-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-9130077214792650198</id><published>2008-02-03T13:52:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T13:54:33.823-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ELD, Assistant Polymer and Paint Scientist, Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Março de 2005 terminei o curso de Licenciatura em Química no Instituto Superior Técnico com média de 15 valores. Durante o curso fiz investigação com vários professores em diferentes áreas da química. Não só foram boas oportunidades para aprender, como também para fazer currículo e conseguir uma ou outra publicação. O último ano do curso consistia num estágio, este pode ser proposto pelo aluno ou então pode esperar que o IST lhe encontre uma solução. Pelo que vi de anos anteriores, quem esperava, desesperava e raramente tinha estágios interessantes ou que começassem na altura devida. Como tal, pus mãos à obra e decidi que eu trataria de arranjar o estágio com o qual sonhava. Queria ir para uma empresa, no estrangeiro mas não em Espanha, de preferência multinacional e trabalhar com polímeros. Isto por várias razões: a experiência de investigação em Universidade já tinha, em empresa não; além disso a área dos polímeros parecia-me algo que me daria muitas opções para o futuro visto o seu grande leque de aplicações. Contactei um professor que me possibilitou o estágio "perfeito": Solvay, França, síntese de latexes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O meu estágio, em que trabalhei em 3 projectos diferentes, durou cerca de 10 meses. Na sua maioria as pessoas eram muito simpáticas e gostei muito do trabalho. Tive condições fantásticas: recebia salário, a casa era da empresa e até me emprestaram uma bicicleta. Enfim, partir foi difícil mas não havia hipótese de ficar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Regressei a Portugal após o estágio, apresentei o respectivo relatório e fiz o exame da cadeira que faltava. E assim terminei o curso. Assim que cheguei a Portugal iniciei a caça ao emprego, cheguei a ir a uma entrevista ainda antes de terminar a Licenciatura. De facto, foi uma busca intensiva que deu frutos ao fim de dois meses. Dado o panorama geral, não era esquisita e por isso, se a oferta tivesse Química lá escrito, eu enviava. Fui a várias entrevistas e processos de selecção. A primeira a oferecer emprego foi uma empresa de Importação e Exportação, eu aceitei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apesar de acabadinha de sair da licenciatura fui Chefe de Divisão desta empresa durante cerca de 2 anos e meio. Era uma função técnico-comercial, mais comercial do que técnica. Com o passar do tempo as viagens constantes, as horas extra não remuneradas e um chefe incapaz de tecer um elogio mas sempre pronto para "deitar abaixo" cansaram-me.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As saudades da investigação e do verdadeiro contacto com a química foram crescendo e comecei à procura de emprego. Desde sempre que não quis viver à custa de BICs (Bolsa de investigação científica) que não só são de valores baixos como também instáveis: uma vez acabada a bolsa de 1 ano, nada diz que se consiga outra para o ano seguinte. Também estava decidida a não partir para doutoramento pois dada a vastidão da química não tinha a certeza se queria trabalhar 5 anos em algo muito específico e, além disso, com a minha média arriscava-me a não conseguir bolsa. Obviamente a situação do país não tinha melhorado desde que tinha acabado o curso e por isso comecei à procura de emprego no estrangeiro. Aqui era óbvia a diferença pois em Portugal nem apareciam ofertas de emprego para Laboratórios, para investigação; contudo, especialmente para o Reino Unido, estas abundavam. Aqui a procura foi muito mais longa, mas aqui era bastante mais selectiva quanto às ofertas a que respondia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eventualmente acabei por ser chamada para entrevista para uma importante companhia fabricante de tintas no Reino Unido, na zona de Londres, que no dia seguinte informou-me que eu tinha sido aceite. Estou cá a trabalhar desde início de Novembro e estou a adorar. O trabalho é muito interessante, as pessoas são muito simpáticas e tenho a noção que ouvem as minhas opiniões! Já fui elogiada por mais que um dos chefes, não só pelo trabalho que aqui desenvolvi mas também pelo meu currículo (até porque a maioria das pessoas que ali chegam nunca sintetizaram um latex). Sinto que aqui, investem em mim e preocupam-se comigo como indivíduo; são dados cursos de formação e já me foi dito que irei a outro país ter um curso de uma semana acerca do tema em que trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Recentemente a empresa foi comprada e desde Janeiro que passei a pertencer a uma das maiores indústrias químicas a nível mundial. O salário não é muito elevado quando comparado com vê por cá - contudo é consideravelmente superior ao que recebia em Portugal - mas dá perfeitamente para viver, comprar uma coisitas que goste e ir a Londres de vez em quando. Mas mais que o dinheiro, é a felicidade e realização pessoal que este emprego me trouxe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltar a Portugal? Talvez... para gozar a reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://minhavidadava1filme.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://minhavidadava1filme&lt;wbr&gt;.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-9130077214792650198?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/9130077214792650198/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=9130077214792650198&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9130077214792650198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9130077214792650198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/02/eld-assistant-polymer-and-paint.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7623362001422641753</id><published>2008-01-20T08:16:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T08:21:36.615-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ana Quaresma, Irlanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Bacharel em Historia, terminado em 1978.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Jornalista durante perto de 25 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sou propriamente uma jovem mas há também muitas pessoas de “meia idade” com curso superiores em Portugal que se encontram arrumadas em “arcas”, como os trapos velhos que já não se usam, e por isso resolvi contar a minha experiência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Desde muito nova que senti o apelo pelas viagens, pelo contacto com novas e diferentes realidades ou simplesmente o trocar de ideias com cidadãos do mundo. Opostamente e por razões familiares vi-me agarrada a um emprego que não podia de modo nenhum abandonar. Duas crianças para sustentar- uma mãe sozinha que, como tantas, se viu enredada em contas e contas para pagar e sem qualquer apoio oficial. E o meu emprego até me dava prazer – primeiro num jornal e depois numa televisão. Já não gostava era das horas imensas que trabalhava por dia, dos meus colegas que só iam assinar o ponto e ganhavam o dobro de mim, etc, etc O meu esforço e o meu profissionalismo até foram recompensados ( após vários anos de trabalho escravo) e fui promovida a chefe de serviço, lugar que ocupei cerca de 5 anos e que detestei.  Mas ganhava muito dinheiro – pelos padrões portugeses- embora quase metade fossem para impostos.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Entretanto atingi uma idade em que comecei a ser encarada como “dinaussauro” e , após várias crises na empresa onde trabalhava ( de natureza política, claro!), que provocaram uma revolução em toda a estrutura, com o consequente emergir dos cunhas e cunhados e afins decidi aceitar os incentivos para a rescisão amigável – ou seja, o ser corrida do local onde eu tinha vestido a camisola, onde eu tinha empenhado a minha alma. “Meti os papéis”! Poucos dias depois fui telefonicamente informada para ir assinar os papéis e receber o cheque!. Fugi de lá e fui para a praia- onde chovia pois estavamos em Dezembro- passear na rebentação das ondas e chorar. O troar do mar abafavam os meus soluços e a chuva na cara mascaravam as minhas lágrimas! Que parva! Que estava eu à espera?  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Decidi e bem encerrar esse capítulo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Entretanto, o meu marido, bastante mais novo que eu e  profissional de IT, farto também de pertencer à geração dos mil euros e de trabalhar de sol a sol, candidata-se a um emprego na Irlanda. Um mês depois veio a uma entrevista e dois meses depois estavamos instalados em Galway!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O meu inglês falado era francamente mau, pois nunca tinha tido a oportunidade de o praticar. Mas isso nunca me impediu de falar a torto e a direito e após quase dois anos é francamente aceitável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em Setembro do ano passado, após o meu filho mais novo ( que veio para cá com 4 anos) estar  integrado na escola e socialmente – fala inglês perfeitamente e tem montes de amigos e amigas irlandeses e de vários países do mundo, decidi procurar trabalho. Com muita facilidade consegui colocação num infantário. Fui contratada para cozinheira e ao fim de duas semanas estava a trabalhar como professora e responsável por uma sala! Tenho recebido mais elogios e incentivos nestes últimos quase cinco meses que numa vida de trabalho em Portugal!  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vivemos muito confortavelmente em termos materiais mas isso não é o mais importante. Sentimos que pertencemos a uma sociedade que nos recebeu de braços abertos, nos acarinha, incentiva e que não tem preconceitos em relação à idade de trabalho- tenho 50 anos- ou a deficiências fisicas – o meu marido é deficiente motor e aqui nunca foi olhado como um ser diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Claro que a Irlanda também tem defeitos e concerteza que são vários. Mas uma coisa não tem: grosseria, chico-espertos, cunhas e “cunhados”e endeusamento dos que fogem aos impostos.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para mim é suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin-bottom: 0in; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7623362001422641753?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7623362001422641753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7623362001422641753&amp;isPopup=true' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7623362001422641753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7623362001422641753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/ana-quaresma-irlanda-bacharel-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2421094096386653995</id><published>2008-01-20T07:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T07:54:11.163-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id="1ert" class="ArwC7c ckChnd"&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Carla Rodrigues, Licenciada em Línguas e Literaturas modernas, variante de estudos Ingleses e Alemães. Luanda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;A minha experiência é em tudo semelhante à de tantos outros! Ao ler os outros textos, talvez a única diferença seja mesmo a localização geográfica. Estou a trabalhar em Angola. Sim, eu sei, a maioria deve estar a pensar que sou louca por ter trocado o "paraíso à beira-mar plantado" para ir para um país do continente africano, do "terceiro mundo". Mas meus amigos, posso-vos dizer que foi a melhor decisão da minha vida. E porquê? Ao olhar para trás penso numa Licenciatura em Línguas e Literaturas modernas, em 8 anos de ensino (sempre em condições precárias, colocações incertas, horários incompletos, "biscates" aqui e ali para poder pagar as contas ao fim do mês e tentar viver "aceitavelmente", ou melhor, fazer de conta que tinha uma vida "normal"). Penso numa experiência de Erasmus na Alemanha (penso que é aqui que tudo começa,o bichinho começa a crescer), e penso nas inúmeras formações que fiz no estrangeiro (sempre com o recurso a bolsas proporcionadas pela União Europeia). Nunca acreditei que me fosse acomodar, resignar a uma vivência "normal" e aceitar as situações que se vivem no nosso país como "normais". Não me levem a mal, por favor. Adoro o meu país e só descobri isso verdadeiramente quando saí do meu país, nao de férias, não temporariamente, mas para viver noutro país. Mas também sei que o MEU PAÍS não me ofereçe, (não quer?, não pode?) aquilo que é "normal". Um emprego, condições de vida aceitáveis para quem tem uma Licenciatura mas tem ,apenas isso, uma Licenciatura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Depois de muito refectir com o meu marido (que também ele foi contagiado com o bichinho das viagens e do espaço além-fronteiras desde muito cedo) decidimos ir trabalhar para Angola. Aqui tenho UM TRABALHO, que consegui por mérito próprio. Certamente não será uma situação para o resto da vida. mas o que interessa é o momento e a coragem de mudar, de não nos resignarmos e de procurarmos a felicidade, onde quer que ela esteja!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2421094096386653995?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2421094096386653995/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2421094096386653995&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2421094096386653995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2421094096386653995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/carla-rodrigues-licenciada-em-lnguas-e.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5767947992025391194</id><published>2008-01-19T18:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T07:47:27.507-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;João André, Licenciado em Ciências. Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, comigo não foi diferente. Como tantos outros não pude deixar de lutar contra uma vida que insiste em contrariar todas as nossas expectativas, todos os nossos sonhos e anseios, mesmo se os mesmos se resumem a algo tão simples como uma casa à qual podemos chamar nossa, um emprego e algum dinheiro no bolso para gerir com saber e querer. Também eu sou professor, de ciências, e quando conto a quem comigo trabalha existirem por terras de Portugal dezenas de milhar de professores no desemprego, ninguém me acredita. Não quero com isto dizer ser a Inglaterra uma qualquer terra prometida, porque não só não o é como, caso esta aposta não resulte, tenho toda a certeza de amanhã ser mais um dia onde duas pernas e dois braços persistirão em animar o meu corpo e esta vontade. Importante é acreditar. Também eu vivi o desemprego e ainda hoje carrego comigo esse sentimento de culpa de quem acha ser nossa a responsabilidade de um dia encarar tal situação. Mas não é, a culpa não é nossa, e num repente somos mais um desses casos que dão razão à psicologia. Porque crescemos condicionados à função de produzir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estive um ano sem ser colocado e cedo percebi não haver lugar para mim no universo tão pequeno que é Portugal, um País de cunhas, cunhados e conhecidos onde não se valoriza o mérito pessoal e onde a oportunidade é para quem já a tem, e não para quem a queria. Mas emigrar foi sempre a última opção. Não há alegria em deixar para trás toda uma família e os amigos que se criaram durante uma vida. E por tal, e tentando fugir ao óbvio, decidi enveredar por outro curso e outra área: a área da enfermagem. Afinal, ainda vivemos num país onde a opinião geral é de que "o importante é ter saúdinha". E conquanto haja saúdinha para tratar, esperava eu, como enfermeiro, não ter de emigrar. O resultado prático foi ter de desistir do curso ao fim de dois anos e meio, porque a exigência do mesmo reprova por um ano quem chumba a uma só disciplina de estágio, e a vida não nos dá espaço para andar por aqui a perder anos de vida, não quando já me crescem os cabelos brancos, e não numa sociedade ansiosa por drenar a juventude que nos vive nos braços. Desisti de enfermagem numa sexta-feira e comecei a preparar a partida no sábado, uma partida que levaria ainda um ano e meio a concretizar. Na quarta-feira seguinte estava a trabalhar no buraco dos licenciados e dos desgraçados: um call-centre da TV Cabo. A experiência sui generis de se ser insultado ao telefone oito horas por dia só não deitou por terra toda a pouca auto-estima que ainda me sobrava porque pelo meio fiz a viagem tão prometida à minha namorada (fomos à Suécia) e nunca, mas mesmo nunca, deixei de procurar um emprego. Graças à internet (na Internet we trust) coleccionei listas formidáveis de contactos electrónicos de escolas públicas, escolas particulares, centros de formação, jornais e revistas, estágios profissionalizantes e estágios não remunerados, até finalmente, oito meses volvidos num rolo de carne em sangue, poder saltar de um buraco na direcção de outro: os centros de estudo. Se por um lado fugi ao insulto, por outro a exploração mercantil a que somos sujeitos é, em definitivo, um insulto em si. Mesmo tendo em conta o facto de ter feito algum dinheiro e agora, olhando para Portugal, saber haver professores a receber cento e cinquenta euros a troco de meio horário de trabalho (o qual é, por norma, pago a quadriplicar). Como não podia deixar de ser, continuei à procura de emprego. pelo caminho soube haver por terras de Inglaterra uma grande falta de professores de ciências. Meu dito, meus amigos, meu feito. Estabeleci os contactos e tratei das qualificações. Estávamos no início de 2007, mês de Janeiro, e ao fim da terceira semana de Fevereiro já tinha o especial certificado na caixa do correio. Estava tudo preparado para partir para Inglaterra! No entanto, faltava o mais difícil: partir. Essa fase, que foi a última, ainda me levou sete meses, só tendo aqui chegado corria o ano no mês de Setembro. Para trás deixei toda as lágrimas em pequenos saquinhos debaixo das asas do avião, e comigo trouxe a certeza cega de nunca mais voltar a um país que, lentamente, nos atira para longe de todos a quantos queremos. Porque não há alternativas. Ou isso, ou o a resignação de uma vida parva e pequena, mesquinha, onde "o que importa é que haja saúdinha...", dia após dia, até nada mais haver senão uma mão de terra onde o licenciado acaba por se conhecer a plantar uma batata e uma couvinha porque a auto-subsistência é o futuro cada vez mais presente. Ao fim de três semanas estava a trabalhar, e hoje estou numa escola de ensino especial em West Ham, Londres, onde me pagam e onde recebo, onde trabalho e onde aprendo. Pago as minhas contas e não sou mais um filho de Portugal à procura de contrariar esse epíteto de "geração rasca", mesmo sendo eu, à data, um dos melhores alunos da escola. Não, isso não conta. O que conta é a batalha geracional, e essa também não escolhe prisioneiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os filhos de Abril são mais que mil e gritam ao cair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Daqui por uma semana estarei a viver com a minha namorada por terras de Londres, à procura de cumprir a promessa de não mais nos separarmos. O que acontecer daqui em diante é a vida, a mesma que nos é negada porque vedada, em terras de Portugal. As saudades são muitas, mas nada há que me espere no regresso a casa senão um princípio de fome. Poucos amigos ainda fiz e a maior parte do meu tempo tem sido dedicada ao trabalho, mas aos poucos, creio, uma vida hei-de construir e o futuro está ali à porta, à espera do meu consentir, para que eu o deixe entrar dentro da sala-de-aula, de mala às costas em direcção à carteira da frente, onde se senta e onde abre o livro para mais um dia de aulas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;João André, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://www.asnoticiasdaflorestaverde.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://www.asnoticiasdafloresta&lt;wbr&gt;verde.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://www.asnot%c3%adciasdaflorestaverde.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5767947992025391194?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5767947992025391194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5767947992025391194&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5767947992025391194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5767947992025391194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/joo-andr-licenciado-em-cincias.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-6500313873300346936</id><published>2008-01-14T17:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T17:50:36.446-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mafalda Resende, Bióloga, Copenhaga, Dinamarca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adoro este blog. Quando me sinto um bocadinho sozinha e com saudades de casa venho aqui, leio mais uma história e penso que afinal há aí tantas pessoas como eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou em Copenhaga há 4 anos. Quando acabei o curso estive cerca de um ano em Portugal à procura de emprego mas não tive sorte nenhuma. E a verdade é que ainda tinha vontade de ter mais uma aventura fora de Portugal. Principalmente porque na minha área tinha a ideia que era muito valorizado começar por laboratórios de países que tivessem mais dinheiro para investigação e por isso melhor equipados e supostamente com mais hipóteses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então, acabadinha de chegar de um Erasmus em Creta, Grécia, e recém licenciada, mandava currículos tanto para Portugal, como para Inglaterra como para USA, era tudo... Concorri também a uma bolsa promovida pelo Instituto Camões dada pelo governo Dinamarquês para um laboratório em Copenhaga que investigava Malária. Consegui essa bolsa e depois de muito pensar decidi partir para a Dinamarca. A única das minhas hipóteses onde não conhecia mesmo ninguém...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda tinha muita vontade de aprender culturas novas e conhecer pessoas diferentes, por isso mesmo que tivesse conseguido trabalho em Portugal tenho a completa noção que mais cedo ou mais tarde sairia outra vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O meu Erasmus deve ter sido o ano mais rico em aprendizagem de toda a minha vida. Tanto, que considero que Erasmus devia ser mesmo uma disciplina obrigatória para todo e qualquer currículo e devia haver subsídios para ser possível ser feito por toda a gente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já o primeiro ano na Dinamarca foi completamente diferente. Fui parar ao primeiro mundo – (Os países nórdicos) - mas esqueceram-se de me avisar que o primeiro mundo em termos de conforto afinal é em Portugal. Aqui calhou-me uma casa sem duche!!!! (a senhoria deu-me um cartão para a piscina municipal p os meus banhos), nem pensar ter dinheiro para fazer coisas normais como ir ao cinema ou jantar fora, e andar por todo o lado de bicicleta com a neve frio e chuva a congelar-me completamente. Foi duro... Principalmente porque a rede social demorou tempo a crescer. No laboratório as pessoas não estavam propriamente à espera da minha chegada para me convidarem para tudo e me mostrarem a Dinamarca, e fui aprendendo aos poucos e poucos o que era afinal a frieza nórdica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conheci muitos Portugueses espectaculares na mesma situação que eu e que tornaram a minha vivência aqui muito boa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aprendi muito. Adoro as condições de trabalho na Dinamarca. No estágio que fiz tinha uma bolsa pequena que me dava só para sobreviver, mas o chefe ofereceu logo para me pagar a casa sem quase me conhecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui, os jovens formados, cheios de ideias e acabados de sair da universidade são uma mais valia, e não um fardo. Não passa pela cabeça de ninguém, em NENHUMA área do conhecimento, trabalhar só para ganhar experiência sem ganhar um ordenado... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As pessoas põem a sua vida e os seus interesses pessoais à frente de tudo (não é o espírito de sacrifício que é normal em Portugal) – Por exemplo – Na maioria das vezes aos 18 anos saem de casa, arranjam apartamento para dividir com amigos ou desconhecidos e pedem empréstimo ao banco para viverem e estudarem ou então trabalham enquanto estudam (Não é comum os pais ajudarem...). E é possível! Porque os empréstimos têm renda muito baixa e podem ser pagos durante quase a vida toda, e os trabalhos para estudantes existem e são bem pagos.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E é toda uma filosofia de vida diferente da nossa. Aqui pode mesmo estudar quem quer! E as pessoas vão para a Universidade porque gostam mesmo de aprender... Não como única saída para um futuro cinzento... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quase a fim do estágio conheci o meu namorado e decidi ficar mais uns tempos. O amor continuou e propus-me para doutoramento no mesmo instituto. Concorri a bolsa da FCT mas não ganhei e concorri para outra da Universidade de Copenhaga e acabei por ficar com essa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já estou quase a acabar o doutoramento e por isso a dúvida paira no ar, adorava voltar para Portugal mas não estou bem a ver quando. Quando é que haverá uma oportunidade real de voltar com o meu namorado Dinamarquês que também é biólogo. São duas pessoas com uma profissão quase impossível em Portugal...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui temos os dois emprego garantido a fazer o que gostamos e a viver com condiçoes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não compreendo nem aceito comentários do estilo – Nós que estamos fora virámos as costas ao nosso país. Não contribuímos para ele. E temos o dever de voltar para ajudar a salvar Portugal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os jovens licenciados são mesmo quem tem MENOS poder no nosso país! Não podemos salvar nada simplesmente porque não nos deixam... É raro termos dinheiro para investir em indústrias novas. E é o cabo dos trabalhos para arranjar um emprego, e quando arranjamos somos tratados como escravos e não nos é dada a independência e o poder de decisão para mudar nada!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui na Dinamarca sobe rapidamente quem é verdadeiramente bom a fazer o seu trabalho. Valorizam-se as ideias, a mente aberta, o espírito de iniciativa e como resultado tem-se um país com uma economia fresca em pleno desenvolvimento e que dá verdadeiras condições de vida aos seus habitantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho que a Europa vai ficar um pouco como os Estados Unidos no sentido que uma pessoa nasce num país da Europa, estuda noutro e vai mudando de país como quem muda de estado quando há um trabalho que o chame mais. Por isso não vejo com demasiado dramatismo o facto de os jovens saírem de Portugal, alguns voltarão outros nem por isso mas será uma tendência cada vez mais frequente andar de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;www.brilhonosolhos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mafaldaresende(arroba)gmail(ponto)com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-6500313873300346936?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/6500313873300346936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=6500313873300346936&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6500313873300346936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6500313873300346936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/mafalda-resende-biloga-copenhaga.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8094140131484607847</id><published>2008-01-10T17:26:00.000-08:00</published><updated>2008-01-10T17:28:41.691-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Filipe Ferreira da Silva, Engº químico, Innsbruck, Áustria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Pois, sair de Portugal... O que Portugal oferece a tantos licenciados como nós? Que oportunidades nos apresenta? Como nos deixa apostar no nosso futuro? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Terminei o meu curso em 2001, depois de uma experiência de 5 meses em Bangor, País de Gales ao abrigo do programa Erasmus. Magnífico! Comecei a trabalhar como técnico comercial na área de tratamentos anticorrosivos. Depois de vários problemas que a empresa passou com a sucursal portuguesa, tive a oportunidade de ingressar na CIN, como técnico comercial no departamento de protecção anticorrosiva. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Até aqui nunca me senti motivado no trabalho, o meu perfil não é de comercial. Um sacrifício todos os dias. Na CIN o salário era fraco. Qualquer simples vendedor ganhava mais do que eu sem qualquer tipo de estudos. Isto deitava-me abaixo um pouco. Ainda durante o período em que estive na CIN fiz uma pós-graduação em Estudos de Mercado &amp;amp; CRM. Já que estava num departamento comercial, e que estava  a começar a utilizar ferramentas úteis ao CRM, pensei que seria bom para poder evoluir. Aprendi umas coisas. Dentro da CIN nunca me deram a mínima possibilidade de utilizar o que tinha aprendido. Andava desmotivado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Depois de algumas conversas com um antigo professor da faculdade, começou a surgir a hipótese de iniciar o meu doutoramento. Os meus olhos começaram a brilhar, e comecei a andar nas nuvens. Pensei que seria mais fácil. Já com este objectivo no meu horizonte, surgiu a hipótese de sair da CIN para coordenar um departamento de protecção anticorrosiva numa pequena empresa em Sintra. Triquímica. Aceitei sobretudo pelo salário que ia ter, porque nesta altura já tinha percebido que queria continuar a estudar. Esta Triquímica foi uma desilusão, e nada funcionou. Administração a mudar consoante o vento e os amigos, estratégia a mudar, subornos, etc etc. É melhor não recordar. A boa empresa portuguesa do chico esperto! Estive lá um ano e depois saí com mutuo acordo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Ok. Estou desempregado! Comecei a trabalhar em alguns projectos com o meu antigo professor e iniciei a minha tese de mestrado com ele. Entretanto 2 projectos europeus que dariam para eu iniciar o meu doutoramento, não tinham sido aprovados. Candidatei-me a uma bolsa da FCT. O resultado foi negativo com a principal crítica de que estava a ser fortemente prejudicado por ter submetido a minha candidatura no painel errado. Ora eu submeti na Física e eles decidiram, avaliar em Biologia, vá-se lá saber porquê! Reclamei, mas é claro, passados 5 meses veio recusado novamente. Sim nesse altura já todo o dinheiro tinha sido atribuído. Impossível por Portugal, o meu professor contactou um colega dele da universidade de Innsbruck e a resposta foi prontamente positiva.  &lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Vim aqui em Junho conhecer as pessoas e fazer uma semana de trabalho e passado 15 dias tive o ok e que poderia começar doutoramento logo que estivesse disponível. Assim foi. Defendi tese de Mestrado em 24 de Setembro e no dia 6 de Outubro estava  a voar para Innsbruck. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Aqui estou há mais de dois meses e para ficar até acabar o doutoramento. Apesar de o início ter sido muito complicado, o balanço está a ser muito positivo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Saudades tenho muitas, quero voltar a Portugal mas não quero perder o contacto com a Europa. Portugal fecha-se e não evolui. Prejudica os que querem ir mais além. Aqueles que se disponibilizam para sair do país saem e geralmente são bem reconhecidos. Voltar é difícil... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu vim, apenas pelo lugar. Recebo menos do que recebi em qualquer outro emprego em Portugal, vivo numa cidade com um custo de vida demasiado elevado, mas aqui tenho a possibilidade de fazer o que gosto e de me sentir realizado.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8094140131484607847?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8094140131484607847/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8094140131484607847&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8094140131484607847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8094140131484607847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/filipe-ferreira-da-silva-eng-qumico.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5935258872811595351</id><published>2008-01-08T17:36:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T17:54:47.139-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se ainda não passei por cá foi por falta de tempo. Um bom ano a todos :)&lt;br /&gt;Com o blog online desde o inicio de abril, conseguimos reunir 42 historias e mais de 18.000 visitas. Continuo a ter a certeza que este numero de testemunhos não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; minimamente representativo e gostava muito que o fosse. Mas lá haveremos de chegar.&lt;br /&gt;Queria agradecer mais uma vez a todos os que contribuíram para que a minha ideia se concretizasse e, para alem de já termos sido referidos no &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://mindthisgap.blogspot.com/2007/11/precrios-vidas-na-corda-bamba-hoje-o.html#links"&gt;JN&lt;/a&gt; estivemos na &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://tv1.rtp.pt/wportal/multimedia/index.php?prog=2344"&gt;Antena 1&lt;/a&gt;, com o Pedro Rolo Duarte.&lt;br /&gt;Eu, como eterna insatisfeita acho que a entrevista não correu muito bem, timidez, nervosismo, gosto mais de escrever do que falar, mas o importante &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que o GAP esta a ser noticia, seja para reunir mais historias ou para evidenciar a situação dos licenciados Portugueses.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Continuem a divulgar o GAP e nunca deixem de descobrir o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5935258872811595351?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5935258872811595351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5935258872811595351&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5935258872811595351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5935258872811595351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/se-ainda-no-passei-por-c-foi-por-falta.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7872730900862315499</id><published>2008-01-01T17:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-01T17:54:29.606-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Nelson Coutinho, &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span id="1es4" class="VrHWId"&gt;Licenciado em Tecnologia&lt;wbr&gt;s de Informação e Comunicaçã&lt;wbr&gt;o, Barcelona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava esta manhã a caminho do aeroporto para regrassar a Barcelona depois das férias de Natal e ouvi o debate Antena 1 sobre este blog...&lt;br /&gt;No meu caso vim para Barcelona através do programa Erasmus, lembro-me que quando tentei a opção "Barcelona" havia cerca de 20 alunos e apenas duas vagas, mas fiz todos os esforços para que fora seleccionado. No dia em que me comunicaram que iria para Barcelona lembro-me que foi um dos mais felizes para mim... A verdade é que queria ter a experiencia de viver fora do meu país e também estava um pouco farto do clima depressivo e de mentalidades fechadas que se vive no nosso país.&lt;br /&gt;No final dos seis meses de erasmus tinha pela frente um estágio e 3 cadeiras em atraso que em portugal seria impossível de fazer porque teria que ir estagiar para Lisboa e eu estudava na Universidade de Aveiro. Foi então que decidi procurar estágio aqui em Barcelona, as duas primeiras portas foram-me fechadas porque só falava castelhano e não sabia catalão, mas a universidade onde estudava aqui em Barcelona ofereceu-me a possibilidade de fazer um estágio REMUNERADO (fui o único do meu curso a ter estágio remunerado) e além disso pude fazer as 3 cadeiras que tinha em atraso... Ora bem... o estágio terminou...o curso também e tive que regressar a Portugal, mas a vontade de ficar a viver aqui era grande e comecei a procura de trabalho por inernet aqui em Barcelona. As dificuldades foram muitas, mas arrisquei vir uma semana para entrevistas, cheguei uma sexta-feira por volta das 23h, segunda fui a uma entrevista e terça pela manhã já me estavam a telefonar para assinar contrato.&lt;br /&gt;Actualmente trabalho nessa empresa há 15 meses e não penso em mudar nem em voltar... Há que sermos realistas e saber ver as coisas boas e más de um país... Portugal tem boa comida, bom clima, boas praias e preços baixos, mas também tem salários baixos, um clima económico e social depressivo e muitas mentalidades muito fechadas a nível social...ainda com muita influencia da igreja na vida social.&lt;br /&gt;Só voltaria para Portugal se houvesse uma situação de crise muito grande por aqui, ou então se Portugal conseguir desenvolver-se muito quer a nível social como económico...Mas como parece que nenhuma das situações anteriores parece estar para acontecer parece-me que passarei aqui vários anos...&lt;br /&gt;Barcelona é uma cidade muito acolhedora, vanguardista, com muita oferta de trabalho e com uma população muito jovem. Por exemplo em informática há falta de gente licenciada e as empresas até nos pagam se trouxermos amigos a trabalharem connosco...&lt;br /&gt;Para quem pensar em sair de Portugal desejo muita sorte que também é precisa e muita coragem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7872730900862315499?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7872730900862315499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7872730900862315499&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7872730900862315499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7872730900862315499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2008/01/nelson-coutinho-licenciado-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-6946099534561831302</id><published>2007-12-15T07:29:00.000-08:00</published><updated>2007-12-15T07:33:31.163-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Alex Figueira, Licenciado em Publicidade e Marketing. Amesterdão, Holanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu caso é bem diferente da maioria dos que aqui regularmente aparecem. A começar pelo facto de nunca ter feito Erasmus e o de não ser apenas português. Também sou venezuelano. Nasci e cresci naquele paraíso petroleiro, filho de emigrantes (e aqui vem o cliché) madeirenses. Nunca tinha saído da Venezuela até aos 16 anos, quando chegou a altura de entrar na faculdade e a situação económica da minha família não mo permitiu. Surgiu então a hipótese de emigrar pra a Madeira e continuar os estudos por lá. Sendo músico (tocava bateria), a hipótese de vir algum dia empreender a actividade no circuito musical independente da Europa tornou-se imediatamente um grande aliciante mas o facto de não saber falar português e nunca ter estado na terra dos meus pais inibiram-me ao princípio. Contudo, a insegurança, a desigualdade e a injustiça da sociedade venezuelana eram motivos de peso suficiente. Os meus pais e meu irmão ficaram por lá. Na Madeira morei um ano com os meus avós e fiz o 12º (na Venezuela são 11). Devo admitir que embora na Venezuela tivesse passado a vida a mudar constantemente (de zona, de cidade e de escola), aquele ano foi muito longo, uma vez que a mudança duma cidade como Caracas, com mais de 4 milhões de habitantes para uma diminuta vila com 5.000 pessoas, foi bastante dura de assimilar. Isto aliado ao facto de que a Madeira é um sítio, ao meu ver, extremamente retrógrado em termos de ideias e costumes. Porém, consegui aprender a língua que os meus pais não me conseguiram ensinar e logrei entrar na Escola Superior de Comunicação em Lisboa, para o curso de Publicidade e Marketing, depois de ter hesitado muito entre este último e o de Educação da Infância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O retorno a uma grande cidade dera-me novo fôlego pra continuar a longa caminhada depois da pausa na Madeira. Lisboa parecera-me uma cidade lindíssima e realmente europeia, tal como imaginava eu este tipo de cidades quando ainda morava na america latina. Fiquei deslumbrado no início e nem mesmo o senhorio indecente que me roubou dois meses de renda, nem a arrogância da maioria das pessoas perante o carácter "esquisito" do meu peculiar sotaque, nem as diversas tentativas de assalto as que conseguira fugir na zona de Bénfica, onde morava (afinal, eu vinha da terceira cidade mais perigosa do planeta), foram capazes de opacar o carinho que começava a desenvolver pelo meu novo lar. Lembro-me de ouvir os meus colegas na faculdade a queixarem-se constantemente do "terrível estado" do país, da sua economia, das suas instituições etc... e de ficar extremamente admirado e replicar que aquilo não era assim tão mau. Conseguira uma bolsa da acção social que me dava algum dinheiro para os gastos e um quarto gratuito numa barulhenta residência de estudantes, portanto estava bastante feliz e agradecido. Mas claro, eu cheguei a Lisboa muito mais preocupado com a cena musical independente que propriamente com as condições da faculdade ou mesmo da cidade como um todo. E nesse aspecto realmente era muito melhor que a Madeira (onde isso simplesmente não existe) mas ainda ficava muito aquém do esperado para uma capital europeia. Toquei em algumas bandas e tentei incansavelmente desenvolver iniciativas dentro dos estilos que mais apreciava (Ska, Soul, Punk) mas os resultados sempre foram desalentadores. O desinteresse das pessoas, muito mais preocupadas com o preço da cerveja do bar do que com a música que neste estivesse a tocar, a total carência de infraestrutura, sem salas de concertos dedicadas por inteiro e com condições aptas a essa labor e a falta de recursos e apoios das mais diversas espécies faziam-me pensar duas vezes. Essa desmotivação radicalizara-se depois de ter saido de Lisboa pela primeira vez. Fui até Madrid ver os Skatalites e conferi como as coisas eram diferentes por lá. Fora aquele o momento de ruptura e a lua de mel com Lisboa acabara-se. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fiquei com menos vontade de acabar o curso, que já por si era bastante pouca devido à natureza nada aliciante deste (nunca tive lá grande vocação pra aquilo) e à própria mediocridade daquela escola, onde, entre muitas outras coisas, trabalhavam vários professores que deixaram de ter qualquer ligação com o mundo activo de trabalho há vários anos e que mesmo assim agiam com a arrogância de quem possuia todas as fórmulas e truques. Era a prepotência daqueles que encarnavam o deplorável complexo do "Senhor Doutor". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na residência conheci entre os muitos estudantes de Erasmus que por lá passaram, uma miúda de Educação da Infância do sul da Holanda, a Diane. Uma rapariga interessante, linda de morrer e de mente aberta, factores que a tornavam muito diferente das restantes "residentes" do sexo feminino. Tivemos a nossa paixoneta que acabou, logicamente, quando ela voltou pra o seu país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eu ficara no mesmo sítio, ainda mais desmotivado. No entanto, continuei a tocar em bandas e a organizar festas com os mesmos resultados anteriores mas já com a convicção de que, tal como acontecera com a Madeira, a minha estadia não seria muito prolongada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A meio do curso decidi combater a minha desmotivação com um "inter-rail" adaptado as minhas capacidades financeiras: pedi boleia até Bruxelas aos camiões de Vilar Formoso, e fiquei lá um par de meses. Aproveitando a proximidade decidi ir visitar a minha grande amiga Sara, que na altura fazia Erasmus em Den Haag (Holanda). Estando tão perto decidi contactar a Diane novamente, sem segundas intenções, mas acabei por descobrir que estava apaixonado por ela e isso serviu-me pra transformar a pouca vontade de morar em Portugal e acabar um curso "de encher chouriços", em força de vontade e pujança para romper de vez com tudo o que detestava no país e ir morar com ela na Holanda, onde tinha acabado de confirmar que a música independente era levada muito a sério e onde de facto existia uma sólida e muito abrangente infraestrutura para tal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;De volta a Portugal, com energias renovadas, conheci então as pessoas com as que viria a formar a banda que tinha andado a procurar desde que saira da Venezuela: uma banda de Ska 60's. Pessoas com as que criei laços fortíssimos e que estimo profundamente. Chamamos-lhe CONTRATEMPOS. Tocávamos muito e fazíamos um bocado aquilo que  eu andara a fazer desde a minha chegada: "evangelizar" um público que não conhecia aquele tipo de música e que no entanto, ia crescendo aos poucos. Gravamos um CD que fora bem acolhido e recebemos convites maravilhosos. Apareciam cada vez mais concertos e com eles as dificuldades iminentes a qualquer banda pequena em Portugal, chegando muitas vezes a situações insultantes, como na ocasião em que nos cancelaram o concerto quando as portas já tinha sido abertas (Festival Oeiras Reggae). A minha indignação crescia a medida que este tipo de episódios se sucediam. Concertos não pagos, técnicos de som incompetentes, "tournées" organizadas às três pancadas e a minha incansável luta por lograr algum respeito da minha condição de Vegan (que era na altura) e que os organizadores de concertos normalmente entendiam como uma anedota, uma vez que raramente havia comida pra mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Embora continuasse com vontade de me ir embora, os bons resultados obtidos na faculdade e na musica faziam-me sentir cada vez mais integrado e chegou-me a passar pela cabeça ficar por lá, mas muito fugazmente, uma vez que a finalização do curso acordou-me para uma realidade bem mais dura. Fui literalmente corrido da residência mal acabei a última cadeira e não tive tempo algum de digerir a drástica mudança. Tive a imensa sorte de contar com amigos que me apoiaram e acolheram, sem cobrar um tostão de renda, e mesmo sem saber bem como iria fazer, decidi colocar data à minha partida: Janeiro do ano seguinte (2006). Não estava disposto a me sujeitar à humilhação dos estágios não pagos e sempre tivera bem claro que não seria publicitário, pelo qual tentei procurar um emprego minimamente bem pago, onde o canudo recém-obtido valesse alguma coisa e que me fornecesse sustento e me permitisse poupar o dinheiro necessário à partida para a Holanda. Bati todas as portas sem resposta alguma. Decidi então esquecer os hipotéticos benefícios da licenciatura e procurei emprego nas mais diversas lojas, também sem qualquer tipo de resposta (supostamente por "sobre qualificação", viria depois a saber). Estava a ficar seriamente desesperado quando um amigo meu entregou o meu CV no seu local de trabalho: o call center da TV Cabo. Fiz a formação e consegui o lugar. Arranjei mais um emprego no Teatro da Trindade, como assistente de Sala, que fazia depois de resolver os mil e um sarilhos relacionados com Sport TV e Power Boxes e que me proporcionava mais uns trocos, que eram zelosamente acumulados para os primeiros tempos como emigrante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lembro-me das condições de trabalho no call center não serem propriamente as melhores mas a triste realidade é que ganhava muito mais que qualquer um dos meus colegas de curso, todos eles, a sobreviverem com migalhas camufladas sobre denominações antecedidas pelo termo "subsídio" (alimentação, transporte, etc). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Com os dois empregos e a banda, a minha vida ganhara um ritmo estonteante mas o dinheiro acumulado já era suficiente como para chegar ao destino com alguma margem de manobra. Chegou o ano novo e com ele, a tão ansiada vida nova. Despedi-me de quase todos e lembro-me de, pela primeira vez desde que saira da Venezuela, ter sentido saudades por antecipado, daquelas que rasgam o peito. E isto pelas maravilhosas pessoas que lá deixava. Por Portugal, restava pouco mais que uma enorme desilusão, causada pela discrepância entra a realidade encontrada e ideia europeísta romântica, que eu trazia do terceiro mundo metida na mala. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Chegado à Holanda fui ter com o meu "quase-irmão" Pedro, que fazia Erasmus em Amsterdão. Era mais fácil estabelecer-me aqui porque era uma cidade muito mais "internacional" e com mais emprego que qualquer outra no país. No início encontrei um inverno bem mais rigoroso que o lisboeta e um "quase irmão" com muito pouca paciência pra aturar o meu medo e insegurança. Diane morava em Dordrecht, a 2 horas de comboio, e eu ia visitá-la de vez em quando. Ela também não tinha lá grande paciência pra o meu fragilizado estado de espírito. Passadas as primeiras duas semanas descobri que a casa que o Pedro supostamente me tinha conseguido arranjar, afinal, não ia dar pra eu alugar. á difícil procura de emprego juntara-se agora a procura de casa (uma grande dor de cabeça em amsterdão). Na terceira semana o Pedro anunciara que ia estagiar pra Curaçao e a Diane deu-me com os pés. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Bem diz o ditado que quando uma porta se fecha, é certamente pra abrir alguma outra. Antes de o Pedro se ir embora (tava a morar no sofá dele) consegui arranjar um quarto no norte da cidade. Uma cena ilegal, claro está, como a grande maioria das casas que se alugam aqui, mas por uma quantia irrisória: 100 euros / mes. Era mesmo o que eu precisava enquanto não tinha emprego. O quarto foi uma grande sorte. Era perto do centro, quentinho e tinha grandes colega de casa, com os que dava pra ter conversas de jeito até as tantas da noite.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;A procura de emprego foi outra fase complicada. Penso que me mostrava bastante desesperado (e de facto estava) nas entrevistas e isso acabava por inibir os potenciais empregadores. Fiz então o mesmo que em Lisboa, procurei em todo lado: bares, cafés e lojas, mas embora toda a gente fale inglês, é necessário falar a pavorosa língua local pra trabalhar na maioria dos sítios. Também o facto de ter cabelo preto e pele pouco clara não ajudou muito (sim, também há racismo por estes lados). A minha ideia era arranjar um emprego qualquer pra colmatar o alto custo de tudo nesta cidade. Ao contrário do que alguém referiu sobre este sítio, parece-me que tudo é bastante caro. Um Bilhete de cinema custa 8,5€ e um saco de laranjas pequeno 2€, só pra terem noção.     &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Passaram-se então tres longos meses e ainda não tinha arranjado nada. Quando já estava prestes a ir limpar os quartos de um hotel qualquer (o que não quis antes fazer por causa dos meus problemas de costas) candidatei-me a uma proposta que parecia interessante numa agência de emprego pra estrangeiros. Queriam alguém que falasse Português e Espanhol pra trabalhar em "customer service" numa empresa chamada Plantronics. Pagavam mais do triplo do que ganhava em Portugal e o ambiente parecia excelente. O meu supervisor era da América Latina e os colegas directos (espanhóis e italianos) eram uns porreiraços de primeira.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Quando me deram o emprego foi uma alegria tremenda, já que o dinheiro começava a escassear. Passados alguns meses conheci a Hester, uma miúda maravilhosa com quem moro hoje. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Já lá vai um ano e dez meses (ou coisa parecida) e entretanto o emprego, que embora pouco alentador e monótono, era bastante tolerável, virou uma porcaria por mero capricho do mega chefe de departamento, um senhor bastante desprezível e de incompetência reafirmada, que só promove e privilegia as pessoas que se dão bem com ele, manda bocas parvas e diz "let's say" antes e depois de quaisquer outras 4 ou 5 palavras.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;De acordo com isto, a Mariana (a minha colega portuguesa) e eu, vamos ser despromovidos em Janeiro (depois de ter recebido inúmeros elogios a nossa performance, diga-se de passagem) e vamos passar a fazer as actividades de call center. Os colegas franceses e alemães estão prestes a mandar isto as urtigas, já que existe uma oferta de emprego tremenda para os que falam essas duas línguas, mas nós portugueses, temos de aturar esta e as outras faltas de consideração que estiverem pra vir, uma vez que a oferta na nossa língua é bem mais reduzida.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Uma coisa é vir pra aqui como arquitecto, engenheiro ou informático (que há muitos) e chegar com a papelada facilitada pela companhia empregadora e passar a alugar um apartamento numa das zonas Yuppies da cidade. Nesses casos não existe qualquer risco e julgo que não se pode sequer falar em verdadeira emigração mas apenas em mobilidade. Aqueles que como eu, possuem canudos com profissões que não dão direito a ser chamado de "doutor" na santa terrinha, têm histórias bem menos coloridas pra contar (a minha é das melhores, se comparada), uma vez que ficamos a meio caminho entre a imigração operária (limpezas, obras, etc) e os da chamada "fuga de cérebros" (profissões acima mencionadas). Conheço vários artistas, desenhadores e historiadores que sao recepcionistas ou limpam escritórios e nao tencionam voltar a Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Aliás, se me perguntarem, penso igual. Prefiro trabalhar aqui num call center do que qualquer outro emprego de "maior requinte" em Portugal. A dolorosa verdade é que nesta terra pode-se ter um emprego da cha-cha e viver dignamente. Consigo juntar dinheiro pra projectos futuros, posso ir ver vários concertos por semana (que aqui eles existem!) e estou neste momento a comprar casa com a minha namorada. Também registei vários progressos na música (o meu objectivo de vida), aumentando enormemente a minha colecção de discos, organizando diversas iniciativas (com muita mais facilidade e resultados positivos) e chegando inclusive a fundar a minha própria editora, que aos poucos lá se vai estabelecendo. Para alguém como eu, que quer fazer vida da música que não se ouve na rádio, as oportunidades encontradas aqui não têm simplesmente qualquer termo de comparação com a falta de seriedade e as inúmeras limitações encontradas em Portugal. Tudo o que consegui atingir, no espaço de menos de dois anos, seria absolutamente impensável em Portugal.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Voltar esta fora de questão, pelo menos até a minha geração conseguir levar avante uma verdadeira revolução dos costumes, que logre derrocar a hegemonia do clientelismo, o "deixa-andar", os favoritismos duvidosos, o vazio de valores e o despotismo asfixiante, consagrados na sociedade portuguesa de hoje. Espero sinceramente que consigam, porque existe muito talento desperdiçado, que merece melhor destino que as caixas do Mini Preço, Modelo e Continente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Cumprimentos, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Alex Figueira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;PS: a todos os que queram sair, sem saber muito bem porque, aconselho vivamente a leitura do livro "Portugal Hoje, Medo de Existir", do brilhante filósofo José Gil, um excelente manifesto para todos os que se recusam a cair no conformismo.         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-6946099534561831302?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/6946099534561831302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=6946099534561831302&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6946099534561831302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6946099534561831302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/12/alex-figueira-licenciado-em-publicidade.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5592630711798409620</id><published>2007-12-12T20:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T20:42:30.708-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Marta, Licenciada em Gestão, Luxemburgo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Entrei para o  curso de Gestão da FEP em 1994, concluí-o em 2000, já a trabalhar para o ICEP,  no Gabinete do Investidor. Aceitei o emprego porque acreditava no prestígio do  instituto e porque a Administração Pública era uma coisa segura – diziam-me os  meus pais na altura, eles funcionários públicos, hoje em risco de serem  despedidos, apesar dos mais de 30 anos de serviço em exclusividade. O contrato  com o ICEP acabou ao fim de ano e meio, exactamente na altura do “11 de  Setembro”. Começava a crise. Durante 3 anos, enviei currículos, inscrevi-me no  centro de emprego e ainda fui a algumas entrevistas. Tirei proveito dos cursos  do IEFP, na área de informática porque eram os únicos disponíveis (mas uma  paixão), e fiz parte das estatísticas falaciosas – a taxa de desemprego diminui  quando abrem estes tais cursos e porque quem se inscreve, é obrigado a  desinscrever-se do centro do emprego. Encontrei várias pessoas na mesma situação  que eu, mas nem por isso me senti menos “inútil”. O meu namorado na altura,  fotógrafo, curso tirado na Bélgica, trabalhava em freelance para a TVI, mas como  até as novelas entravam em crise, decidiu vir para o Luxemburgo, onde moravam os  pais na altura.Um mês mais tarde, disse-me que não voltava e perguntou-me se não  queria vir até cá. Ao fim de muitas hesitações lá decidir vir, e dias antes da  partida, deu-me o número de telefone de um amigo que trabalhava numa empresa  portuguesa e que procurava alguém “polivalente”. Mal cheguei, fiz a entrevista,  e uma semana mais tarde comecei a trabalhar. Contrato de 6 meses, salário mínimo  para um licenciado no Luxemburgo – de conhecimento público, posso dizer que os  1650 euros na altura davam para pagar o estúdio e para uns pequenos luxos. Ao  fim dos seis meses, já sem o namorado, mas eternamente agradecida, ofereceram-me  um contrato sem termo. Já lá vão mais de dois anos e meio. Até há uns meses,  pensava arriscar a minha sorte em Macau, onde há falta de gente nos bancos,  porque “tudo foge” para os casinos. Não teria sido difícil, a minha irmã vive lá  há 6 anos, trabalhou num banco, até que se despediu e se lançou por conta  própria (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://www.nataworld.com/" target="_blank"&gt;http://www.nataworld.com&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, passo a publicidade, posso?!?). Corajosa e feliz,  porque está a conseguir concretizar um projecto que sempre teve – “português”,  mas longe de Portugal. Bem, quanto a ir para Macau, a vida tem destas coisas,  conheci um belga e os planos mudaram - fico por aqui. Gosto desta  sobre-organização germânica e suporto uma certa antipatia dos nativos aos  estrangeiros porque se trata afinal de (mais) uma invasão – por outro lado, é  dos estrangeiros que este país vive. E não fico ofendida quando um emigrante  português mete conversa comigo (porque se topa à légua que sou portuguesa), e me  pergunta, tratando-me imediatamente por “tu”, se não faço a “ménage”. “Olhe, por  acaso não...” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Pouco  tempo depois de chegar cá, escrevi a um amigo meu: “Por aí, ouço dizer que a  coisa está preta e recebo sérias ameaças perante a eventualidade (por ora  afastada) do meu regresso. Evito os telejornais, leio as parangonas do Público e  arrisco ler o texto se achar que não me vao cair mal o café e o "pain au  chocolat".” Ao fim de 2 anos difíceis, de uma vida de casa/trabalho,  trabalho/casa (sem que em momento algum tenha pensado em regressar a Portugal),  já não sinto a mágoa que sentia em relação a um país que me “maltratou”, nem que  “só estou bem onde não estou...”. Vou a Portugal de 3 em 3 meses, para estar com  os meus pais e com os meus amigos, mas não tenho saudades de Portugal, da vida  em Portugal (diga-se, compro azeite Gallo e ovos moles, nas antenas parabólicas  lê-se “TV Cabo”, vou a uma loja e acontece falar em português...) . Se tenho  orgulho em ser portuguesa? Não será a nacionalidade um acidente? Nasci em Lisboa  porque os meus pais resolveram voltar para Portugal quando abandonaram África; a  minha sobrinha é portuguesa de Macau; o meu filho será belga e/ou luxemburguês e  falará, além destas duas línguas, o português e o  inglês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Ouço (e  leio) muitas vezes o discurso de que Portugal tem as praias, bom clima, pessoas  acolhedoras, vida social e cultural. Sim, e...? Verdade, parece-me, que o típico  português diz mal do seu país. Seja, é cultural, da mesma forma que os franceses  são os melhores “self-marketeers” europeus. Mas junto-me a essas vozes de  “sentido crítico apurado”, ressalvando contudo que todos os meus amigos estão em  Portugal e a maioria está satisfeita com a sua situação. Questão de sorte,  experiência, destino, cunha... quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Nem tudo  é perfeito no Luxemburgo, claro, os preços das casas são proibitivos e não param  de aumentar, ir a um restaurante é um pequeno luxo – e não há mar! Mas não noto  grande diferença quando faço compras aqui no Auchan ou no Jumbo em Aveiro. Mesmo  grupo, países diferentes, poder de compra pela metade? Comprar um carro é mais  fácil, não há &lt;span&gt; &lt;/span&gt;imposto automóvel.  Mas electricidade e gasolina também aumentaram. A única diferença é que, quando  dizem que estes aumentos fazem parte das medidas de apoio ao emprego, acredito  que aquilo que pago a mais vai ser bem utilizado – mesmo que o governo seja  declaradamente de direita. Acrescente-se: o Luxemburgo é um país pequeno em  superfície e população, mais fácil de “controlar”, o que o torna num país de  excepção – além da brilhante ideia, digo eu, de fixar as “comunidades europeias”  e de criar uma praça financeira “liberal” num país de agricultores.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Bem,  outras rosas e outros espinhos ficam por “colher”. Boa sorte para quem fica,  para quem parte e para quem regressa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5592630711798409620?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5592630711798409620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5592630711798409620&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5592630711798409620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5592630711798409620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/12/marta-licenciada-em-gesto-luxemburgo.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1235454125998351900</id><published>2007-12-10T17:42:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T17:43:45.972-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ana, Licenciada em Jornalismo. Barcelona (a caminho de Berlin)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Antes de começar a contar a minha "história", queria apenas referir como fiquei a conhecer este projecto; no primeiro fim-de-semana de Novembro encontrei a referência numa notícia do JN. Depois de espreitar,  li, ávida e consecutivamente, todos os testemunhos aqui presentes e como tudo na vida, identifiquei-me mais com uns do que com outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E passemos então à minha recente situação, de momento trabalho em Barcelona, estou aqui há quase 7 meses. Cheguei a 6 de Maio de 2007 com armas e bagagens e mal preparada para os muitos degraus das estações de metro (ou a minha mala é que era demasiado grande). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pelo que li até agora, parece-me que a minha situação é um bocadinho diferente. Não me incluo na categoria de quadros de excelência que está a abandonar o País. Licenciei-me em Jornalismo e Ciências da Comunicação sem grandes atribulações,  sou, por isso, uma estudante e uma profissional normal. Desde os primeiros tempos de juventude que queria ter uma experiência fora do País, não sei bem por que sempre existiu isto em mim; não há grandes exemplos na família nem nunca viajei muito nos tempos de meninice. Mesmo assim, esta vontade sempre foi uma certeza, uma certeza de sonho que queria cumprir. Falhei o programa Erasmus por estupidez, na altura não quis arriscar perder um ano da faculdade e os gastos pareciam-me excessivos, especialmente sem a bênção paterna. Terminei o curso sem nenhuma experiência internacional e as viagens realizadas sob os auspícios da família nunca me levaram além do Algarve - a Sul ou de Paris – a Este. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fruto das aulas que tive no Instituto de Alemão, já que a licenciatura na UP não compreendia a obrigatoriedade de nenhuma Língua Estrangeira, pude concorrer a uma bolsa de uma instituição alemã, DAAD, que ganhei. Consistiu essa bolsa na oferta de um curso de Alemão na Alemanha e, por motivos de saúde, não pude viajar no ano em que me foi atribuída, 2004. Eu acredito muito na sorte ou, por outras palavras, no que podemos fazer com a alteração de planos previamente estabelecidos e, pensamos nós, definitivos. Ter a oportunidade de estar na Alemanha depois de finalizar o curso acabou por permitir outras coisas, encarei toda a experiência como as férias e a recompensa merecidas, não pensei em procurar trabalho ou o que fosse, ia ter a minha aventura e, para não perder nada, lá decidi ficar mais duas semanas a explorar um pouco depois das aulas terminarem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Podia escrever muito sobre o que se ganha neste tipo de experiências; o perceber que há mundos para além do nosso e que há formas variadas de ver um mesmo mundo; os contactos que ainda mantenho e sobre como ali, em muitos sentidos, me comecei a formar como pessoa. A cidade, Tübingen, também foi um tiro de sorte porque podia ter escolhido qualquer uma, desde que tivesse uma universidade. Gostei da cidade e gostei do curso. E nesse Verão pude acrescentar mais umas quantas paragens ao meu parco currículum, entre elas Berlin e Vienna. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Regressada a Portugal, tive de enfrentar todas as preocupações que tentei evitar, as minhas e as dos pais. Encontrar trabalho (ou emprego), fazer alguma coisa. E eu lá enviei uns currículos mas nunca sem exagerada preocupação porque já conhecia o tempo médio de espera e apesar de me interessar por Jornalismo cada vez me via menos capaz de entrar na área, não só pela pouca oferta mas também pelo que era pago. Ao fim de uns dois meses estava a fazer umas traduções numa empresa de um amigo, era a recibos verdes mas sempre me mantinha ocupada e permitia-me respostas menos simpáticas nas entrevistas de emprego que, até hoje, não vejo como falta de humildade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Devido, mais uma vez, aos conhecimentos de línguas lá arranjei um trabalho na TAP, ou melhor na Groundforce, que é uma participada da TAP. Eu não quero precisar valores, adianto, contudo, que o meu contrato era de 25 horas semanais e ganhava tanto ou mais do que recém-licenciados a trabalhar 40 horas, excluindo as horas extra que eram pagas a peso de ouro. Era uma situação estranhamente vantajosa. Assinei um contrato de 6 meses que depois renovei por mais 12, ao fim de 7 meses fui aumentada em 80 euros quando todo o País falava em crise e o Governo oferecia aumentos de 0.5 por cento à Função Pública.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Encontrava-me no que alguns consideram uma boa posição, a probabilidade de renovar contrato mais uma ou duas vezes e passar aos quadros era elevada.  Então porque decidi rescindir o contrato apenas a uns dias de cumprir um ano na empresa e vir para Barcelona? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais do que questões financeiras ou profissionais vim por razões pessoais, acho que o Porto é muito pequeno e não me imaginava a iniciar a vida burguesa que me esperava. O trabalho era muito aborrecido e as poucas capacidades que tenho não estavam a ser aproveitadas. A estrutura da empresa em si já dificultava qualquer mudança ou melhoria de posto, por isso ou continuava a fazer o que fazia ou ao fim de uns anos, se tivesse sorte, supervisionava outros tantos como eu. Sendo do Porto, as possibilidades de aceder a postos mais interessantes estavam ainda mais dificultadas. Não se esqueçam que a metrópole é Lisboa, portanto, ou se é de lá ou se está lá ou se vai para lá… &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já andava há uns tempos a dizer que não podia passar  ali outro Verão e os meus desejos cumpriram-se. Recusaram-me num estágio em Estugarda mas fui aceite noutro em Barcelona. O que faço continua a não ser muito interessante e está bastante longe da minha área de formação, suponho que o facto de falar diariamente duas línguas que não a minha, Espanhol e Inglês, a empresa é inglesa, torna a rotina do quotidiano mais cosmopolita, pelo menos por agora. E  também porque, findo o prazo do estágio, me convidaram para ingressar os quadros da empresa. Apesar disso, não me imagino a ficar nesta cidade muito tempo, aliás o meu "deadline" pessoal é Setembro de 2009 e estou a apontar a mira para Berlin ;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Gostava também de deixar um testemunho um pouco diferente dos demais, sobretudo porque até agora tudo parece bastante floreado e há dificuldades inerentes ao abandono de Portugal. No meu caso particular os primeiros meses foram complicados do ponto de vista da despesa. Tive a sorte de estar numa empresa decente e que por isso me pagava o estágio. Valor esse que era manifestamente insuficiente para sobreviver em Barcelona, onde a especulação imobiliária tornou o preço dos quartos absolutamente ridículo. Essa fase correu bem e ao fim de umas semanas estava a viver num quarto a sério, ou seja, com luz natural e com mais de 3 metros quadrados e, ainda por cima, no centro da cidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Passado este obstáculo pôs-se-me a questão do "Dia de S. Receber" e acabei por encontrar um part-time aos fins-de-semana que me ajudou a não ter de contar os trocos no supermercado. Nesse primeiro mês em terras catalãs andava bastante orgulhosa das minhas conquistas e descobri capacidades que nunca tive oportunidade de testar no Porto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No entanto, em Barcelna não se vive necessariamente bem e a geração dos "mil euros" – mileuristas, como lhe chamam aqui em Espanha, tem muitas das mesmas dificuldades que nós em Portugal. A diferença, claro está, é o valor pelo qual somos conhecidos; nós somos, só, a geração dos 500 euros. Há custos mais elevados aqui mas eu comparo-os com os do Porto e,  pelo que sei, Lisboa tem vindo a conhecer a sua dose de inflação. Na minha actual situação, tão pouco me posso aventurar ou, sequer pensar, em estabelecer-me em Barcelona com casa, carro e afins. As dificuldades seriam, provavelmente, maiores do que em Portugal. Há, obviamente, mais oferta de trabalho por aqui, o que também se explica pela elevada atracção turística que a cidade exerce. Na altura do Verão só não arranja um part-time ou quem não quer ou quem não fala Inglês. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Creio que a minha experiência fora de Portugal está longe da sua recta final, apesar de não querer continuar por aqui, gostava de experimentar outros rumos, e até usufruir da ajuda do programa ICEP – Contacto, ao qual insisto em candidatar-me, apesar de, pelos relatos que ouvi/li, o factor C ser de extrema importância para garantir um "lugar ao sol". (Talvez algum de vocês me possa esclarecer...) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ao contrário de algumas das pessoas que deixaram aqui o seu testemunho, também não desejo ficar demasiado tempo fora de Portugal. Compreendo que tudo dependerá das ofertas que for encontrando e também do meu limite pessoal para aguentar as saudades. E o factor mais determinante, a realidade que me espera em Portugal. Ainda assim, e sabendo de todos estes obstáculos, o objectivo a longo prazo é o regresso à Pátria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sendo do Porto, uma cidade que por agora, e infelizmente, está estagnada, mais necessidade tenho de voltar. Não quero pensar que abandonei a minha cidade, ainda mais quando acredito que tem muita potencialidade. Queria contribuir com algo para o seu desenvolvimento. Mas todos os meus planos dependem de muitos factores que desconheço e que não controlo, de qualquer forma pretendo experimentar mais um pouco e tentar tornar essa experiência adquirida numa mais-valia pessoal e profissional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Até agora não me arrependo, as saudades suportam-se bem com a ajuda das novas tecnologias e o que custa mais é descobrir que antigas amizades não sobrevivem à distância, ao passo que novos laços, bem fortes, se criam num ápice. Sou portuguesa e cada vez me sinto mais uma cidadã do mundo, mundo esse que começo agora a explorar. E ainda bem que sempre tive curiosidade em aprender outras Línguas!!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Boa sorte para os que estão fora e para os que estão quase, quase a dar o salto. Difícil é começar. ;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1235454125998351900?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1235454125998351900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1235454125998351900&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1235454125998351900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1235454125998351900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/12/ana-licenciada-em-jornalismo.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3251906213508447272</id><published>2007-12-05T18:09:00.000-08:00</published><updated>2007-12-05T18:36:01.501-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nuno Barreto, Licenciado em Informática, Genève, Suiça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No meu caso, o que me levou a sair de Portugal foi a procura de novas experiências. Não no sentido profissional, mas no sentido pessoal e familiar. Estava empregado numa empresa de topo do País, ganhava bem, já tinha 8 anos de experiência, mas estava cansado das mesmas rotinas de sempre. Tudo era igual ou pior a cada dia que passava. Continuar em Portugal era para mim bastante deprimente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já no caso da minha esposa, que é da área de Educação Social, não havia futuro para ela em Portugal. Empregos precários, demasiadas pessoas para poucas vagas, enfim, o filme que infelizmente é verdade em cada vez mais áreas em Portugal. Aqui, com tantas organizações humanitárias internacionais, as possibilidades são imensas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Decidi-me por Genève porque visitei a cidade, e adorei. Uma cidade muito bem organizada, pessoas afáveis, um ambiente muito internacional, nem demasiado grande nem demasiado pequena, e uma forma diferente de encarar a vida. As oportunidades aqui são muito maiores e muito mais diversas. As pessoas têm uma outra cultura, e uma outra forma de ver a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ainda só cá estou há um mês, mas não me arrependo nem por um momento de ter vindo. Ganhei em quase todos os aspectos, e aqueles em que não ganhei ou são em termos de clima (aqui é mais frio), ou são porque ainda estou cá há pouco tempo (ainda não tenho a casa ideal, nem o emprego ideal). Se em relação ao tempo não posso fazer nada, no que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;diz respeito às outras coisas, com o tempo vão melhorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Do que sinto falta? Sinto falta da família, dos amigos, e da minha terra Natal, Lagos. Mas isso já acontecia antes, pois no Algarve não há trabalho para mim, e tinha de estar em Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Voltar? Para férias sim. Para voltar de vez, talvez um dia. Mas não tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://emigra.blogs.sapo.pt/" target="_blank"&gt;http://emigra.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3251906213508447272?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3251906213508447272/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3251906213508447272&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3251906213508447272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3251906213508447272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/12/nuno-barreto-licenciado-em-informtica.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-5968054441645281926</id><published>2007-11-28T19:36:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T19:38:37.985-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mário, Lic. em Engenharia, Dubai, UAE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Depois de um Erasmus inesquecível em França no último ano da faculdade o bichinho de emigrar ficou definitivamente instalado. Terminei o curso em 2000, trabalhei 3 anos num gabinete no Porto, 3 anos na função pública na carreira docente politécnica paralela (a dos substitutos e convidados) e chegou uma altura da vida em que como um casal normal nos queríamos fixar em qualquer sítio que permitisse viver juntos e trabalhar a menos de 50 kms de casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não parecia nada fácil conseguir essa proeza, por isso decidimos arriscar trabalhar fora de Portugal para estarmos juntos, viver uma aventura, ultrapassar um novo desafio profissional e obviamente ter um salário simpático. A primeira tentativa em Luanda falhou redondamente, porque eu como batedor e apalpador de terreno não achei que fosse um sítio onde eu quisesse viver sozinho quanto mais em casal e ao fim de 3 meses voltei para Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Agora encontro-me no Dubai a trabalhar para uma empresa francesa de consultoria. Vim para cá por intermédio de um amigo que cá estava há um ano com uma experiência muito positiva. Ainda estou a construir a minha rede social entre colegas e amigos de amigos, a trocar números de telemóveis e a apalpar o terreno. Em Janeiro de 2008 vamos instalar-nos os dois definitivamente para finalmente poder trabalhar na mesma cidade, viver juntos e evoluir na carreira profissional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para dar uma pequena ideia disto por aqui: o ambiente de trabalho é muito anglo-saxónico, o inglês é a língua oficial de trabalho; encontram-se pessoas de todo o mundo, desde o extremo-oriente aos USA; a cidade é bastante stressante em termos de transito, mas é super segura; permite fazer praia 9 meses por ano; tem todas as novidades ocidentais em livros, cd's, filmes, tecnologia, automóveis; restaurantes de todos os tipos; os preços dos bens de consumo são equivalentes ou mais baratos que em Portugal; a habitação é ao nível de Londres, caríssima; tem discotecas e clubs com ambição de destronar Ibiza como a capital mundial do clubbing; aviões diários para todos os cantos do planeta e uma comunidade de portugueses que até organiza almoços de convívio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Adoro Portugal, sinto imensas saudades, mas ao mesmo tempo sinto que aqui poderemos acelerar um pouco a conta bancária e obter uma mais valia no CV que em Portugal dificilmente obteria, tudo isto sem abdicar da qualidade de vida e segurança à qual nos habituamos em Portugal. Claro que a família e os amigos fazem imensa falta, mas não seríamos portugueses se não quiséssemos descobrir o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;PS se alguém conhecer pessoalmente o responsável pela criação do programa Erasmus, eu gostava de lhe dizer do fundo do coração que é a pessoa mais linda à face da terra!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="mailto:mnvalente@yahoo.com"&gt;mnvalente@yahoo.com&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-5968054441645281926?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/5968054441645281926/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=5968054441645281926&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5968054441645281926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/5968054441645281926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/11/mrio-lic.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-7124464708072522128</id><published>2007-11-24T07:30:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T13:49:10.300-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;    &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Mafalda Cabral, Licenciada em Hist&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;" lang="PT"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;ria Moderna e Contemporânea, Phoenix, Arizona - USA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ainda sou muito nova mas já senti a necessidade (e por isso é que aqui estou) de procurar algo mais fora do nosso país. Tenho 22 anos e uma licenciatura acabada em Junho de 2006 &lt;st1:personname productid="em História Moderna" st="on"&gt;em História Moderna&lt;/st1:personname&gt; e Contemporânea que me foi imposta devido ao malfadado processo de Bolonha (fiz 3 anos de um curso inicialmente de 4, sem nenhumas aulas de compensação ou substituição, fosse o que fosse. No final do ano, fizeram a correspondência de todas as nossas cadeiras para as novas e "despacharam-nos"). Ainda tentei fazer 6 meses de Erasmus em Milão durante o curso, mas acabei por desistir por ser muito dispendioso.&lt;br /&gt;Durante um ano procurei estágio, trabalho, bolsas de investigação e não consegui nada. Até tentei um mestrado (o 2º ciclo), mas como tentei noutra universidade que não a minha, não consegui porque toda a gente ficava à minha frente (mais "estudos", mais experiência&lt;br /&gt;profissional...). Não podia ficar outro ano sem fazer nada e trabalhar numa loja/restaurante/call center não me seduzia mesmo nada e mesmo tendo na ideia tirar outro curso entretanto, não sabia bem o que queria.&lt;br /&gt;Então surgiu a ideia de fazer um programa que já conhecia desde o secundário. Decidi ser Au Pair por um ano nos Estados Unidos. Este ainda não é um programa muito conhecido em Portugal, só há uma agência que o faz, juntamente com aqueles programas para estudar fora num verão ou durante um ano no secundário (que pouca gente também conhece). E aqui estou há já dois meses.&lt;br /&gt;E imagino que agora estejam a pergunta o que é ser Au Pair! Au Pairs são basicamente babysitters a tempo inteiro. Até pode parecer aborrecido, especialmente para quem não gosta de crianças, mas há muito mais neste programa. Nós vimos para aqui para ser mais um membro da família, vivemos na casa da família, temos tecto, comida e todas as comodidades (tudo pago) e quase todas nós temos carro para uso próprio. E também nos é dada a oportunidade de estudar aqui na universidade. Ok, o programa obriga-nos a fazer 6 créditos (o que equivale a 2 cadeiras quase sempre), mas convenhamos, quem é que não aproveita a oportunidade de estudar numa universidade estrangeira, mesmo que sejam só duas cadeiras, com tudo pago? É que a família também paga essa parte!&lt;br /&gt;Nem tudo são rosas, como é óbvio! Os costumes são diferentes (oh, tão diferentes, especialmente no que toca à educação das crianças...), o modo e o ritmo de vida é diferente, por vezes a relação com a família pode não ser a melhor, há muitas saudades de casa (durante um ano não podemos ir ao nosso país) mas compensa. Todas as outras Au Pairs com quem falei dizem que vale a pena, que por muito que custe é uma oportunidade a não perder e que por mais que se queira voltar a casa, também há uma grande vontade de ficar.&lt;br /&gt;Ainda não fiz nem metade do meu programa e já estou a pensar voltar a Portugal (não sem antes fazer tudo o que tenho a fazer aqui!), não só por voltar, mas para ver que outra oportunidade do género posso aproveitar. Acho que a minha experiência fora do país ainda não acaba aqui, ou em Setembro de 2008 quando acabar o meu programa. Embora ache que nunca vou fazer uma vida de "emigrante", ou seja, escolher um país, ir para lá morar e criar uma família etc etc, acho mesmo que ainda vou viver pelo menos mais um ano fora, não sei onde nem a fazer o quê, mas está nos meus planos definitivamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-7124464708072522128?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/7124464708072522128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=7124464708072522128&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7124464708072522128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/7124464708072522128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/11/mafalda-cabral-phoenix-arizona-usa.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1748136392925895744</id><published>2007-11-20T16:42:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T16:48:02.801-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;P. J., Senior Software Engineer, Dublin. Irlanda&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;Bem, o que motivou a sair de Portugal nao foi tanto o ter uma nova experiencia ou sequer o facto de nao ter trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Apesar de ter trabalhado 8 anos numa cidade que se consiguiu tornar uma nulidade em todas as areas (o Porto), gracas aos brilhantes politicos que populam as nossas esferas de poder, nunca cheguei a estar desempregado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; No entanto a situacao de emprego no Porto e' precaria (85 % dos trabalhos sao precarios, segundo o JN) e como ha pouquissimas oportunidades uma pessoa ja esta' um pouco com aquela ideia de ter de se sujeitar a todo o tipo de coisas. E claro os patroes sabendo que a situacao esta' ma' brandem o chicote o mais que podem. Mas que quer dizer precario ao certo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;Eu vou relatar a minha experiencia de trabalho no Porto e depressa vao perceber porque troquei o ex-motor economico de Portugal por Dublin. Sim! Ex! Porque so algumas regioes da Grecia estao atras do norte de Portugal, neste momento! La' vou eu ter de bater no ceguinho sem referir nomes. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"Mas voces sabem de quem e' que eu estou a falar..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;1999 a 2002: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Acabadinho de sair da FEUP ingressei numa companhia de multimedia do Porto. Naqueles tempos aureos antes do "dot-com crash" essa companhia apresentava-se como uma empresa que tinha contratos com o U.S. Army e o U.S. Navy. Durante os 2 primeiros anos assisti a um rapido crescimento em numero de colaboradores que na realidade foi motivado por uma operacao de marketing. O que e' certo e' q a mesma foi vendida em 2001 para um dos maiores grupos economicos portugueses, aproveitando a publicidade dos celebres contratos com os EUA e o facto de ter crescido bastante em numero de colaboradores. Qual nao foi a surpresa do grupo quando apos uma auditoria descobriram que a suposta lucrativa empresa tinha acumulado imensos prejuizos. Ou seja a empresa tinha sido engrossada para ser vendida por bom dinheiro. E eles enfiaram o barrete. A partir desse momento assistiu-se a uma verdadeira caça 'as bruxas com o intuito de arranjar todos os motivos possiveis e imaginarios para despedir colaboradores. Em meados de 2002 cançado do ambiente, sai para trabalhar como subcontratado numa multinacional alema na zona industrial de V. Conde.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;2002 a 2006: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Estar subcontratado numa outra empresa e' uma situacao complicada, pois esta'-se dependente de duas empresas (“Ja' de uma!... Sabe Deus!”) e um tipo e’ olhado de lado pelos “internos”. Mas as coisas no inicio ate' pareciam estar a correr bem apesar das horas que trabalhavamos a mais. Ate' que passado 2 anos se descobriu que a nossa empresa de outsourcing tinha uma situacao financeira nao muito famosa. Nessa altura a empresa multinacional alema (o segundo maior investidor estrangeiro em Portugal) tentou forcar-nos a rescindir com essa empresa de outsourcing e assinar no mesmo instante por outra. Claro que os colaboradores sairiam lesados dessa situacao pois perdiriamos os anos de antiguidade. Depois de muitas indefinicoes e indecisoes e apos alguns colaboradores terem chegado mesmo a rescindir por carta registada, tudo ficou em aguas de bacalhau. E os mesmos colaboradores que tinham rescindido tiveram de dar o dito pelo nao dito, o que diga-se e' uma situacao no minimo hilariante. Provavelmente a empresa de outsourcing aumentou a comissao ao responsavel do departamento da multinacional e &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;“tudo ficou em familia e na paz do Senhor”&lt;/span&gt;. Por vezes os salarios eram pagos com algum atraso, ja' para nao falar nas despesas, e os colaboradores manifestaram o seu desagrado com a situacao. Passado um ano a granada estourou: a multinacional recebe uma carta registada do fisco indicando que a empresa de subcontratacao tinha acumulado uma consideravel divida fiscal pelo que futuros pagamentos a' mesma estavam confiscados pelo estado.&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Conseguem adivinhar quem se lixou no meio disto tudo??? Exactamente!!! O mexilhao!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Estavamos em Setembro de 2005 e chegados a Outubro dado que nao recebemos o salario fomos forçados a assinar por outra empresa de subcontrataçao. Eu ainda rescindi por justa causa alegando falta de pagamento, o que pelos vistos nao me serviu de nada pois o sistema de justiça portugues esta' feito de modo a premiar as fraudes e os esquemas. ”Ou sera’ que nem sequer existe? Nao sei deve andar algures entre o inexistente e o inutil”. Alem de termos ficado a berrar o dinheiro ainda servimos como arma de arremeço internamente para as guerrinhas politicas internas (comuns em Portugal, diga-se) de modo a que algumas pessoas tirassem partido da situaçao em benificio proprio. Portanto estive 6 meses noutra empresa de outsourcing a trabalhar para o mesmo sitio a' espera de encontrar alguma oportunidade no Porto. Mas assim que finalmente apareceu algo, bati com a porta sem hesitar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;2006 a 2007:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Depois de ter tido uma ma' experiencia numa multinacional resolvi aceitar um desafio aliciante, numa empresa que estava a comecar e numa area de vanguarda. Logo na primeira semana a pessoa que me tinha feito a avaliacao tecnica para que eu fosse contratado, bateu com a porta. Apesar desse primeiro mau sinal, no inicio as coisas ate' pareciam bem encaminhadas. Aproveitando a operacao de marketing do governo (o "choque tecnologico") a empresa teve bastante publicidade aquando da visita de S. Exc. o Presidente ao Rei de Espanha, pois o mesmo ofereceu um sistema de navegacao GPS para mostar que Portugal aposta na tecnologia e inovacao. Seis meses passaram e nao tive nenhuma critica durante o meu periodo experimental. Apos isso atribuiram-me uma tarefa em que eu manifestei claramente que nao tinha experiencia nenhuma e que nao me podia comprometer em prazos com o desconhecido. Claro que me esqueci que em &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Portugal&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;as coisas sao impostas e nunca debatidas&lt;/span&gt;. No inicio deste ano os colaboradores que tinham iniciado o projecto junto com o outro elemento que se tinha demitido, bateram tambem com a porta. E sendo assim so' ficou o meu chefe, um colaborador que ele tinha contratado pois ja trabalhava ha muitos anos com ele e os estagiarios. E sendo assim ouve uma limpeza de balneario e fui "convidado" a sair. Talvez estivessem a' espera q aparecesse com uma soluçao miraculosa numa area que nao tinha experiencia ou entao trabalhasse em regime de "preto". Pois muitas vezes ouvi a frase &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"De dia e de noite! Depressa e bem!".&lt;/span&gt; E entretanto soube que colegas meus nao tinham recebido os “prometidos” premios de produtividade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;2007 ate Maio:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Ja farto deste pais e ja a pensar em sair o quanto antes, resolvi antes de tomar essa drastica decisao; &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;tentar uma ultima, derradeira e definitiva vez&lt;/span&gt; na mais famosa software house de Portugal. Famosa porque tem contratos com a NASA e a agencia espacial europeia. No entanto sabia de antemao que mais uma vez ia trabalhar como subcontratado para a mesma multinacional de ha um ano atras. Mas pensava eu que uma vez la dentro depois poderia vir a trabalhar noutros projectos. Puro engano. Primeiro vi que toda a gente que estava nos escritorios do Porto trabalhava para a dita multinacional. Segundo tinhamos de trabalhar em regime de escravatura para conseguir cumprir os prazos que certas mentes iluminadas que nada percebiam do sistema, tinham definido. So' por exemplo no meu primeiro mes de trabalho trabalhei 241 h. Ou seja trabalhei os 31 dias do mes...ou se preferirem trabalhei 12 horas por dia (excluindo fins de semana). &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Fazendo as contas penso que ganharia mais a' hora, nas obras&lt;/span&gt; ("E anda um gajo a tirar um curso superior para que?"). Alem do mais, quando ficavamos ate' mais tarde, nem tinhamos direito a jantar (pratica que era comum ha alguns anos atras) e ate' cheguei a ouvir mais uma famosa frase quando alguem perguntou pelos custos dos jantares: &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"Ah!... Isto e' um jantar de amigos. Nao e' pago pela empresa!"&lt;/span&gt;. E quando tinhamos de ir de proposito ao fim de semana ao escritorio, trabalhavamos de borla e ainda pagavamos as refeicoes e a gasolina. Eu sei que para compensar a cambada de inuteis que ha em Lisboa, alguem tem de trabalhar por dois! Mas tudo tem limites! Ha' 30 anos quando o meu pai trabalhava tambem era forçado a trabalhar horas a mais e sem receber por isso (parece que ja' e' tradiçao no Norte). Mas pelo menos pagavam-lhe o jantar e o taxi para casa. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;30 anos depois parece que estamos pior que nessa altura.&lt;/span&gt; E como os tribunais nunca mais se pronunciam sobre o dinheiro que a ex-ex-ex-ex-empresa me deve, desisti de esperar e pensei: &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"Sei falar bem ingles, logo nao tenho que aturar esta M....".&lt;/span&gt; E se pensei mais depressa o fiz... Em menos de um mes tinha 3 ofertas concretas para Dublin e outra para a Holanda. Pagaram-me as viagens e a estadia so' para vir a entrevistas cara-a-cara, depois de ter passado nas entrevistas por telefone (so' nisto ja' se ve a diferença de tratamento). Sendo assim demiti-me imediatamente e contactei os RH para que me informassem qual era o tempo legal de pre-aviso. Qual nao foi o meu espanto quando me disseram &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"Contratos a prazo sao para ser cumpridos ate' ao fim e&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;nao podem ser rescindidos.&lt;/span&gt; Mas a gente abre mao disso, pois nao queremos que as pessoas estejam contrariadas connosco. Temos e' de salvaguardar a passagem de conhecimento". Depois de me atirarem areia para os olhos eu fiquei pensativo ao telefone, do tipo: "ABREM A MAO DE QUE? Ja ouvi muitas bacoradas dos RH, mas esta bate tudo"..."Mando este gajo 'aquela parte, bato com a porta e nunca mais me poe a vista em cima?". Mas depois lembrei-me dos meus colegas e pensei que era injusto para com eles pois eles nao tinham culpa. Mas eu farto de ter problemas laborais em portugal e virem-me com lenga-lengas destas, ainda por cima estando eu num sindicato e ter uma ideia de quais as leis de trabalho. Com este tipo de atitudes, ainda mais me convenci que estava a tomar a decisao certa, pois ate' para um tipo se ir embora conseguem fazer filmes.... E como &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;nao tenho cunhas &lt;/span&gt;nao perco nada em sair de Portugal, pois &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;nao estou a usufruir do sistema de compadrio&lt;/span&gt;, tambem conhecido por &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;corporativismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;2007 desde Junho (Dublin):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Pode-se dizer que &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;em 6 meses em Dublin, consegui o que nao consegui em 8 anos em Portugal&lt;/span&gt;: ficar efectivo numa empresa. Da’ para notar a diferenca?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Nao ha nada como sitios organizados! Para ja nao se tem de estar a trabalhar para o boneco como acontece em Portugal por falta de planeamento. Quantas e quantas vezes em Portugal muito do trabalho e' deitado ao lixo porque as coisas sao mal especificadas ou nem o sao sequer. Ja nao me lembro de ter uma vida tao santa desde que deixei a faculdade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Depois as coisas nao sao impostas como em Portugal. As chefias tentar perceber as areas em que uma pessoa tem experiencia e atribuir os projectos onde essas valencias podem ser uteis. Em Portugal e' do genero: "Precisamos de um macaco para fazer isto...pim pam pum cada bala mata um...Voce e’ o elo mais fraco!". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Depois os salarios sao muito melhores que em Portugal e so se trabalha 37,5 horas semanais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Quanto a frases feitas como o "CHOQUE TECNOLOGICO" em Dublin percebi o seu verdadeiro significado! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Choque tecnologico e' na Irlanda os salarios serem quase 3x superiores e pagar menos impostos que em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;Alem disso, aqui ha’ carreira na area de IT e e’ comum ver-se pessoas com mais de 40 anos a trabalhar em IT. Coisa inexistente em Portugal, onde ate' e' desprestigiante trabalhar em informatica. De facto em Portugal, a partir dos 35 anos torna-se muito complicado arranjar uma colocaçao em IT, isto porque os patroes preferem ter 10 ou 20 estagiarios pois e’ o governo que lhes paga os salarios, em vez de ter uma equipa experiente de 3 ou 4 pessoas. Portanto, com essas perspectivas de futuro so’ se pode tomar uma atitude: &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"MUNDO!!!! Antes que seja tarde".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;Aqui ha' expecializaçao: SW Architects, Requirement Analysts, Release Engineers, QA Engineers, SW engineers, Team Leaders. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Em Portugal um gajo e' pau para todo o servico e tudo e' feito em cima do joelho, a fazer figas e com o credo na boca&lt;/span&gt;. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;E o planeamento consiste em empurrar o trabalho a fazer pela cadeia alimentar abaixo, ate' chegar ao preto que vai ter de fazer tudo do zero.&lt;/span&gt; Mas que espera um gajo quando as &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;chefias sao preenchidas pelo circulo de compadres dos “tubaralhos”?&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Aqui ha’ inumeras ofertas de trabalho que sao publicadas ate’ nos jornais. Ao passo que no Porto nem sequer se ve um anuncio nos jornais. Funciona tudo de &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;“boca em boca, como no recrutamento para a Mafia”&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; E ca' continuo eu a' espera que o tribunal portugues resolva alguma coisa em relacao ao dinheiro que me devem e que nao me pagam, passados dois anos, e pelos vistos tao cedo nada sera' resolvido. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Se estivesse 'a espera que se resolvesse alguma coisa, antes de fugir de Portugal, provavelmente so' viria quando precisasse de bengala ou de arrastadeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;Se quizerem saber mais sobre isto:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; &lt;a href="http://add.urbandictionary.com/verify.php?code=949487b8b1" target="_blank"&gt;http://add.urbandictionary.com&lt;wbr&gt;/verify.php?code=949487b8b1&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;Coisas boas de Portugal:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Sim nem tudo e' mau! Sempre ouvi os emigrantes dizerem que "Portugal e' bom e' para passar ferias!". Agora percebo o que querem dizer com isso. Mas ha outro cenario em que Portugal nao so' e' bom como talvez seja ate' o melhor pais da Europa. Alias Emilio Giovini&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;(um famoso mafioso que esteve preso em Portugal), disse ha muito tempo atras que Portugal era o melhor pais da Europa para se viver, desde que se seja rico. E nao e' que ele tem razao? Nao ha nada como ouvir a voz da experiencia! &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Bom clima, a melhor comida do mundo, montes de lambe-botas e um sistema corrupto facilmente subornavel&lt;/span&gt;. "... &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Mas como nao tenho pais ricos, nem ganhei a lotaria..."&lt;/span&gt; (la' diz o anuncio). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Com as horas de trabalho a que um tipo e' sujeito nesta &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;escravocracia&lt;/span&gt; conclui-se que so' e' mesmo bom para passar ferias. Paises elitistas nao sao bons para se viver, a nao ser para menos de 5% da populacao.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Eu a brincar muitas vezes dizia que Portugal e' o Brasil da europa (ate' ja' temos uma boa seleccao).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Mas um ex-colega meu do Brasil calou-me com esta frase &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"Nem no terceiro mundo se trabalha de borla"&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; &lt;span lang="EN-IE"&gt;E eu fiquei sem resposta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Como tenho a sorte de estar a trabalhar num ambiente multi-nacional com pessoas de varias culturas, ainda consegui tirar mais uma triste conclusao.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Na area de IT e' facil arranjar trabalho em qualquer cidade europeia, menos no Porto. E' este o efeito pretendido do "choque tecnologico"? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Bem pelo menos a parte do "choque" esta' conseguida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Ja' me disseram que tinha tirado o curso errado.... Sinceramente acho que &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;tirei o curso certo, mas no pais errado&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Pois a area de IT e' das que mais riqueza cria no mundo (pelo menos no primeiro mundo).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;Portanto tirem um curso superior, pesquisem na internet paises que tenham falta de pessoas qualificadas na vossa area e nem olhem para tras! Nunca foi tao facil emigrar, sobretudo agora que nao ha fronteiras dentro da UE e nao e’ preciso vistos nem grande burocracia e ainda por cima ha’ “lowcosts” em que os voos ficam ao mesmo preco de uma viagem de carro Porto-Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Desde que nao vao parar a' Polonia ou a' Romenia, irao sempre para um pais melhor.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; E mesmo estes paises, daqui a uns anos, provavelmente ja' terao passado Portugal, quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; Pois, a julgar pelas declaracoes do Min da Economia, aquando da visita a' China quando realcou que Portugal tambem era um pais de salarios baixos, parece que a estrategia brilhante do governo vai passar por esperar que todos os paises da Europa leste passem Portugal, para depois voltar a acenar a's mesmas empresas que ainda ha' pouco tempo sairam de Portugal, com os famosos salarios baixos. E ai virao eles outra vez, para explorar mao de obra barata!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt;Em resumo, na minha vida professional tomei duas decisoes certas:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; 1-inscrever-me num sindicato, por causa dos problemas laborais a que um tipo esta’ sujeito em Portugal e que se tornaram o pao nosso de cada dia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="EN-IE" &gt; 2-fugir de Portugal A.K.A. emigrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:12;"  lang="EN-IE" &gt;&lt;span lang="EN-IE"  style="font-size:12;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1748136392925895744?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1748136392925895744/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1748136392925895744&amp;isPopup=true' title='33 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1748136392925895744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1748136392925895744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/11/p.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4848169428755679158</id><published>2007-11-04T06:57:00.000-08:00</published><updated>2007-11-04T07:49:01.889-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://jn.sapo.pt/2007/11/04/tema_de_domingo/precarios_vidas_corda_bamba.html"&gt;"Precários: Vidas na corda bamba"&lt;/a&gt;, é hoje o tema de domingo do JN. O Mind this GAP está lá referido assim como outros blogs como o &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com/"&gt;Ferve&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://vidasprecarias.blogspot.com/"&gt;Vidas Precárias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.precariosinflexiveis.blogspot.com/"&gt;Precários Inflexíveis&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://exige-arq.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exige Arquitectura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, &lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://salta-fml.blogspot.com/"&gt;Salta&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Parece-me uma falha não haver referencia aos links destes movimentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;A jornalista Alexandra Figueira fez uma tradução " a letra" do nome deste blog. O que me deu vontade de vir aqui explicar o sentido do nome. Traduzido como "Cuidado com os Graduados que Abandonam Portugal"  penso que perde todo o sentido. Com o Mind pretendo dizer Atenção. O GAP, para além de ser a abreviatura de Graduados Abandonam Portugal, significa também uma Falha (um buraco). Uma chamada de atenção para uma falha grave em Portugal. O "cuidado com" não me pareceu bem aplicado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Segundo a noticia h&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;á&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; milhão e meio de trabalhadores precários, so receio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; que o texto não tenha tanta peso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; quanto esse n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;ú&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;mero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obrigada Alexandra pela divulgação deste blog.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4848169428755679158?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4848169428755679158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4848169428755679158&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4848169428755679158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4848169428755679158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/11/precrios-vidas-na-corda-bamba-hoje-o.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-6482986891228682054</id><published>2007-10-23T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T16:26:54.461-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Manuela, LLM (estudos franceses e ingleses) ramo pedagógico. Irlanda, Suécia, México&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Desde sempre tive ânsia de aventura e desconhecido….infelizmente não tinha possibilidades financeiras de viajar. Sendo estudante universitária, lembrei-me da melhor maneira de conhecer outro país…arranjar uma bolsa viver e estudar lá! Passei um ano lectivo na Queen’s University of Belfast, Irlanda do Norte, com o programa Erasmus. Para resumir, digamos que foi o melhor ano da minha vida: conhecer e conversar com pessoas novas de todo o mundo (principalmente Europa e Ásia), fazer amizades que ainda hoje conservo, saber que sou capaz de me “desenrascar”completamente sozinha. Não perdi nenhum ano lectivo, fiquei completamente fluente na língua, além de ter usufruído de um dos melhores sistemas de ensino europeu (tive direito a tudo: “tutorials”,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“lectures”, seminários, desporto e residência universitária). Enfim, encorajo qualquer estudante a participar no programa Erasmus!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Depois desta experiência, só fiquei com mais vontade de viver noutros países. Tive primeiro de acabar o curso, e depois lá veio a grande pergunta, o que vou fazer agora? Um curso de letras é Portugal é quase sinónimo de desemprego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Lá me inscrevi noutro programa europeu, o LINGUA (consiste em ser assistente de língua estrangeira numa escola do ensino público europeu), e calhou-me um destino pouco glamoroso: uma aldeia no sul da Suécia! Não foi a experiência mais divertida do mundo, confesso, mas lá estava eu outra vez a viajar e conhecer novos lugares. Aproveitei para visitar amigos que estavam espalhados por vários países circundantes, (viajando de autocarro, ficava baratinho), por conhecer melhor a Suécia, por aproveitar a cultura (saunas, jacuzzis, desporto ao ar livre e pouco mais….). Não posso dizer que adorei, mas aproveitei ao máximo, adquirindo experiência profissional na minha área quando sabia que se tivesse ficado em Portugal estaria provavelmente a trabalhar numa “call center”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Tinha condições de trabalho incríveis: o meu próprio gabinete, material escolar grátis (canetas, dicionários, etc…), até a câmara me emprestou uma bicicleta!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Aliás ao nível profissional encontrava-me numa situação bastante irónica: sabia que regressar a Portugal era equivalente de desemprego (baseando-me pela situação da maior parte dos meus colegas de curso). No entanto havia (e que eu saiba ainda há) muito trabalho na Suécia para professores! Por exemplo, ganhei bastante dinheiro extra fazendo substituições de professores de Inglês e Francês. Mas a falta de professores é tanta que até me pediram para fazer substituição das disciplinas de Desporto e Espanhol (não, não estou a brincar!).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Poderia facilmente ter lá ficado a dar aulas……optei por não o fazer porque não me conseguia identificar com as pessoas nem a cultura (a escola acabava às 15h e depois toda a gente ia para casa, já não havia nada para ninguém, nada de vida social!) e não me estava a divertir nem a conhecer pessoas, que era o meu objectivo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;De volta a Portugal, e não tendo outra perspectiva de trabalho que numa Pizza Hut…..resolvi agir! Sendo bilingue de Francês / Português, debrucei-me nos sites de emprego para professores de Francês no mundo: tinha encontrado o que queria……oportunidades de trabalho no mundo inteiro (principalmente em alianças francesas ou institutos). Concorri a várias vagas. Ora bem, ainda hoje não faço ideia como, mas chamaram-me! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Recebi um mail com oferta de emprego de uma Aliança Francesa num “cu de judas”…no México!! E precisavam de professor dentro de três semanas, porque lá o ano lectivo começa em final de Agosto. Para quem queria aventura e desconhecido, esta era “the mother of all adventures” . Eu que tinha chegado da Suécia havia dois meses, decidi aceitar, sabendo que me arrependeria para sempre se não aproveitasse esta oportunidade. Os meus pais estava preocupadíssimos, afinal a única garantia que havia mesmo alguém a oferecer-me trabalho no outro lado do mundo era um mail! Resumir, comprei um bilhete de avião com data de regresso um mês depois (“just in case”!) e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;parti. E esta revelou-se uma experiência tão positiva que fiquei de seguida mais um ano, desta vez noutra aliança noutra cidade no México. A nível profissional tive oportunidade de dar aulas em empresas e escolas primárias, assim como numa universidade, trabalho esse que NUNCA conseguiria em Portugal. A nível pessoal não tenho palavras para o enriquecimento cultural (visitar esse belo país de norte a sul onde cada região tem mil e uma coisas para ver) e a abertura das pessoas, a simpatia dos alunos, as festas, a dança, a comida……&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Só tenho a dizer para aqueles que hesitam frente a uma oportunidade de trabalho no estrangeiro: não recusem! Essa pode ser uma grande oportunidade para vocês, tanto a nível pessoal como profissional! Mesmo que não venha a ser, há sempre algo a ganhar ou aprender ..e pensem que no vosso regresso terão sempre vantagem no CV. Eu sei que é triste ter de ir para o estrangeiro para poder melhorar as nossas hipóteses de emprego, mas sinceramente não custa assim tanto (pensem nos imigrantes dos anos 70 que iam trabalhar para o estrangeiro sem falar a língua, sem conhecerem ninguém, sem dinheiro, sem internet, com viagens de dois dias para ir a casa….) nós falamos a língua, se não a falamos teremos decerto tempo de a aprender, temos Internet e voos baratos para as saudades ….não pensem duas vezes!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Ainda não falei do meu regresso…também no México poderia ter ficado porque há lá muito trabalho para professores de Francês (ironia de novo, em todos os sítios onde estive era fácil arranjar trabalho e confiarem-nos novas missões!). No entanto achava que México é muito longe de Portugal. As viagens de avião são caríssimas, pelo que nunca conseguia poupar dinheiro. Claro que o que eu ganhava dava-me para sustentar-me e viajar, mas não poderia continuar assim para sempre, sem conseguir pôr dinheiro de lado. Este aspecto, além da enorme distância geográfica da família e amigos, combinado com o facto de já ter consolidado um CV muito bom, (desde formação a empresas, a cursos intensivos, realização de exames, fiz de tudo) dava-me confiança para tentar a minha sorte em Portugal. O que aconteceu! Comecei a dar aulas em escolas de línguas (principalmente formação em empresas) até conseguir um trabalho fixo e interessante numa escola só, tudo graças à experiência e “know-how”profissional que consegui ganhar no estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-6482986891228682054?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/6482986891228682054/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=6482986891228682054&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6482986891228682054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/6482986891228682054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/10/manuela-llm-estudos-franceses-e.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-2153692734734514180</id><published>2007-10-23T16:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-23T16:17:25.438-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Filipa Jesus, Marketing, Londres, Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Estava de férias no Alentejo com os meus pais quando recebo o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; telefonema que foi mudar radicalmente a minha vida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Congratulations, we would like you to come to a second interview!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E assim foi. Voltei a Londres para uma segunda entrevista para um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; programa internacional de licenciados na área de gestão. Na sexta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; seguinte estava em Londres para a minha segunda entrevista, no sábado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; de volta a Portugal para fazer as malas e no domingo cheguei à&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Alemanha para o início do programa de treino na sede da empresa, até&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; ir definitivamente para Londres uma semana depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um mês antes, quando estava a sair da última apresentação de projecto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; do meu curso e chorava baba e ranho pelos óptimos quatro anos da minha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; vida de estudante universitária que tinham acabado, sabia lá eu que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estava prestes a mudar-me para Londres...mas dois anos depois ainda cá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estou..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esta introdução à minha vinda para Londres, faz também parte do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; primeiro post que coloquei no meu blog "Tuga em Londres"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; (&lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://tugaemlondres.blogs.sapo.pt/"&gt;http://tugaemlondres.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;) e achei que seria a forma ideal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; para começar por apresentar, também aqui, a minha mudança de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; para Londres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já cá tinha estado em 2004 durante o programa de Erasmus e adorei!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Aqueles foram os melhores meses da minha vida até agora, mas essa não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; foi a razão principal que me fez mudar de país. Sempre quis ir viver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; para o estrangeiro desde pequenina. Queria ir para qualquer lado, não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; interessava. Apenas adorava viajar e queria passar pela experiência de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; viver com outras pessoas da minha idade de diferentes culturas,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; visitar locais desconhecidos e aprender novas línguas. Foram essas as&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; razões que me levaram à decisão de procurar o primeiro emprego fora de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Portugal. Nunca pensei em sair por causa das condições de vida ou de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; salários mais altos, simplesmente queria ter experiências novas e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; viver a vida fora da rotina normal que me rodeava enquanto estava em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Portugal. Adoro estar em constante movimento por isso, precisava sair!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fiz uma busca através do &lt;a style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.monster.com/"&gt;www.monster.com&lt;/a&gt; e foi através desse site que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; encontrei o emprego que me levou a Londres. Eventualmente, como esse&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; emprego não era muito relacionado com marketing acabei por mudar. Tive&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; algum tempo em vendas mas também não era isso que queria, no entanto,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; enquanto trabalhava, tinha o tempo necessário para encontrar o emprego&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; que me deixasse feliz,... e encontrei. É extremamente difícil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; encontrar um emprego em Marketing numa cidade onde a procura de tais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; empregos é superior à oferta, principalmente quando se é um candidato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estrangeiro que estudou numa universidade estrangeira e que não tem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; experiência nessa área. Leva tempo e muita força de vontade, mas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; fiquei com o peito cheio de orgulho quando encontrei um óptimo emprego&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; em Marketing a fazer exactamente aquilo que eu queria, numa boa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; empresa e bem no centro de Londres. Já lá estou à mais de 1 ano e o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; plano é para ficar pelo menos mais 1 ou 2 anos até ganhar a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; experiência necessária que necessito para o meu Curriculum se tornar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; mais forte quando, ao fim desse tempo, eu decidir, quiçá, aventurar-me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; por outro país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Respondendo à pergunta que toda a gente me faz - Sim, um dia vou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; querer voltar a Portugal. Eu posso-me sentir muito bem agora em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Londres e poderei vir a sentir-me muito bem noutro país qualquer, mas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; aquele cheirinho no ar,... aquelas ruelas antigas,... aquela simpatia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; na rua,... aquelas piadas de infância,... aquela doçaria,... aquelas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; pessoas,... faz com que só em Portugal é que eu me sinta mesmo em casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-2153692734734514180?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/2153692734734514180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=2153692734734514180&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2153692734734514180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/2153692734734514180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/10/filipa-jesus-marketing-londres-reino.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3898077618843647325</id><published>2007-09-27T06:26:00.000-07:00</published><updated>2007-09-27T06:35:48.957-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Marta Calado, Direito, Amesterdão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há semanas que andava a prometer a mim própria publicar aqui algumas impressões sobre a minha vida em Amesterdão, após o repto re-lançado pelo GAP há alguns dias, aqui vai:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou a viver na Holanda há quase um ano (cheguei a 28 de Outubro de 2006) e a minha estadia aqui vai-se prolongar, por pelo menos, mais dois. Não vim a aventura e não dei um salto no escuro... estou aqui a viver como "expatriada", com todas as condições inerentes ao "estatuto" (casa, apoios, viagens...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vim porque quis, precisava de algo mais... Vim a procura de uma melhor qualidade de vida. E de uma nova experiência. Sempre soube que a minha vida passaria por um período a viver fora, só não sabia quando e em que condições. O bichinho, como em tantas outras pessoas, instalou-se quando vivi/estudei durante 6 meses em Estrasburgo ao abrigo do programa "Erasmus".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando vim, vivia razoavelmente bem para os padrões nacionais, tinha casa própria (ou do Banco, conforme queiram ver o caso), tinha emprego estável e com razoáveis perspectivas de evolução profissional. Mas não estava feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tal como alguns outros Portugueses que aqui deixaram os seus relatos, confesso-me bastante critica de alguns aspectos da sociedade portuguesa, e ainda que não tenham sido decisivos na decisão da minha partida , também não funcionaram como factor de atracção ou de contrapeso as razoes que me levaram a partir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A experiência aqui tem sido rica a todos os níveis...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Profissionalmente, os Holandeses estão numa liga bem diferente da nossa, em que a produtividade e muito superior a Portuguesa, trabalhando muito menos horas, &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Socialmente, têm alguns problemas, mas a forma como tratam os idosos e as crianças são sintomáticas de uma rede de apoios social bem mais abrangente e completa, &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Os Holandeses não são um povo quente e acolhedor, mas são tolerantes e respeitadores, cada um vive a vida como quer sem se intrometer na privacidade alheia, &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;O custo de vida e mais caro que em Portugal (talvez 10/15% se o compararmos com Lisboa), mas o nível de vida e incomparavelmente melhor se se tiver em conta a disparidade salarial (cá, o salário mínimo são 1.100 euros/mês),&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Têm mais orgulho na sua rua, bairro, cidade... são mais limpos e civilizados e vivem de janelas abertas para o mundo. São muito menos preocupados com as aparências e com a ostentação. Vivem mais fora de portas apesar de o tempo ser realmente difícil de suportar para alguém que adora o sol.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Obviamente nem tudo são rosas,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;A somar a distancia da família e amigos juntam-se alguns aspectos menos positivos dos Holandeses: não dão passagem aos peões nas passadeiras, não cedem lugares nos transportes aos idosos, são tão directos que roçam a ma educação e reclamam muito; sendo "liberais" têm dificuldade em ver "outside de box".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Mas tudo isso faz parte da experiência, do lidar com realidades diferentes, com uma cultura que, apesar de "Europeia" poucas semelhanças tem com a portuguesa. Não sei o que o futuro me reserva, se irei ficar por aqui ou regressar a Portugal, ou quem sabe, tentar viver algum tempo noutro local, mas sei que ninguém passa por esta experiência incólume. A transformação de como nos percepcionamos e como percepcionamos o mundo e extraordinária. Recomendo a todos quanto o possam fazer. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;"Não sei para onde vou, mas estou a caminho..."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Para quem tiver curiosidade: &lt;a href="http://vidaemamesterdao.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;http://vidaemamesterdao&lt;wbr&gt;.blogspot.com &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou disponível para quem quiser saber mais via &lt;a href="mailto:martasgcalado@gmail.com" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;martasgcalado@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Obrigada&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="PT" &gt; 27 de Setembro de 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3898077618843647325?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3898077618843647325/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3898077618843647325&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3898077618843647325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3898077618843647325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/marta-calado-direito-amesterdo-h_27.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-1864981293387591737</id><published>2007-09-24T17:47:00.001-07:00</published><updated>2007-09-24T17:48:17.897-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Rui Pedro Silva, Licenciado em Matemáticas e  Ciências da Computação, Madrid. Espanha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Viva! Foi uma enorme surpresa descobrir um blog  como este, e por isso, como estamos a crescer devagarinho, resolvi adicionar a  minha história!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Terminada a Licenciatura, e depois de muitos  "estágios" a recibos verdes, promessas de promoções virtuais, palmadinhas nas  costas, demasiadas horas de trabalho, projectos utópicos, decidi que já era hora  de mudar de ares. Confesso que a minha primeira opção para mudar de país passava  por Londres, onde existiam milhares de ofertas de emprego na área das  tecnologias de informação, mas se bem que a cidade é perfeita para trabalhar, já  o mesmo não se podia dizer do "way of living" dos ingleses!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, decidi-me por Madrid ... e em Janeiro de  2002, fiz as malas e vim pra cá! Não falava demasiado o espanhol, mas  convenhamos que também não é muito dificil de aprender, e com um pequeno esforço  tudo foi melhorando!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tive a sorte de encontrar uma das muitas  consultoras informáticas que aqui existem, que necessitava de alguém com os meus  conhecimentos, e também que falasse português! Fui imediatamente colocado a  trabalhar num grupo bancário, onde teria de confrontar-me a diário com duas  realidades distintas. Uma, a de estar a desenvolver projectos para o mercado  espanhol, tendo reuniões frequentes com os responsáveis de negócio sobre a forma  como todos os sistemas deveriam funcionar, sem os formalismos habituais, e  outra, a de fazer o mesmo para o mercado português, onde tudo funciona mais  lentamente, onde o "Senhor Doutor Engenheiro" ainda é obrigatório em algumas  ocasiões, quando os espanhóis resumem essa coisa tão complicada a um simples  "Tu"!&lt;/span&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" size\u003d\"2\"\&gt;Os projectos vão sendo terminados, as promoções já \nnão são só promessas, os contratos são normais, as regalias são cada vez \nmelhores, e o ambiente de trabalho é excelente!\u003c/font\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" size\u003d\"2\"\&gt;Nem tudo são rosas nas terras de &amp;quot;nuestros \nhermanos&amp;quot;, os preços dos alugueres assustam, mas se os compararmos aos de Lisboa \ne com as diferenças substanciais nos ordenados e nos descontos que se aplicam \naos mesmos, é sem dúvida bem melhor!\u003c/font\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" size\u003d\"2\"\&gt;Não penso regressar a Portugal, nem mesmo já de \nvelhinho! O meu país tem o seu encanto, e sempre o terá, mas faltam mudar \nalgumas mentalidades, não só no aspecto laboral, mas em todos os níveis! \nContinuamos a ser pequeninos e não apostamos forte. E nesse aspecto, basta ver \nque a vizinha Espanha, que entrou para a CE ao mesmo tempo que nós, soube \naproveitar bem os dinheiros da comunidade, e soube &amp;quot;atacar&amp;quot; os mercados que \ntinha ao lado! Não é pois de admirar que alguns grandes grupos portugueses já \ntenham vindo para Madrid ou Barcelona, e que as decisões para o mercado ibérico \nse tomem deste lado da fronteira!\u003c/font\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" size\u003d\"2\"\&gt;Um bem haja a todos os que estão por aí espalhados \nà volta do globo!\u003c/font\&gt;\u003c/div\&gt;\n\u003cdiv\&gt; \u003c/div\&gt;\n\u003cdiv\&gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" size\u003d\"2\"\&gt;\u003c/font\&gt; \u003c/div\&gt;\u003c/div\&gt;\n",0] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os projectos vão sendo terminados, as promoções já  não são só promessas, os contratos são normais, as regalias são cada vez  melhores, e o ambiente de trabalho é excelente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nem tudo são rosas nas terras de "nuestros  hermanos", os preços dos alugueres assustam, mas se os compararmos aos de Lisboa  e com as diferenças substanciais nos ordenados e nos descontos que se aplicam  aos mesmos, é sem dúvida bem melhor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não penso regressar a Portugal, nem mesmo já de  velhinho! O meu país tem o seu encanto, e sempre o terá, mas faltam mudar  algumas mentalidades, não só no aspecto laboral, mas em todos os níveis!  Continuamos a ser pequeninos e não apostamos forte. E nesse aspecto, basta ver  que a vizinha Espanha, que entrou para a CE ao mesmo tempo que nós, soube  aproveitar bem os dinheiros da comunidade, e soube "atacar" os mercados que  tinha ao lado! Não é pois de admirar que alguns grandes grupos portugueses já  tenham vindo para Madrid ou Barcelona, e que as decisões para o mercado ibérico  se tomem deste lado da fronteira!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um bem haja a todos os que estão por aí espalhados  à volta do globo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-1864981293387591737?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/1864981293387591737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=1864981293387591737&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1864981293387591737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/1864981293387591737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/rui-pedro-silva-licenciado-em.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-8409084516996874665</id><published>2007-09-20T06:26:00.000-07:00</published><updated>2007-09-20T07:08:35.317-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10 000&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cinco meses o GAP conta já com dez mil visitas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT" &gt;Estão aqui 28 histórias. Menos do que esperava, confesso. Uns prometem-nas, outros apelam que a sua história é muito longa para ser escrita, mas 28 contaram-na e é o suficiente para eu acreditar que não é um projecto furado. Mas não me chega. Quero mais! Não vos pe&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT" &gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT" &gt;o a história da vossa vida, cheia de pormenores e detalhes, mas sim a razão pela qual decidiram viver e trabalhar fora de Portugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT" &gt;Alguns simplesmente pela vontade de sair, outros porque sentiram não ter outra hipótese. A maior parte com saudade das comidas e das casas Portuguesas, muitos que não sabem se ou quando regressam. Os inícios são difíceis, estranha-se tudo para depois quase tudo se entranhar. A esmagadora maioria feliz e realizada. São relatadas de países distintos mas o que nos vai cá dentro de distinto não tem nada. Reconhecemo-nos uns nos outros. Nas duvidas, nas saudades, nas certezas e na realização profissional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;span style=";font-size:100%;" lang="PT" &gt;Agradeço a todos que participaram, por esta partilha de experiências que se está a revelar tão útil para quem pensa sair do país. E também para conhecermos a realidade dos jovens de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  lang="PT" &gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-8409084516996874665?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/8409084516996874665/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=8409084516996874665&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8409084516996874665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/8409084516996874665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/10-000-em-cinco-meses-o-gap-conta-j-com.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4415662800811694704</id><published>2007-09-18T17:09:00.000-07:00</published><updated>2007-09-18T17:11:19.851-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="PT" &gt;Nuno Silva, Licenciado em Gestão, Dublin. Irlanda&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  lang="PT" &gt;&lt;br /&gt;Novembro de 2005, foi a data em que cheguei a Dublin e para variar era um dia de chuva....&lt;br /&gt;Na memória perduram os pequenos momentos da viagem: aeroporto de Lisboa, quantidade de malas, a incerteza do futuro mas a certeza da mudança.&lt;br /&gt;Volvidos 2 anos de experiência internacional, alguns momentos mais difíceis, mas no geral uma experiência positiva e única. O descobrir novas culturas, novas formas de estar e agir, mas também o reconhecer o que Portugal tem de melhor: a luminosidade dos dias, praias, comida....&lt;br /&gt;Dublin também conhecida como a capital dos Tigres Celtas, é uma cidade em prosperidade (pelo menos aparente...), multicultural, acolhedora e muito jovem. Como aspectos negativos, impera a falta de intervenção do Estado: infraestruturas, segurança, limpeza, saúde, inflação galopante... e a principal desvantagem inerente à localização da Irlanda: o clima. De facto, é deprimente viver 1 ano com apenas 2 estações: Inverno e Primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As razões de emigrar prendem-se com o facto de alargar horizontes e provar o nosso real valor, fora do País dos pequeninos, que é Portugal onde infelizmente reina a influência, "cunha" e o caciquismo. De facto considero que,   enquanto antigamente se emigrava essencialmente em busca de melhores salários, actualmente procura-se essencialmente realização profissional e pessoal. A seguir a mim, vários colegas próximos, decidiram "navegar" e trabalhar por essa Europa fora....sempre à procura dos valores de igualdade de oportunidades, reconhecimento, aventura, descoberta...&lt;br /&gt;Em relação ao futuro, continua cada vez mais incerto o regresso para Portugal "um dia voltarei, só não sei quando"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia Saint Exupery "Navegar é&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  lang="PT" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt; preciso....."&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4415662800811694704?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4415662800811694704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4415662800811694704&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4415662800811694704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4415662800811694704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/nuno-silva-licenciado-em-gesto-dublin.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-3405975013302079903</id><published>2007-09-16T09:23:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T15:24:35.555-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Liliana Gaspar, Licenciada em Português e Francês, Dublin&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olá a todos os portugueses e um olá muito especial aos que vivem em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Dublin!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt;Sou uma "recém-chegada" a esta cidade e vim para cá após uma decisão&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt; súbita mas relativamente fácil de tomar, dado o Caos em que andava a&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-size:100%;"&gt; minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois de muitas peripécias em Portugal, que me levaram a ficar desempregada e com problemas finanaceiros, além de outros azares a nível pessoal, vim passar cinco dias de férias em Dublin e decidi mudar-me porque as perspectivas eram muito melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto desde 26 de Agosto a 14 Setembro 2007, em cerca 15 dias apenas:&lt;br /&gt;1) Arranjei, apesar de a muito custo, um quarto onde viver. Embora seja fora do centro da cidade, vivo com pessoas fantásticas, o sítio é lindo e o quarto é barato (340 euros por mês, já com as "bills", como eles dizem). Comecei há 10 dias a dar aulas de português a um simpático casal que vai viver para Portugal (in the Allgarve, of course) daqui a um ano (sim, sou professora mas sabem que em Portugal as mães são menos).&lt;br /&gt;2) Faço traduções pontualmente para ganhar mais uns trocos.&lt;br /&gt;3) Dia 17 de Setembro vou começar a trabalhar como Consultora RH numa agência de recrutamento no centro de Dublin (pois, para além da Licenciatura em Português e Francês, ainda tentei uma mudança de carreira e gastei 3000 euros numa Pós-Graduação em Recrutamento e Selecção em terras lusas, só que na nossa simpática nação os estagiários RH têm de trabalhar de graça e eu tinha "portuguese bills").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifiquei-me com este Blog porque, entre as várias coisas que vivi nos últimos tempos, uma das minha grandes frustrações foi ter qualificações e experiência de trabalho, para não falar das boas capacidades reconhecidas por pessoas com quem tenho trabalhado, e simplesmente acabar por trabalhar em empregos precários, sentir que no nosso mercado de trabalho actual as pessoas são carne para canhão e que o que interessa mesmo é que as pessoas trabalhem o mais possível pelo mínimo salário possível, sujeitas a ficar sem nada de um momento para o outro, ficando impotentes até mesmo para se fazerem valer dos seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim todos vamos ficando a perder: os produtos e serviços prestados perdem qualidade, as pessoas perdem poder económico e qualidade de vida, a economia perde estabilidade e, no final da história, o país perde muitas das pessoas que tanto podiam fazer por ele. Porque são lutadoras e não se resignam, ou porque se esgotam todas as alternativas, ou simplesmente porque não vêem como evoluir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo, naturalmente, com aqueles que afirmam que na verdade somos "cidadãos do mundo" e descobri, até, que viver em outros países nos dá a dimensão de nós próprios, do quanto somos pequenos, de tudo o que temos para aprender, para viver, para sentir. De tudo quanto existe para além daquele mundinho em que vivíamos. E dá-nos também a dimensão da nossa grandeza, do quanto somos capazes de conseguir se nos quisermos levantar após cada queda, cada vez mais fortes, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, lamento que a emigração aconteça em muitos casos não por opção mas por necessidade, e que como consequência se empobreça aquele que, afinal, é o país que trago no coração. Numa imagem, sinto-me como se tivesse ficado à porta de uma casa que supostamente era a minha, à espera de entrar, e tivesse acabado por ter de desistir e ir bater a outra porta, a de uma casa emprestada, mas onde me receberam, valorizando quem sou e o que tenho para dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou disponível e gostaria muito de conversar com outras pessoas, sobretudo se estiverem em Dublin, porque de facto é dificílimo encontrar portugueses por aqui. O meu email é gaspar.liliana@gmail.com e é adicionável (sim, a palavra existe) ao messenger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita sorte e felicidade a todos os leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana&lt;br /&gt;16 Setembro 2007&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-3405975013302079903?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/3405975013302079903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=3405975013302079903&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3405975013302079903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/3405975013302079903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/liliana-gaspar-licenciada-em-portugus-e_16.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-4871033912228863227</id><published>2007-09-14T13:28:00.000-07:00</published><updated>2007-09-15T18:14:42.740-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vasco Teixeira Rodrigues, Geologia Aplicada e do Ambiente, Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz quase 3 anos que estou aqui em Inglaterra e a culpa é toda da minha namorada.&lt;br /&gt;Desde cedo que me apercebi que o curso que estava a tirar não iria ter saída profissional, por isso depressa imaginei o que fazer quando o acabasse.&lt;br /&gt;Comecei a trabalhar como Secretário na empresa onde o meu pai também trabalhava, enquanto tirava um mini curso de Jornalismo pago pela Câmara Municipal de Lisboa através da minha Junta de Freguesia, onde trabalhava no final do dia num programa de ocupação de tempos livres para miúdos de rua. O intuito era criar uma revista a nível camarário.&lt;br /&gt;Tive a sorte de gostar de escrever e ter um bichinho pelo jornalismo, o que me valeu o convite de um dos professores para ingressar na sua empresa de consultoria de comunicação, onde fiquei 6 anos.&lt;br /&gt;Deixei a empresa para vir residir em Londres, tudo por causa de uma conversa de café com a minha namorada e uma amiga.&lt;br /&gt;Sempre foi o sonho dela ser actriz de Teatro. E não há melhor local no mundo para se estudar na universidade Teatro do que Londres. Assim, quando uma amiga comum disse que vinha para Londres, a minha namorada disse meio a sério meio a brincar que também ia e eu respondi que assim também ia.&lt;br /&gt;E viemos!&lt;br /&gt;Quando sai de Lisboa, trabalhava há 6 anos como consultor de imprensa numa das empresas com mais trabalho na área,  tinha carro novinho em folha e uma casa de 4 assoalhadas no alto da Povoa de Santa Iria, com uma vista fabulosa desde Alverca ao Parque das Nações.&lt;br /&gt;E mesmo com tudo isto, que para Portugal muitos consideram bastante razoável, vim para aqui de mãos a abanar, com a minha namorada e 1000 libras no bolso.&lt;br /&gt;Estive duas semanas em casa de 3 pessoas amigas de amigos portugueses e rapidamente decidi investir as libras que trazia no depósito para alugar um apartamento. Passado pouco tempo, a namorada arranjou emprego como temporária no correio de uma empresa e eu como recepcionista. Juntos, ganhávamos 12 libras/hora e eu trabalhava aos sábados também. Foi duro passar os dias sem conhecer ninguém, sem tv para me distrair, somente o computador que trouxemos logo connosco de Lisboa. &lt;script&gt; &lt;!-- D(["mb","\u003cbr\&gt;\nPassados dois anos e meio, ambos estamos com trabalhos permanentes de importancia; eu numa das empresas lideres no mundo dos castings internacionais para anuncios e o mundo da moda; ela no departamento financeiro de uma empresa americana de exames educativos.\u003cbr\&gt;\n\u003cbr\&gt;\nCada dia que acordo, agradeco ter vindo para aqui.\u003c/span\&gt;\u003cdiv\&gt;\n\u003chr style\u003d\"margin-top:10px\"\&gt;\nGet a FREE AOL Email account with unlimited storage.  Plus, share and store photos and experience exclusively recorded live music Sessions from your favourite artists. \u003ca href\u003d\"http://info.aol.co.uk/joinnow/?ncid\u003d548\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;Click Here\u003c/a\&gt; for more information.\u003cbr\&gt;\n\u003c/div\&gt;\n",0] ); D(["ce"]);  //--&gt; &lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Passados dois anos e meio, ambos estamos com trabalhos permanentes de importância; eu numa das empresas líderes no mundo dos castings internacionais para anúncios e o mundo da moda; ela no departamento financeiro de uma empresa americana de exames educativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que acordo, agradeço ter vindo para aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-4871033912228863227?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/4871033912228863227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=4871033912228863227&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4871033912228863227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/4871033912228863227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/vasco-teixeira-rodrigues-geologia.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-9079402249478243593</id><published>2007-09-14T12:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-14T12:41:10.945-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje recebi pelo correio esta carta da Ana Gonçalves que foi publicada no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Publico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, dia 7 de Setembro&lt;br /&gt;Obrigada, Isa ;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_2oQkRx7il8c/RuriVpVPYEI/AAAAAAAAAAU/SNjXLIwrwlU/s1600-h/noticia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_2oQkRx7il8c/RuriVpVPYEI/AAAAAAAAAAU/SNjXLIwrwlU/s400/noticia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110145588705321026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4716948670177384730-9079402249478243593?l=mindthisgap.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mindthisgap.blogspot.com/feeds/9079402249478243593/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4716948670177384730&amp;postID=9079402249478243593&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9079402249478243593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4716948670177384730/posts/default/9079402249478243593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mindthisgap.blogspot.com/2007/09/blog-post.html' title=''/><author><name>GAP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13870418742912458433</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_2oQkRx7il8c/RuriVpVPYEI/AAAAAAAAAAU/SNjXLIwrwlU/s72-c/noticia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4716948670177384730.post-763590596395668774</id><published>2007-09-04T06:02:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T06:03:50.719-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;José Dias, Gestão, Bucareste, Roménia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de trabalhar no exterior sempre foi (desde que entrei para a faculdade) um desafio que gostava de enfrentar. Simplesmente assim, sem grandes explicações. Muitas das vezes encarado como disparatado por amigos e familiares, "mas porquê?"... porque sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminei os estudos, Fevereiro de 2005, a ideia de tentar o exterior voltou a assaltar-me, sem qualquer preferência por algum destino em particular. A primeira hipótese foi tentar abordar uma amiga dos meus pais que está na Austrália a trabalhar na Embaixada Americana há largos anos, que logo disse que para trabalhar por aquelas bandas não era fácil. E na realidade, numa das minhas infindáveis pesquisas na Internet, dei comigo no site do suposto "Departamento de Emigração" local, ou coisa do género, a fazer uma simulação para obtenção de um visto de trabalho e a ideia de tentar a Austrália... simplesmente evaporou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo passo seria o de encontrar trabalho no meu habitat natural! Como sou de Guimarães, esse espaço dá pelo nome de Vale do Ave! E lá perdi uns meses a tentar encontrar alguma coisa sem qualquer sucesso, vá-se lá saber porquê!. Enquanto isso, e uma vez que os meus pais e irmão são comerciantes, lá ia ajudando no negócio familiar, até que depois da enésima tentativa do meu pai me motivar para trabalhar em família (coisa que sempre rejeitei), me dispus a procurar trabalho em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorria o mês de Setembro de 2005 (7 meses passaram desde que tinha terminado os estudos, e depois de ter frequentado 1 formação em Gestão e Planeamento de Produção em Felgueiras - promovida pelos IEFP's de Guimarães e Felgueiras em conjunto com o Dep. de Produção e Sistemas da Univ. do Minho. Gente estranha aquela, nem se ajuda, nem se deixa ajudar. Das 15 pessoas que frequentaram a dita formação, nem uma encontrou colocação em qualquer empresa de calçado na cidade dos Ferraris, quando nos foi dito que o objectivo da formação era, no mínimo colocar alguém, pois o sector do calçado passava por grandes problemas!) quando comecei a enviar CV's para Lisboa e após algumas entrevistas lá saiu fumo branco. Resultado? 10 meses pela capital a trabalhar em Consultoria.&lt;br /&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr /\&gt;Em finais de Outubro de 2005 comecei a trabalhar como &amp;quot;consultor&amp;quot;... chame-se-lhe o quiser, o que fazíamos, era preparar candidaturas de formação profissional e de investimento aos fundos comunitários!\u003cbr /\&gt;\u003cbr /\&gt;O que é certo é que passados 8 meses de trabalho em Lisboa, começava a custar levantar de manhã para trabalhar, dada a rotina quotidiana. Tudo o que caía de novo... era mais, do mesmo, com um salário que para viver em Lisboa era manifestamente curto. Sempre que me descuidava um pouco nos gastos, por volta do dia 20-25 lá tinha que telefonar ao pai a pedir um pouco de oxigénio. Ora esta foi a minha deixa para falar com a minha chefe e dizer-lhe que aquele ciclo se tinha esgotado. Acabei o que pude acabar e o que não consegui, deixei tudo preparado para os colegas que iam &amp;quot;pegar&amp;quot; nos projectos.\u003cbr /\&gt;\u003cbr /\&gt;De repente, em inícios de Setembro de 2006, estou inactivo! Mais uns CV\'s, desta vez um pouco mais selectivo nos anúncios a responder. Mais umas entrevistas, mas nada no horizonte.\u003cbr /\&gt;\u003cbr /\&gt;Felizmente, uns meses antes, em Junho, tinham-me falado de um programa de estágios internacionais... Contacto @ ICEP! Na altura, por descaro de consciência lá preenchi o formulário sem qualquer esperança (são sempre uns 3 ou 4 milhares a candidatarem-se para um número de vagas que rondam as 200) e em finais de Setembro lá se lembraram de mim e telefonaram a perguntar se ainda estava interessado em participar no processo de selecção e recrutamento? A resposta é óbvia: sim, claro que sim! Afinal de contas era uma oportunidade de concretizar um velho sonho... partir de Portugal!\u003cbr /\&gt;\u003cbr /\&gt;Depois de passadas todas as etapas do dito processo, recebi um e-mail no qual constava que tinha sido um dos 191 seleccionados para integrar a 10ª Edição do Programa InovContacto promovido pelo, na altura, ICEP (agora AICEP).\u003cbr /\&gt;\u003cbr /\&gt;Dias de encantamento vividos a preparar tudo o que era necessário para enviar para Lisboa, certificado de habilitações, pa
